terça-feira, 19 de março de 2024

“Se tivesse comprado um anão para o Benfica já teria crescido”. Recorde as melhores pérolas de Toni

Toni comandou o Benfica pela última vez em 2001-02 
Toni é daquelas personalidades futebolísticas que geram simpatia até entre os adeptos rivais do clube ao qual está mais associado, neste caso o Benfica. É bonacheirão, simpático, genuíno e até mesmo divertido. Afinal, só uma pessoa com um coração muito grande é que, mesmo com o estatuto de campeão nacional como treinador, passa para adjunto de Eriksson. Mas quando se irrita… fujam!
 
Vou contar a minha experiência pessoal. Estava a estagiar na secção de futebol internacional do jornal A Bola em meados de 2014 quando o meu editor nesse dia me pediu para telefonar a Toni, para perceber se ainda estava nos iranianos do Tractor e colocar-lhe umas questões sobre um qualquer assunto que não me vem à memória. Assim o fiz. Do outro lado, apanhei um Toni que não estava nos seus dias, irritado, que disse que já não estava no Irão há várias semanas e que durante o telefonema soltou uma série de impropérios. Os meus colegas ficaram surpreendidos, porque o Toni com que sempre lidaram era exatamente o tal tipo bonacheirão, simpático, genuíno e divertido, mas para mim passou a ser alguém a evitar a partir daquele dia.

O avançado polaco que teve mais lesões do que golos no FC Porto. Quem se lembra de Mielcarski?

Mielcarski representou o FC Porto entre 1995 e 1999
A segunda metade da década de 1990 coincidiu com o pentacampeonato do FC Porto, mas não foram disparados só tiros certeiros para os lados das Antas. Também houve flops, jogadores que não estavam talhados para aquele nível, de quem se esperava mais, e Grzegorz Mielcarski foi um desses casos. Em quatro temporadas de dragão ao peito não foi além de onze golos em 56 jogos. O máximo que disputou numa época foram 17 partidas, em 1998-99, e o melhor registo goleador foi de cinco remates certeiros, em 1997-98.
 
Ainda assim, recordam os portistas, não foi dos piores que passaram pela Invicta. Até porque este avançado polaco, diga-se a verdade, foi afetado por bastantes lesões. O próprio reconheceu, em declarações ao Maisfutebol em junho de 2012, que teve “mais lesões do que golos” no FC Porto.

segunda-feira, 18 de março de 2024

“Aquele gordinho? Desmoraliza o preparador físico e o nutricionista”. Quem se lembra de Walter?

Walter marcou 16 golos em 33 jogos pelo FC Porto
Internacional brasileiro pelas camadas jovens, Walter cedo mostrou que queria seguir as pisadas de Ronaldo "Fenómeno", pelos golos e pela barriga. A diferença é que o antigo goleador de Barcelona, Inter e Real Madrid, entre outros, deixou a barriga crescer na fase final da carreira, quando os golos que marcava começaram a diminuir, enquanto o antigo jogador do FC Porto quis conciliar golos e barriga desde tenra idade.
 
Após despontar no Internacional de Porto Alegre, foi contratado pelos azuis e brancos no verão de 2010. E a verdade é que, quando chamado, correspondia: 10 golos em 25 jogos em 2010-11, uma média de um golo a cada 94,5 minutos numa temporada marcada pelas conquistas de campeonato, Taça de Portugal, Liga Europa e Supertaça. Nada mau! Na altura estava tapado por Radamel Falcao, mas tendo em conta a veia goleadora que apresentava, a sucessão de colombiano parecia assegurada.

O flop americano do Sporting que venceu a Champions. Quem se lembra de Kirovski?

Kirovski pertenceu aos quadros do Sporting em 2000-01
Numa altura em que o Sporting se preparava para regressar à Liga dos Campeões e o avançado ganês Kwame Ayew tinha sido emprestado aos turcos do Yozgatspor, os leões foram ao mercado, no verão de 2000, contratar um ponta de lança cujo currículo indicava que tinha tudo para dar certo em Alvalade: possante (1,85 m), relativamente jovem (24 anos), internacional norte-americano com participações na Copa América 1995, Gold Cup 1996 e 2000, Jogos Olímpicos 1996 e Taça das Confederações 1999, formação concluída no Manchester United e estreia impossibilitada na equipa principal dos red devils apenas por falta de licença de trabalho e uma Champions e uma Taça Intercontinental vencidas pelo Borussia Dortmund em 1997.

domingo, 17 de março de 2024

A velha raposa que acabou com o jejum do Benfica. Quem se lembra de Trapattoni?

Trapattoni guiou o Benfica ao título nacional em 2004-05
Obviamente que é demasiado redutor resumir Giovanni Trapattoni ao treinador que acabou com o jejum de 11 anos do Benfica sem conquistar o campeonato nacional. Afinal, foi um futebolista de topo na década de 1960 e um dos técnicos mais titulados de sempre.
 
É também um dos poucos treinadores a ter vencido quatro ligas europeias (italiana, alemã, portuguesa e austríaca), o único a ter conquistado Taça dos Campeões Europeus, Taça UEFA, Taça das Taças, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental e um dos poucos que ergueu Taça dos Campeões Europeus, Taça das Taças e Taça Intercontinental como jogador e treinador.
 
Um antigo defesa natural de uma localidade nos arredores de Milão, representou as camadas jovens e a equipa principal do AC Milan, clube pelo qual conquistou tudo o que havia para conquistar entre 1957 e 1971.

sexta-feira, 15 de março de 2024

O goleador brasileiro que teve dois meses a todo o gás no Benfica. Quem se lembra de Valdir Bigode?

Valdir Bigode representou o Benfica em 1996-97
Goleador brasileiro com créditos firmados, embora não fosse internacional pelo seu país, marcou muitos golos com as camisolas de Vasco da Gama e São Paulo antes de se aventurar pela primeira (e única) vez no futebol europeu em abril de 1997, quando o tricolor carioca o emprestou ao Benfica.
 
Com dez jornadas do campeonato ainda por disputar e com a equipa apurada para os quartos de final da Taça de Portugal, Valdir Bigode adaptou-se rapidamente aos companheiros e ao futebol português e desatou a marcar. Em pouco mais de dois meses sob a orientação de Manuel José, somou seis golos em 13 jogos, uma média bastante razoável, ajudando as águias a chegar à final da Taça. Faturou diante de Dragões Sandinenses e FC Porto na prova rainha e frente a Boavista, Sp. Espinho, Farense e novamente FC Porto na I Liga.

O campeão pelo Boavista que passou incógnito no Benfica e no FC Porto. Quem se lembra de Duda?

Duda representou o Boavista entre 2000 e 2004
Um dos heróis do inédito título do Boavista, conquistado em 2000-01. Com dez golos, Duda foi o segundo melhor marcador da equipa no campeonato, apenas atrás do pistoleiro Elpídio Silva, sendo que um desses remates certeiros deu a vitória caseira sobre o Benfica no jogo que marcou a estreia de José Mourinho como treinador principal.
 
Mas o antigo extremo não foi propriamente mais um brasileiro desconhecido que caiu no Bessa. Entrou no futebol português pela porta do Benfica, passou sem grande sucesso por Rio Ave e  FC Porto e redimiu-se no Alverca antes de vestir a camisola axadrezada.

quarta-feira, 13 de março de 2024

O pontapé-canhão que brilhou no Salgueiros e chegou a ser titular no Sporting. Quem se lembra de Pedrosa?

Pedrosa somou 100 jogos e dez golos pelo Salgueiros
Hoje vivemos num tempo em que muitos futebolistas malham no ginásio, mas curiosamente perdeu-se a figura do pontapé-canhão, que esteve tão em voga no futebol na década de 1990, com Roberto Carlos como expoente máximo. Por cá também tivemos jogadores com essa característica: Isaías, Barroso, Dinda e, entre outros, Pedrosa.
 
Após concluir a formação no FC Porto, este lateral esquerdo iniciou a carreira de futebolista profissional no Maia e um ano depois foi contratado pelo Salgueiros, no verão de 1991, tendo feito parte da única participação europeia do emblema de Vidal Pinheiro, na Taça UEFA em 1991-92 – foi, aliás, o único jogador salgueirista a ser expulso em provas internacionais.
 
Os bons desempenhos catapultaram-no para a seleção nacional de sub-21, pela qual jogou uma vez em abril de 1994, e para o Sporting, para onde se transferiu poucos meses depois no âmbito do negócio que também levou Ricardo Sá Pinto para Alvalade.
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