sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Hoje faz anos Dani Soares. Quem se lembra dele no Vitória de Setúbal?

Dani representou o Vitória de Setúbal entre 2013 e 2016
O Vitória de Setúbal de 2013-14 teve um dos melhores trios de meio-campo dos sadinos nas últimas décadas: João Mário a maestro, Pedro Tiba a correr de área a área e, atrás de ambos, Dani.
 
Centrocampista de características defensivas nascido em Felgueiras a 30 de janeiro de 1982, começou a jogar futebol no Barrosas, concluiu a formação, iniciou-se como sénior e começou a mostrar-se nas ligas profissionais com a camisola do Vizela, entrou na I Liga pela porta do Paços de Ferreira, conquistou títulos e atuou na Liga dos Campeões ao serviço do Cluj e ainda passou pelo futebol grego.
 
No verão de 2013 voltou a Portugal, aos 31 anos e já com dois filhos. Esteve em negociações com o Paços de Ferreira, mas José Mota, então treinador do Vitória de Setúbal, entrou em ação: “Soube da minha vinda, ligou-me e convenceu-me.”
 
Afastado do futebol luso há meia dúzia de anos, gerou alguma desconfiança inicial, mas depois conquistou os exigentes adeptos vitorianos. “No início olharam um bocadinho com desconfiança, porque não me conheciam, não sabia quem era, onde joguei. Depois de começar a jogar, perceberam que a minha maneira de jogar é de dar tudo, de não dar um lance como perdido e os adeptos gostam disso. Depois foi fácil”, contou à Tribuna Expresso em 2024.
 
Bem-recebido no balneário e à beira-Sado, Dani adorou viver em Setúbal. “É uma cidade espetacular, com o melhor peixe do país. Os vitorianos têm uma paixão enorme pelo Vitória. Por isso adorei”, contou o médio, que na primeira época no Bonfim foi orientado por José Couceiro após a saída de Mota: “O Mota é mais tradicional, à moda antiga, o Couceiro tinha outras ideias, trouxe bons reforços e fizemos uma boa época por causa disso. Depois do trabalho que fez, só não ficou porque não quis.”
 
 
Depois do 7.º lugar alcançado em 2013-14, seguiram-se duas temporadas difíceis, em que a permanência foi alcançada nas derradeiras jornadas, às ordens de Domingos Paciência e Bruno Ribeiro em 2014-15 e Quim Machado em 2015-16. Nessas rondas finais, fez diferença o apoio dos adeptos: “Do que gostei mesmo muito foi da massa associativa. Têm uma paixão pelo Vitória que já não se vê atualmente. Os adeptos normalmente têm duas equipas, uma delas é sempre um dos três grandes, ali no Vitória não senti isso, senti que só torciam pelo Vitória. Hoje em dia isso já não é normal a não ser com os dois Vitórias, o de Guimarães e o de Setúbal, as outras equipas normalmente têm adeptos que dividem com um dos três grandes. Recordo-me também do jogo da manutenção que fizemos com o Arouca, foi quase de vida ou morte, porque ou ganhávamos e ficávamos ou perdíamos e descíamos. Esses jogos ficam na memória. Foi na minha penúltima época, com o Bruno Ribeiro, em que ganhámos ao Arouca em casa e garantimos a manutenção.”
 
No verão de 2016 despediu-se do Vitória ao fim de 95 jogos, em rota de colisão com o presidente Fernando Oliveira. “Estava ali um bocadinho, não era pegado com o presidente, mas… Houve dificuldades financeiras e tinha-se que assinar os pressupostos e ele estava sempre a mentir-nos e a enganar-nos e eu, como um dos capitães, fiquei ao lado da equipa, como é normal; o presidente não gostou muito e a relação se calhar deteriorou-se. No final do terceiro ano não houve sequer abordagens, se calhar foi por causa disso”, recordou Dani, que não esquece o dia em que lhe negaram uma mesa num restaurante: “Um dia fomos a um restaurante lá, em Setúbal, e quando chegámos estava cheio, só tinha uma mesa vaga. Perguntámos ao dono do restaurante se podíamos ocupar a mesa e ele: ‘Não, não. Naquela mesa só se senta o Toy’. Ficamos perplexos e começamos a chamar àquele restaurante o restaurante do Toy.”
  








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