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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O guarda-redes que se fez internacional A no Salgueiros. Quem se lembra de Jorge Silva?

Jorge Silva defendeu a baliza do Salgueiros em 125 jogos
Em tempos um promissor guarda-redes que saltou do Sp. Lamego para os juniores do FC Porto, foi internacional jovem português, precisou de cerca de quatro minutos em campo para conquistar um título nacional pelos dragões e de um para se tornar internacional A… enquanto jogador do Salgueiros.
 
Guardião nascido a 13 de janeiro de 1972 em Lamego, no distrito de Viseu, dava nas vistas por um cabelo comprido que em determinado momento transformou em rabo de cavalo. Mas certamente terão sido nas suas qualidades entre os postes que o FC Porto reparou antes de o recrutar para os juniores em 1988.
 
Uma vez internacional pelos sub-18 e outra pelos sub-20, em jogos realizados em abril e dezembro de 1990, respetivamente, integrou pela primeira vez o plantel principal portista em 1990-91, com Artur Jorge como treinador, mas teve de esperar mais meia década para se estrear oficialmente.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O fiel adjunto de Pedroto que guiou o FC Porto à final da Taça das Taças. Quem se lembra de António Morais?

António Morais venceu uma Supertaça e uma Taça pelo FC Porto em 1983-84
Foi, durante década e meia, o fiel adjunto de José Maria Pedroto, acompanhando-o em quatro clubes entre 1967 e 1983: FC Porto, Vitória de Setúbal, Boavista e Vitória de Guimarães. Mas também escreveu história em nome próprio, tendo guiado os dragões à final da Taça das Taças em 1983-84 e orientado o Sporting em 1987-88.
 
António Morais nasceu em Vila Nova de Gaia a 30 de dezembro de 1934 e começou o seu trajeto futebolístico enquanto jogador, tendo integrado o plantel principal do FC Porto entre 1952 e 1962. Nesse período sagrou-se campeão nacional em 1958-59 e venceu a Taça de Portugal em 1957-58, além de cinco taças da Associação de Futebol do Porto (1956-57, 1957-58, 1959-60, 1960-61 e 1961-62). Depois passou por Sp. Braga e Tirsense, ajudando os arsenalistas a conquistar o título de campeão nacional da II Divisão em 1963-64.

Mostrou o rabo aos escoceses, passou pelos três grandes e foi a um Mundial. Quem se lembra de Paulo Santos?

Paulo Santos brilhou na baliza do Sp. Braga entre 2004 e 2008
Passou por Sporting, Benfica e FC Porto, mas foi enquanto guarda-redes do Sp. Braga que se tornou internacional A e mundialista, quase duas décadas depois de ter iniciado um percurso nas seleções jovens.
 
Paulo Santos nasceu em Odivelas a 11 de dezembro de 1972 e começou a ir à baliza nas camadas jovens do Sporting, entre 1984 e 1989. Pelo meio somou 15 internacionalizações pela seleção de sub-16, tendo marcado presença no Europeu e no Mundial da categoria em 1989 ao lado de Figo, Abel Xavier, Peixe, Capucho, Gil ou Bino.
 
No Campeonato da Europa, realizado na Dinamarca, ergueu o troféu de campeão continental e foi eleito melhor guarda-redes da prova. Já no Campeonato do Mundo, disputado na Escócia, teve uma atitude que lhe custou caro. Num jogo tenso diante da Guiné Conacri no fecho da fase de grupos, no qual Portugal esteve desde cedo a perder e reduzido a nove unidades, o guarda-redes, que passou o encontro a ser insultado por adeptos locais, baixou os calções e mostrou o rabo aos escoceses durante os festejos o golo do empate.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O herói do Belenenses na final da Taça de Portugal de 1989. Quem se lembra de Juanico?

Juanico representou o Belenenses entre 1987 e 1991
Entre os adeptos do Belenenses, ninguém esquece aquela tarde de 28 de maio de 1989, sobretudo o golo da vitória por 2-1 sobre o Benfica, que valeu a conquista da terceira e última Taça de Portugal aos azuis do Restelo, ao minuto 81: na execução de um livre direto, Juanico encheu o pé direito e fez a bola embater na trave e entrar na baliza de Silvino. “Já tinha feito golos do género, mas este ainda hoje é falado”, disse o autor da proeza ao Diário de Notícias em março de 2018.
 
Embora tenha apontado o golo decisivo, não se considera um herói. “Fomos todos heróis, porque só com a vontade e humildade que tínhamos é que podíamos ganhar ao Benfica. O Jorge Martins [guarda-redes do Belenenses] fez uma exibição tremenda. Curiosamente, os autores dos golos, eu e o Chico Faria, fomos do Rio Ave para o Belenenses”, lembrou, recordando a festa que se seguiu. “Não dá para explicar. Foi uma alegria tremenda, que só quem passa por ela é que pode explicar. No final desse jogo, tinha 14 pessoas à minha espera para jantar, mas o presidente do Belenenses [Mário Rosa Freire] marcou mesa num restaurante. Eu disse-lhe que não ia jantar com eles, porque tinham vindo pessoas do Norte para me ver jogar e estar comigo, mas o presidente disse para eu levar essas pessoas, e levei”, afirmou, puxando a cassete atrás.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O ala do Boavista que vestiu a camisola 10 no Benfica. Quem se lembra de Nelo?

Nelo fez grande parte da carreira no Bessa e foi internacional A
Lateral/médio esquerdo portuense, foi uma das grandes figuras do Boavistão entre 1988 e 1997, período no qual somou 202 jogos, nove golos e três troféus com a camisola axadrezada. Chegou a internacional A (11 jogos) e foi levado para o Benfica no tempo da revolução no plantel operada pelo presidente Manuel Damásio e o treinador Artur Jorge, mas não conseguiu replicar na Luz o êxito que teve no Bessa.
 
Formado no Boavista, teve muito que penar até se fixar no plantel principal, tendo passado por empréstimos a Felgueiras e Farense antes de se afirmar verdadeiramente na casa-mãe a partir da temporada 1990-91. Contudo, quando o conseguiu agarrou de tal forma o lugar que logo em outubro de 1990 foi convocado para a seleção nacional A, estreando-se num triunfo sobre a campeã europeia Holanda no Estádio das Antas (1-0).

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O irlandês que brilhou no FC Porto na década de 1980. Quem se lembra de Mickey Walsh?

Walsh apontou 56 golos em 123 jogos pelo FC Porto entre 1980 e 1986
Ponta de lança nascido na cidade inglesa de Chorley, mas filho de pai irlandês, o que o tornou elegível para representar a internacionalmente a República da Irlanda, estreou-se como futebolista profissional ao serviço do Blackpool em 1973 e passou os primeiros anos da carreira a competir nas divisões secundárias de Inglaterra, quase sempre com uma boa média de golos.
 
Após mais de 80 remates certeiros em cinco anos no Blackpool, estreou-se na Division One em 1978-79, época que iniciou no Everton e que concluiu no Queens Park Rangers. Ao serviço dos toffees, que pagaram 375 mil libras pelo seu passe em agosto de 1978, estreou-se também nas competições europeias, e logo frente a uma equipa irlandesa, o Finn Harps.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

O médio regular surpreendentemente dispensado pelo Sporting. Quem se lembra de Pedro Martins?

Pedro Martins passou três anos no Sporting após brilhar em Guimarães
Os mais novos certamente o conhecerão melhor como treinador, mas antes de abraçar essa carreira Pedro Martins fez um meritório percurso como futebolista profissional que incluiu uma internacionalização pela seleção A, outra pela seleção nacional de sub-18, 197 jogos na I Divisão e 105 encontros com a camisola do Sporting. Foi um médio de características defensivas regular e consistente do qual poucos treinadores ousaram abdicar.
 
Nascido em 17 de julho de 1970 em Santa Maria da Feira e produto da formação do Feirense, saltou para a equipa principal aos 17 anos, em 1987-88, tendo contribuído para a promoção ao primeiro escalão em 1989 e para a subida à II Liga em 1994, com duas descidas de divisão pelo meio.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

O treinador que ganhou uma Taça e uma Supertaça pelo Boavista. Quem se lembra de Mário Reis?

Mário Reis teve carreira de mais de duas décadas como treinador
Antigo médio portuense que se destacou sobretudo ao serviço de Salgueiros e Rio Ave nas décadas de 1960, 1970 e 1980, notabilizou-se mais nas funções de treinador.
 
Começou como jogador-treinador dos vila-condenses durante dois meses em 1979-80, numa época marcada pela descida à II Divisão. Mais tarde pendurou as botas e passou para adjunto, tendo assumido definitivamente o comando técnico da equipa em 1984-85, temporada na qual voltou a ser despromovido. No entanto, redimiu-se na época seguinte com a conquista do título nacional do segundo escalão.
 
Ainda assim, demorou a estabelecer-se como treinador de I Divisão, tendo orientado Desp. Aves, Gil Vicente, Lusitânia Lourosa, novamente Rio Ave e Felgueiras nas divisões secundárias antes de voltar ao primeiro escalão do futebol português pela porta do Salgueiros em 1992-93.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

O preterido da geração de ouro que foi campeão por FC Porto e Sporting. Quem se lembra de Bino?

Bino representou o Sporting após falhar afirmação no FC Porto
Em alta nos dias que correm em virtude de ter guiado a seleção nacional de sub-17 à conquista do título europeu da categoria, Bino foi um importante médio no futebol português nas décadas de 1990 e 2000.
 
Poveiro de nascimento, começou a jogar futebol nas camadas jovens do Varzim, de onde saltou para o FC Porto em 1987, na transição de iniciado para juvenil, e depressa passou a fazer parte das convocatórias das seleções jovens.
 
Nascido em 1972 tal como Rui Costa ou Luís Figo, fez parte da chamada geração de ouro do futebol português, orientada por Carlos Queiroz. Sagrou-se campeão europeu de sub-16 em 1989 e esteve no Campeonato do Mundo de sub-17 no mesmo ano, mas não foi chamado para o Mundial de sub-20 de 1991, disputado em Lisboa e que teve Portugal como vencedor.

sábado, 15 de março de 2025

O trinco com alcunha de craque que subiu a pulso desde os distritais. Quem se lembra de Mozer?

Mozer disputou 127 jogos pelo Sp. Braga e 103 pelo Rio Ave
Possante médio (1,87 m) de características defensivas, protagonizou uma subida a pulso na carreira. Iniciou-se nos campeonatos distritais, mas foi progredindo, progredindo, ao ponto de ter disputado quase 200 jogos na I Liga, dez nas competições europeias, uma final da Taça de Portugal e uma decisão da Supertaça Cândido de Oliveira.
 
Natural de Paranhos, na cidade do Porto, começou a jogar futebol nos iniciados do Pedras Rubras, passando depois pelas camadas jovens de Boavista e Rio Ave. Foi nos juniores vila-condenses que Rui Miguel Batista Araújo passou a ser… Mozer. “Foi o massagista do Rio Ave, o senhor José, quando uma vez joguei com o Benfica. Ele achou que a minha fisionomia coincidia com a do Mozer e colocou-me a alcunha”, revelou o trinco ao Record em dezembro de 2003.

terça-feira, 11 de março de 2025

Fábio Coentrão, o canhoto das Caxinas potenciado por Jesus que venceu tudo pelo Real Madrid

Fábio Coentrão somou 52 internacionalizações pela seleção nacional A
Um dos melhores laterais esquerdos de sempre do futebol português. Um promissor extremo que a dada altura ameaçou tornar-se numa promessa adiada, mas que com o treinador certo ganhou intensidade e a capacidade para desempenhar uma posição que melhor explorava a sua verticalidade e qualidade no cruzamento. Foi a embalar desde trás na ala canhota que tocou o céu e passou de “Figo das Caxinas” para modelo a seguir para aspirantes à posição de lateral. As lesões não lhe permitiram estender o auge da carreira, mas foi a tempo de ganhar tudo pelo Real Madrid.
 
Natural das Caxinas, um núcleo piscatório no concelho de Vila do Conde, desde cedo mostrou ter um talento para o futebol que não permitia que lhe dissessem para se dedicar à pesca. Aos 16 anos começou a treinar com a equipa principal do Rio Ave e aos 17 estreou-se mesmo pelos vila-condenses na I Liga, tendo sido lançado por António Sousa nos minutos finais de uma derrota em casa às mãos do Sp. Braga, a 14 de outubro de 2005. No mês seguinte somou a primeira de 25 internacionalizações pelas seleções jovens, pelos sub-18.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O capitão do Boavista campeão. Quem se lembra de Litos?

Litos somou 24 golos em 221 jogos pelo Boavista
O capitão e um dos esteios da equipa do Boavista campeã nacional em 2000-01. Natural de Paranhos, no concelho do Porto, entrou para as camadas jovens dos axadrezados no final da década de 1980 e desde cedo se tornou uma das referências da sua geração, tornando-se numa presença regular nas seleções jovens nacionais, pelas quais somou 45 internacionalizações, a partir de final de 1989.
 
Esteve no Campeonato da Europa de sub-16 em 1990, mas quando transitou para o futebol sénior passou por três empréstimos consecutivos, a Campomaiorense, Estoril e Rio Ave, antes de se fixar na equipa principal dos boavisteiros em 1995-96. Pelo meio marcou também presença no Campeonato do Mundo de sub-20 em 1993 e nas edições de 1993 e 1994 do Torneio de Toulon.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

O gigante central que somou 242 jogos na I Liga. Quem se lembra de Idalécio?

Idalécio representou o Sp. Braga entre 1996 e 2002
Um gigante de 1,96 m e que calçava o 47 nascido em Alcochete, mas que se fez homem e futebolista no Algarve, tendo integrado a equipa do Farense que disputou a Taça UEFA em 1995-96 e um bom Sp. Braga na era pré-António Salvador, quarto classificado da I Liga em 1996-97 e 2000-01 e finalista da Taça de Portugal em 1997-98. No primeiro escalão do futebol português, patamar em que representou ainda Nacional e Rio Ave, somou 242 jogos entre 1995 e 2006.
 
Depois de ter passado os primeiros anos de vida no Montijo, onde começou a jogar futebol no Atlético do Montijo e no Desportivo do Montijo, mudou-se com a mãe e o irmão para Loulé, quando os pais se separaram. Praticou basquetebol, ténis, natação e atletismo, mas acabou por se decidir pelo futebol. Fez os derradeiros anos de formação no Louletano e chegou a ser chamado à seleção nacional de sub-18. Quando subiu a sénior foi ganhar rodagem para o Almancilense, então na III Divisão Nacional, e depois regressou ao emblema de Loulé, pelo qual jogou na II Liga entre 1992 e 1994. Mas desengane-se quem pensa que se afirmou rapidamente.
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