Hoje faz anos um dos pilares do FC Porto campeão europeu em 1987. Quem se lembra do central brasileiro Celso?
Celso somou 99 jogos e 16 golos pelo FC Porto entre 1985 e 1988
Madjer
marcou de calcanhar na final, Juary deu o título, Futre
passou pelos jogadores do Bayern
com uma arrancada maradoniana que merecia golo, Artur
Jorge era o homem do leme e Pinto
da Costa o presidente que redimensionou o clube, mas houve mais heróis no FC
Porto campeão europeu de 1986-87.
Um deles foi Celso, um central
brasileiro até nem muito alto (1,79 m), mas que era um dos pilares dessa equipa e também
um especialista na execução de livres diretos. Cumpriu os 90 minutos da final
de Viena, até meio da segunda parte ao lado de Eduardo
Luís e a partir de então com o adaptado André como companheiro no eixo
defensivo, e esteve na jogada do segundo golo. “Vi o Madjer
fora de campo e olhei em volta para ver quem estava livre para receber a bola,
mas de repente ele já estava em jogo. Fiz um passe longo, para a linha de fundo
e fiquei a assistir ao resto da história, com o Madjer
e o amigão Juary”, recordou ao Diário
de Notícias em janeiro de 2018. Na caminhada até ao jogo
decisivo, marcou três golos que ajudaram os dragões
a tocar o céu da Europa. Primeiro na goleada aos malteses do Rabat Ajax (9-0)
na primeira ronda, depois na receção aos checoslovacos do Vítkovice (3-0) na
segunda eliminatória e por fim na segunda-mão das meias-finais, abrindo o ativo
em Kiev no triunfo sobre Dínamo (2-1). O defesa, recrutado ao Bahia em
1985, esteve cinco anos nas Antas, tendo conquistado a titularidade após uma
grave lesão de Eurico, mas só jogou até 1988. Além da Taça
dos Campeões Europeus, venceu dois campeonatos (1985-86 e 1987-88), uma Supertaça
Cândido de Oliveira (1986), uma Taça
de Portugal (1987-88). Fazia parte do plantel, mas não esteve nas fichas
dos jogos que permitiram erguer a Taça
Intercontinental e a Supertaça
Europeia em 1987-88. Enquanto jogava no FC
Porto, atuou uma vez pela Seleção do Resto do Mundo, ao lado de Diego
Maradona e Michel
Platini.
Antes dessa passagem pelo futebol
português, dividiu a formação entre Santos
e Guarani.
No início do seu percurso como sénior venceu títulos estaduais ao serviço de Grêmio
Maringá (Paranaense em 1977), Ferroviário (Cearense em 1979), Vasco
da Gama (Carioca em 1982), Fortaleza (Cearense em 1982) e Atlético
Paranaense (Paranaense em 1983). Paralelamente, foi citado no escândalo da
Máfia da Loteria Esportiva, um esquema criminoso de manipulação de resultados
do futebol brasileiro que visava favorecia apostadores. Em 1991 regressou ao Brasil, onde
encerrou a carreira de jogador e iniciou um percurso modesto como treinador,
tendo trabalhado nas camadas jovens do Fortaleza e chegado mesmo a assumir
interinamente o comando técnico da equipa principal em 2013. Foi também
presidente da Associação de Garantia ao Atleta do Ceará (2011 a 2014).
Atualmente é dono de uma padaria no Bairro do Castelão, em Fortaleza.
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