segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Hoje faz anos a antiga promessa de Sp. Espinho e Paços de Brandão que virou… primeiro-ministro. Quem viu jogar Luís Montenegro?

Montenegro nas camadas jovens de Sp. Espinho e Paços de Brandão
Antes de ponta de lança do “passismo”, foi ponta de lança… dentro das quatro linhas. Antes de líder do Governo, era uma referência no ataque. Antes das cimeiras internacionais, inspirou pó nos pelados dos campeonatos distritais da Associação de Futebol de Aveiro.
 
Luís Montenegro nasceu a 16 de fevereiro de 1973 no Porto, mas cresceu em Espinho, onde começou a jogar futebol. Entre 1984 e 1989 representou o histórico Sp. Espinho nos escalões de infantis, iniciados e juvenis, mas quando transitou para júnior mudou-se para o Paços de Brandão, onde concluiu a formação.
 
Mais tarde, em 1994-95, voltou ao ativo para vestir a camisola do Sanguedo no primeiro escalão do futebol aveirense, naquela que foi a sua única experiência enquanto futebolista sénior.
 
Diz quem o viu jogar que era um “falso lento, forte no jogo aéreo e muito forte na finalização”. Outra característica era o “muito mau perder”, segundo disse ao Observador o amigo Paulo Mendes, que ressalva que, quando o jogo terminava, se acabavam também as más disposições e os amuos. Já João Almeida, deputado do CDS com quem jogou futebol, descreve-o como um ponta de lança “perigosíssimo” e “matador”. “Posiciona-se muito bem e, quando a oportunidade surge, não perdoa”, afirmou ao Expresso.
 
Em termos de preferência clubística, é pelo FC Porto que o coração do primeiro-ministro bate mais forte. Foi, durante anos, presença habitual nas bancadas do Estádio do Dragão, tendo construído uma relação de amizade com Jorge Nuno Pinto da Costa. Tanto assim foi que o histórico presidente portista o escolheu para o Conselho Superior, um órgão consultivo do qual faziam parte outros políticos como os ex-presidentes das câmaras de Porto e Gaia, Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues.
 
Antes do Caso Spinumviva, o futebol era a fonte da maior polémica em que se viu envolvido, uma vez que foi constituído arguido pelo alegado recebimento indevido de vantagem numa investigação levada a cabo pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa às viagens ao Euro 2016. O processo foi arquivado pelo Ministério Público e não foi a julgamento.
 
 
 




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