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| Dani representou o Vitória de Setúbal entre 2013 e 2016 |
Centrocampista de características
defensivas nascido em
Felgueiras a 30 de janeiro de 1982, começou a jogar futebol
no Barrosas, concluiu a formação, iniciou-se como sénior e começou a mostrar-se
nas ligas profissionais com a camisola do
Vizela,
entrou na
I
Liga pela porta do
Paços
de Ferreira, conquistou títulos e atuou na
Liga
dos Campeões ao serviço do
Cluj e ainda passou pelo futebol grego.
No verão de 2013 voltou a
Portugal, aos 31 anos e já com dois filhos. Esteve em negociações com o
Paços
de Ferreira, mas
José Mota, então treinador do
Vitória
de Setúbal, entrou em ação: “Soube da minha vinda, ligou-me e convenceu-me.”
Afastado do futebol luso há meia
dúzia de anos, gerou alguma desconfiança inicial, mas depois conquistou os
exigentes adeptos vitorianos. “No início olharam um bocadinho com desconfiança,
porque não me conheciam, não sabia quem era, onde joguei. Depois de começar a
jogar, perceberam que a minha maneira de jogar é de dar tudo, de não dar um
lance como perdido e os adeptos gostam disso. Depois foi fácil”, contou à
Tribuna
Expresso em 2024.
Bem-recebido no balneário e à beira-Sado,
Dani adorou viver em Setúbal. “É uma cidade espetacular, com o melhor peixe do
país. Os vitorianos têm uma paixão enorme pelo
Vitória.
Por isso adorei”, contou o médio, que na primeira época no
Bonfim
foi orientado por
José
Couceiro após a saída de Mota: “O Mota é mais tradicional, à moda antiga, o
Couceiro
tinha outras ideias, trouxe bons reforços e fizemos uma boa época por causa
disso. Depois do trabalho que fez, só não ficou porque não quis.”
Depois do 7.º lugar alcançado em
2013-14, seguiram-se duas temporadas difíceis, em que a permanência foi
alcançada nas derradeiras jornadas, às ordens de
Domingos
Paciência e
Bruno
Ribeiro em 2014-15 e
Quim
Machado em 2015-16. Nessas rondas finais, fez diferença o apoio dos
adeptos: “Do que gostei mesmo muito foi da massa associativa. Têm uma paixão
pelo
Vitória
que já não se vê atualmente. Os adeptos normalmente têm duas equipas, uma delas
é sempre um dos três grandes, ali no
Vitória
não senti isso, senti que só torciam pelo
Vitória.
Hoje em dia isso já não é normal a não ser com os dois Vitórias, o
de
Guimarães e o
de
Setúbal, as outras equipas normalmente têm adeptos que dividem com um dos
três grandes. Recordo-me também do jogo da manutenção que fizemos com o
Arouca,
foi quase de vida ou morte, porque ou ganhávamos e ficávamos ou perdíamos e
descíamos. Esses jogos ficam na memória. Foi na minha penúltima época, com o
Bruno
Ribeiro, em que ganhámos ao
Arouca
em casa e garantimos a manutenção.”
No verão de 2016 despediu-se do
Vitória
ao fim de 95 jogos, em rota de colisão com o presidente
Fernando
Oliveira. “Estava ali um bocadinho, não era pegado com o presidente, mas…
Houve dificuldades financeiras e tinha-se que assinar os pressupostos e ele
estava sempre a mentir-nos e a enganar-nos e eu, como um dos capitães, fiquei
ao lado da equipa, como é normal; o presidente não gostou muito e a relação se
calhar deteriorou-se. No final do terceiro ano não houve sequer abordagens, se
calhar foi por causa disso”, recordou Dani, que não esquece o dia em que lhe
negaram uma mesa num restaurante: “Um dia fomos a um restaurante lá, em
Setúbal, e quando chegámos estava cheio, só tinha uma mesa vaga. Perguntámos ao
dono do restaurante se podíamos ocupar a mesa e ele: ‘Não, não. Naquela mesa só
se senta o
Toy’. Ficamos perplexos e começamos a chamar àquele restaurante o
restaurante do Toy.”
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