terça-feira, 28 de julho de 2026

Hoje faz anos o lateral do Paços que foi chamado à seleção mas não chegou a estrear-se. Quem se lembra de Mário Sérgio?

Mário Sérgio foi internacional sub-21 e olímpico
Foi projetado pelo Paços de Ferreira para as seleções nacionais, tendo chegado a ser chamado aos AA, mas sem direito a ir a jogo. Passou por Sporting e Vitória de Guimarães, foi campeão cipriota e jogou na Liga dos Campeões ao serviço do APOEL e despediu-se dos relvados já depois dos 40 anos nos distritais da AF Porto.
 
Nascido a 28 de julho de 1978, em Lordelo, fez o percurso formativo na Capital da Móvel, estreando-se pela equipa principal dos pacenses durante a temporada 2000-01, pela mão de José Mota. Demorou a conquistar o seu espaço, mas quando o fez, mais de um ano depois do primeiro jogo, agarrou o lugar de lateral direito titular com unhas e dentes.
 
Daí às seleções nacionais foi um tirinho. Estreou-se pelos sub-20 em fevereiro de 2002 e pelos sub-21 em outubro do mesmo ano. Também em 2002, mais precisamente em novembro, chegou a ser convocado pelo selecionador interino dos AA, Agostinho Oliveira, para um jogo particular diante da Escócia, em Braga, no âmbito da preparação para o Euro 2004. Nessa partida estrearam-se Jorge Ribeiro, Tiago, Ricardo Rocha, Nuno Assis, Pedro Mendes, enquanto Nélson, Neca e Marco Ferreira também receberam uma rara internacionalização. Mas Mário Sérgio… não saiu do banco – tal como o central Ricardo Silva, na altura no Vitória de Guimarães, que acabou igualmente a carreira sem internacionalizações pelos AA.
 
 
Ainda assim valorizado pela boa época no Paços, o defesa transferiu-se para o Sporting no verão de 2003. Na primeira temporada em Alvalade, em 2003-04, ainda chegou a convencer Fernando Santos a dar-lhe a titularidade durante uma boa sequência de jogos entre setembro de novembro de 2003. No entanto, foi relegado a favor de Miguel Garcia após a pesada derrota caseira às mãos dos turcos do Gençlerbirligi (0-3), que ditou a eliminação na Taça UEFA.
 
Ainda assim, foi convocado para a fase final do Campeonato da Europa de sub-21 e para os Jogos Olímpicos de Atenas, tudo no verão de 2004.
 
Na época que se seguiu, com a chegada de José Peseiro para o comando técnico e a contratação do polivalente brasileiro Rogério, perdeu ainda mais espaço, não indo além de três encontros oficiais em 2004-05.
 
Na temporada seguinte foi emprestado ao Vitória de Guimarães. Até foi quase sempre titular na primeira metade da época, mas depois foi perdendo espaço, numa campanha marcada pela impensável despromoção dos minhotos à II Liga.
 
 
No verão de 2006 rescindiu contrato com o Sporting por mútuo acordo e prosseguiu a carreira na Naval, aproveitando para relançar a carreira na Figueira da Foz, tendo sido titularíssimo ao longo de dois anos tranquilos da equipa figueirense na I Liga.
 
 
Já em 2008-09 deu início a quase uma década no estrangeiro, etapa que se iniciou com quatro anos nos ucranianos do Metalurh Donetsk.
 
Em meados de 2012 mudou-se para o APOEL, tendo vivido no Chipre uma das melhores fases da carreira, ao longo de quatro épocas e meia. Nesse período venceu cinco campeonatos, duas taças e uma supertaça e atuou na Liga dos Campeões, tendo defrontado o Barcelona de Lionel Messi e Neymar e o Paris Saint-Germain na fase de grupos da prova em 2014-15. “Tanto coletivamente como individualmente foram anos muito positivos. Consegui adaptar-me bem, já tinha aprendido inglês e tive plantéis sempre com nomes portugueses o que facilitava muito o ambiente no balneário. Mais uma vez, como me sentia bem, as coisas fluíam naturalmente e como o coletivo também era forte refletiu-se nos títulos todos que conquistámos”, recordou ao Bola na Rede em abril de 2021.
 
 
Despediu-se do emblema de Nicósia no início de 2017, quando assinou pelo Apollon Limassol, também do Chipre, tendo vencido a taça nacional nessa meia época.
 
 
Meses depois, no verão desse ano, regressou a Portugal para reforçar o Varzim, então na II Liga.
 
Apesar de ter jogado com bastante regularidade durante os dois anos que passou na Póvoa, desceu um degrau para representar o Felgueiras no Campeonato de Portugal entre 2019 e 2021, ajudando os durienses a apurarem-se para a edição inaugural da Liga 3.
 
 
Depois voltou a descer mais um degrau, para competir nos distritais da AF Porto ao serviço de Maia Lidador (2021-22) e Aliados Lordelo (2022-23) antes de pendurar as botas, à beira do 42.º aniversário.
 
Após encerrar a carreira de futebolista já foi diretor desportivo do São Martinho e foi convidado pelo Sporting para representar o clube na Liga Portugal Legends







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