Hoje faz anos um dos mais emblemáticos jogadores do Vitória SC no século XXI. Quem se lembra de Moreno?
Moreno disputou 217 jogos pelo Vitória de Guimarães
Um raro exemplo de longevidade
num só clube, ainda que, no caso deste defesa central/médio defensivo, essa
longa ligação ao Vitória
de Guimarães seja dividida entre dois períodos.
Nascido a 19 de agosto de 1981 na
localidade de Urgezes, no concelho vimaranense, fez quase toda a formação de
rei ao peito, desde os infantis em 1991-92 aos juniores em 1999-00. Pelo meio,
uma passagem de três anos pelos Amigos de Urgeses (1996 a 1999). Quando transitou a sénior, como
era habitual naquele tempo, passou por vários empréstimos, nomeadamente a Felgueiras,
Macedo de Cavaleiros e Caçadores
das Taipas, nas divisões secundárias. Só foi integrado na equipa
principal do Vitória
em 2004-05, aos 23 anos, algo praticamente impensável nos dias de hoje. Na
primeira época entre os seniores
vimaranenses, contribuiu para o apuramento para a Taça
UEFA. Na segunda reforçou o seu estatuto na equipa, mas não conseguiu
impedir a despromoção à II
Liga.
Em 2006-07 ajudou os conquistadores
a subir à I
Liga e na temporada que se seguiu fez parte da equipa que, às ordens de Manuel
Cajuda, terminou o campeonato em terceiro lugar, na altura uma posição de
acesso à terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga
dos Campeões – e Moreno participou nos 180 minutos desse duplo
confronto polémico com o Basileia.
No decorrer da época 2008-09 –
aquela em que foi mais utilizado em toda a carreira, beneficiando de uma grave
lesão de Sereno
para recuar para central – foi chamado a representar a seleção nacional B,
tendo jogado 25 minutos numa vitória sobre a congénere romena a 1 de abril de
2009 em Rio Maior. Na temporada seguinte manteve o
estatuto de habitual titular e contribuiu para mais um apuramento para a Liga
Europa. No verão de 2010 despediu-se do Vitória
ao fim de 150 jogos e sete golos, tendo assinado por dois anos pelo Leicester
City, então no Championship, juntando-se aos compatriotas Miguel Vítor e
Paulo Sousa (treinador). No entanto, não foi feliz nos foxes:
apenas atuou em seis jogos em 2010-11, mas apenas se conseguiu desvincular em
janeiro de 2012. O regresso a Portugal fez-se pela
porta do Nacional
da Madeira, clube ao serviço do qual disputou 44 jogos e marcou quatro
golos em ano e meio.
Porém, no verão de 2013
desvinculou-se dos insulares,
quando tinha ainda mais um ano de contrato, e voltou ao Vitória
para as derradeiros cinco épocas da carreira. Em 2013-14 ainda atuou em 29
jogos em todas as provas, mas a partir daí foi-se tornando mais importante no
balneário do que propriamente no interior das quatro linhas, uma vez que nas
quatro temporadas que se seguiram não foi além de 28 encontros pela equipa principal.
Ainda assim, contribuiu para a caminhada até à final da Taça
de Portugal em 2016-17.
Paralelamente, somou 18 partidas pela
equipa
B entre dezembro de 2013 e abril de 2016, com o intuito de ajudar os bês
vimaranenses a atingir objetivos classificativos no Campeonato
de Portugal e posteriormente na II
Liga. No verão de 2018 pendurou as
botas, à beira do 37.º aniversário, mas continuou ligado ao clube enquanto
treinador. Foi adjunto e treinador interino da equipa principal e técnico
principal da equipa B, tendo levado os bês
vimaranenses à Liga 3 em 2021 e à fase de promoção à II
Liga em 2021-22. Em 2022-23 assumiu o comando
técnico da equipa principal em definitivo e guiou os conquistadores
ao sexto lugar na I
Liga, o que resultou no apuramento para a UEFA Conference League. Porém,
deixou o cargo no início da temporada seguinte, após falhar o apuramento para a
fase de grupos da prova europeia. Em setembro de 2023 assumiu o
comando técnico do Desp.
Chaves, numa altura em que os flavienses
não tinham somado qualquer ponto nas primeiras cinco jornadas, mas não
conseguiu impedir a despromoção à II
Liga. Seguiram-se dois anos sem trabalhar
até assumir, no início da presente época, o comando técnico do Felgueiras.
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