Nascido a 14 de dezembro de 1973
na Amadora, Rui Borges começou a jogar futebol nas camadas jovens do Estrela,
tendo ainda passado pela formação de Futebol
Benfica (Fofó), Damaiense e Casa
Pia antes de iniciar o percurso como sénior no emblema
de Pina Manique em 1992-93, na antiga III Divisão Nacional. Em 1994 ajudou os gansos
a subir à II Divisão B e no ano seguinte deu um gigante salto para o Boavista,
por indicação do treinador Manuel
José. Estreou-se na I
Liga, mas pouco jogou, não indo além de onze encontros em toda a época
1995-96. Nas duas temporadas que se
seguiram atuou na II
Liga ao serviço de Académico
de Viseu e União
de Lamas, tendo reentrado no patamar
maior do futebol português pela porta do Alverca,
clube que veio a representar entre 1998 e 2002, sempre entre os grandes. Nesse
período disputou 128 jogos entre campeonato e Taça
de Portugal e apontou 12 golos, entre os quais um ao Sporting
e outro ao Benfica.
“Guardo as melhores memórias possíveis. O Alverca
foi o clube mais importante na minha formação como futebolista profissional. Na
altura tinha jogado dois anos na II
Liga e o Alverca
acreditou em mim quando subiu à I
Liga. Passei quatro anos ininterruptos na I
Liga, e isso permitiu que me afirmasse como atleta de I
Divisão e tivemos momentos fantásticos. Ganhámos a Sporting,
Benfica,
Vitória
de Guimarães e Sp.
Braga. Levámos o nome de Alverca
ao país todo”, recordou ao jornal O
Mirante em setembro de 2017.
Terminou contrato após a
despromoção dos ribatejanos
à II
Liga, em 2002, e assinou pelo Belenenses,
continuando assim a jogar no primeiro
escalão. No Restelo reencontrou Manuel
José, mas não conseguiu dar sequência aos bons anos vividos no Ribatejo,
uma vez que foi mais vezes suplente utilizado (27) do que titular (17) nas duas
épocas que passou com a camisola azul, tendo apenas marcado um (grande) golo,
ao Sporting.
Em 2004 voltou à cidade-natal
para ajudar o Estrela
a atingir as meias-finais da Taça
de Portugal e subir à I
Liga, patamar no qual voltou a competir entre 2005 e 2007, contribuindo
para que os tricolores
permanecessem no primeiro
escalão. “Não escondo, a Amadora é a minha terra e fui sempre muito
acarinhado pelas pessoas, as pessoas que gostavam de mim, que me conheceram na
escola, que me viam na rua, que me cumprimentavam nos cafés e por aí fora.
Representar o Estrela
foi, sem dúvida nenhuma, se não foi o marco mais importante da minha vida foi,
claramente, um dos marcos mais importantes”, contou Rui Borges, que somou 72
encontros e seis golos pelos amadorenses,
ao jornal A
Bola, em março de 2025.
Em 2007-08 voltou à II
Liga, mais precisamente ao Trofense,
para somar mais uma promoção, desta feita com direito ao título de campeão. Na
época seguinte desceu de divisão e despediu-se do patamar
maior do futebol português após 221 partidas e 17 remates certeiros.
Na derradeira temporada da carreira,
2009-10, vestiu a camisola do Vizela
na II Divisão B. Entretanto aventurou-se no
futsal, ao serviço do Cabeçudense, de Vila Nova de Famalicão, na III Divisão
Nacional, entre 2012 e 2014. Paralelamente, chegou a exercer
as funções de treinador adjunto de Quim
Berto e Petit no Vizela
e no Boavista,
respetivamente, passando depois para o dirigismo desportivo, tendo já
trabalhado em clubes como Famalicão,
Estoril
e Vitória
de Guimarães. Desde abril de 2025 que está nos egípcios do ZED.
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