Antes de ponta de lança do “passismo”,
foi ponta de lança… dentro das quatro linhas. Antes de líder do Governo, era
uma referência no ataque. Antes das cimeiras internacionais, inspirou pó nos
pelados dos campeonatos distritais da
Associação
de Futebol de Aveiro.
Luís Montenegro nasceu a 16 de
fevereiro de 1973 no Porto, mas cresceu em Espinho, onde começou a jogar
futebol. Entre 1984 e 1989 representou o histórico
Sp.
Espinho nos escalões de infantis, iniciados e juvenis, mas quando transitou
para júnior mudou-se para o Paços de Brandão, onde concluiu a formação.
Mais tarde, em 1994-95, voltou ao
ativo para vestir a camisola do
Sanguedo no primeiro escalão do
futebol
aveirense, naquela que foi a sua única experiência enquanto futebolista
sénior.
Diz quem o viu jogar que era um “falso
lento, forte no jogo aéreo e muito forte na finalização”. Outra característica
era o “muito mau perder”, segundo disse ao
Observador
o amigo
Paulo Mendes, que ressalva que, quando o jogo terminava, se acabavam
também as más disposições e os amuos. Já
João Almeida, deputado do
CDS com quem
jogou futebol, descreve-o como um ponta de lança “perigosíssimo” e “matador”. “Posiciona-se
muito bem e, quando a oportunidade surge, não perdoa”, afirmou ao
Expresso.
Em termos de preferência
clubística, é pelo
FC
Porto que o coração do primeiro-ministro bate mais forte. Foi, durante
anos, presença habitual nas bancadas do
Estádio
do Dragão, tendo construído uma relação de amizade com
Jorge
Nuno Pinto da Costa. Tanto assim foi que o
histórico
presidente portista o escolheu para o
Conselho Superior, um órgão
consultivo do qual faziam parte outros políticos como os ex-presidentes das câmaras
de Porto e Gaia,
Rui Moreira e
Eduardo Vítor Rodrigues.
Antes do
Caso Spinumviva, o
futebol era a fonte da maior polémica em que se viu envolvido, uma vez que foi constituído
arguido pelo alegado recebimento indevido de vantagem numa investigação levada
a cabo pelo
Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa às viagens ao
Euro
2016. O processo foi arquivado pelo
Ministério Público e não foi a
julgamento.
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