terça-feira, 28 de abril de 2026

O pequeno e veloz tecnicista que brilhou no Alverca. Quem se lembra de Rui Borges?

Rui Borges jogou no Alverca e Estrela da sua Amadora
Tinha uma estatura pequena (1,62 m), mas grande velocidade e qualidade técnica. Jogava a médio ofensivo ou extremo e notabilizou-se na I Liga sobretudo ao serviço do Alverca entre 1998 e 2002, mas também representou Boavista, Belenenses, Estrela da Amadora e Trofense no primeiro escalão.
 
Nascido a 14 de dezembro de 1973 na Amadora, Rui Borges começou a jogar futebol nas camadas jovens do Estrela, tendo ainda passado pela formação de Futebol Benfica (Fofó), Damaiense e Casa Pia antes de iniciar o percurso como sénior no emblema de Pina Manique em 1992-93, na antiga III Divisão Nacional.
 
Em 1994 ajudou os gansos a subir à II Divisão B e no ano seguinte deu um gigante salto para o Boavista, por indicação do treinador Manuel José. Estreou-se na I Liga, mas pouco jogou, não indo além de onze encontros em toda a época 1995-96.
 
Nas duas temporadas que se seguiram atuou na II Liga ao serviço de Académico de Viseu e União de Lamas, tendo reentrado no patamar maior do futebol português pela porta do Alverca, clube que veio a representar entre 1998 e 2002, sempre entre os grandes. Nesse período disputou 128 jogos entre campeonato e Taça de Portugal e apontou 12 golos, entre os quais um ao Sporting e outro ao Benfica. “Guardo as melhores memórias possíveis. O Alverca foi o clube mais importante na minha formação como futebolista profissional. Na altura tinha jogado dois anos na II Liga e o Alverca acreditou em mim quando subiu à I Liga. Passei quatro anos ininterruptos na I Liga, e isso permitiu que me afirmasse como atleta de I Divisão e tivemos momentos fantásticos. Ganhámos a Sporting, Benfica, Vitória de Guimarães e Sp. Braga. Levámos o nome de Alverca ao país todo”, recordou ao jornal O Mirante em setembro de 2017.
 
 
Terminou contrato após a despromoção dos ribatejanos à II Liga, em 2002, e assinou pelo Belenenses, continuando assim a jogar no primeiro escalão. No Restelo reencontrou Manuel José, mas não conseguiu dar sequência aos bons anos vividos no Ribatejo, uma vez que foi mais vezes suplente utilizado (27) do que titular (17) nas duas épocas que passou com a camisola azul, tendo apenas marcado um (grande) golo, ao Sporting.
 
 
Em 2004 voltou à cidade-natal para ajudar o Estrela a atingir as meias-finais da Taça de Portugal e subir à I Liga, patamar no qual voltou a competir entre 2005 e 2007, contribuindo para que os tricolores permanecessem no primeiro escalão. “Não escondo, a Amadora é a minha terra e fui sempre muito acarinhado pelas pessoas, as pessoas que gostavam de mim, que me conheceram na escola, que me viam na rua, que me cumprimentavam nos cafés e por aí fora. Representar o Estrela foi, sem dúvida nenhuma, se não foi o marco mais importante da minha vida foi, claramente, um dos marcos mais importantes”, contou Rui Borges, que somou 72 encontros e seis golos pelos amadorenses, ao jornal A Bola, em março de 2025.
 
 
 
Em 2007-08 voltou à II Liga, mais precisamente ao Trofense, para somar mais uma promoção, desta feita com direito ao título de campeão. Na época seguinte desceu de divisão e despediu-se do patamar maior do futebol português após 221 partidas e 17 remates certeiros.
 
 
Na derradeira temporada da carreira, 2009-10, vestiu a camisola do Vizela na II Divisão B.
 
Entretanto aventurou-se no futsal, ao serviço do Cabeçudense, de Vila Nova de Famalicão, na III Divisão Nacional, entre 2012 e 2014.
 
Paralelamente, chegou a exercer as funções de treinador adjunto de Quim Berto e Petit no Vizela e no Boavista, respetivamente, passando depois para o dirigismo desportivo, tendo já trabalhado em clubes como Famalicão, Estoril e Vitória de Guimarães. Desde abril de 2025 que está nos egípcios do ZED







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