terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Estrela da Amadora na II Liga

Dez jogadores que ficaram na história do Estrela da Amadora
Líder isolado da Série G do Campeonato de Portugal, ainda que com mais dois jogos que o Sporting B, o Club Football Estrela da Amadora está em posição privilegiada para assegurar uma vaga na fase de promoção à II Liga.
 
Caso venham a subir ao segundo escalão, os estrelistas vão ingressar num patamar em que o Estrela da Amadora original competiu por cinco vezes, sendo que três delas culminaram na promoção à I Liga.
 
Logo na segunda presença, em 1992-93, o emblema tricolor sagrou-se campeão. Mais tarde, em 2002-03 e 2004-05, alcançou o terceiro lugar, posição que em ambas as ocasiões valeu a promoção ao patamar maior do futebol português.
 
Em 170 jogos na II Liga, o Estrela somou 75 triunfos, 57 empates, 38 derrotas e um saldo de 222-163 em golos.
 
Ao longo dessas cinco presenças, 103 futebolistas jogaram pelos amadorenses na prova. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram mais vezes.
 
 

10. Agatão (44 jogos)

Agatão
Médio de características defensivas que despontou no Desp. Beja, clube da sua cidade-natal, passou ainda por clubes como O Elvas e Boavista antes de reforçar o Estrela da Amadora no verão de 1990, na altura para jogar na I Divisão e… na Taça das Taças.
Após a descida à II Divisão manteve-se na Reboleira, tendo disputado 23 jogos (22 a titular) e apontado dois golos, frente Académico Viseu e Benfica Castelo Branco, em 1991-92.
Na temporada seguinte atuou em 21 encontros (19 a titular) na II Liga, contribuindo para a conquista do título.
Haveria de continuar a jogar no clube por mais dois anos, na I Liga, transferindo-se no verão de 1995 para o Estoril.
Depois começou a carreira de treinador, tendo estado a fazer uma carreira interessante nas ligas não profissionais.
 
 

9. Paulo Fonseca (47 jogos)

Paulo Fonseca
Mais conhecido pelo seu trajeto como treinador, Paulo Fonseca fez uma carreira interessante como defesa central, tendo despontado no Barreirense antes de jogar na I Liga com as camisolas de Leça, Belenenses, Marítimo, Vitória de Guimarães e, claro, Estrela da Amadora.
À Reboleira chegou no verão de 2000 e foi impotente para evitar a descida à II Liga, patamar em que disputou 15 jogos (13 a titular) e marcou um golo ao Desp. Chaves em 2001-02.
Na temporada seguinte foi titularíssimo na linha defensiva tricolor e contribuiu para a promoção à I Liga, tendo atuado em 27 partidas (25 a titular) no campeonato.
Após ter voltado a competir no primeiro escalão em 2003-04, na época que se seguiu despediu-se dos relvados com uma subida de divisão e uma caminhada até às meias-finais da Taça de Portugal. Em termos de II Liga participou em cinco encontros (três a titular) e faturou por três vezes, frente a Ovarense e Santa Clara.
Após pendurar as botas tornou-se treinador, tendo orientado os juniores do Estrela entre 2005 e 2007. “O Paulo Fonseca estava a tirar o curso de treinador e, no final dos treinos, ficava a falar com Jorge Jesus para este lhe explicar algumas situações. Foi por isso que pensámos no Fonseca para treinar os juniores. Já então se notava que tinha capacidade para ser treinador”, contou ao Correio da Manhã o antigo secretário técnico dos estrelistas, José Luís.
 
 
 

8. Hugo Carreira (49 jogos)

Hugo Carreira
Mais um defesa central que despontou no Barreirense. No caso de Hugo Carreira, passou ainda pela equipa B do Deportivo da Corunha antes de reforçar o Estrela da Amadora no verão de 2001, numa altura em que os amadorenses militavam na II Liga.
Na primeira época na Reboleira disputou 24 jogos (23 a titular) e marcou um golo à Ovarense, transferindo-se depois para o Nacional, clube pelo qual se estreou na I Liga.
Após um ano na Madeira voltou ao Estrela. Em 2003-04 desceu à II Liga, patamar em que disputou 25 partidas (23 a titular) e apontou dois golos, frente a Varzim e Feirense, na temporada que se seguiu, tendo contribuído para o regresso ao primeiro escalão e para a caminhada às meias-finais da Taça de Portugal.
Haveria de continuar nos amadorenses por mais quatro anos, tornando-se capitão e rosto de uma equipa que passou por enormes dificuldades financeiras até ser despromovida administrativamente em 2009.
Depois voltou ao estrangeiro para jogar na China e no Chipre.
 
 
 

7. Lázaro (54 jogos)

Lázaro Oliveira
Médio angolano de características ofensivas, mas desde tenra idade em Portugal, começou a jogar futebol no Oeiras, estreou-se na I Divisão com a camisola do Estoril e passou ainda por Louletano e Penafiel antes de ingressar nos tricolores no verão de 1997.
Depois de uma primeira época de escassa utilização na Reboleira (337 minutos distribuídos por 12 jogos), até pela por ter participado no CAN 1998 ao serviço de Angola, tornou-se um elemento importante no meio-campo ofensivo dos amadorenses nas temporadas seguintes, ainda que tenha sido impotente para evitar a despromoção à II Liga em 2001.
No segundo escalão atuou em 23 partidas (19 a titular) e marcou um golo ao Moreirense em 2001-02, enquanto na temporada seguinte disputou 31 jogos (22 a titular) e contribuiu para a subida à I Liga.
Em 2003-04 começou a época no Estrela como jogador, mas depois tornou-se adjunto de Miguel Quaresma no comando técnico da equipa principal. Seis anos depois, em 2008-09, orientou a formação da Amadora no patamar maior do futebol português e levou os estrelistas às meias-finais da Taça de Portugal.
 
 
 

6. Rebelo (54 jogos)

Rebelo
Disputou o mesmo número de jogos de Lázaro, mas amealhou mais 508 minutos em campo – 4210 contra 3702.
Quando se fala em Estrela da Amadora, Rebelo é um dos primeiros nomes que nos vem à cabeça. É incontornável. Defesa central/médio defensivo natural de Loures que passou vários anos nas divisões secundárias ao serviço de Trafaria, Pescadores, Almada e Sacavenense, chegou à Reboleira em 1987, numa altura em que os tricolores estavam na II Divisão. “Fui por causa do Joaquim Meirim, na altura treinador do Estrela, que tinha sido meu treinador na temporada anterior no Sacavenense. Foi o Joaquim Meirim que me levou para o Estrela da Amadora e foi com ele que fomos campeões e subimos de divisão. Quem verdadeiramente pegou no Rebelo e acreditou que o Rebelo podia ser profissional, foi ele. Aqui, eu tive o que muita gente não tem, tive alguém que acreditou em mim, que viu potencial em mim”, contou ao portal Vice.
Na temporada de estreia, ajudou os amadorenses a alcançarem pela primeira vez a subida ao primeiro escalão. Em 1989-90 contribuiu para a conquista da Taça de Portugal e na década que se seguiu foi preponderante para a consolidação dos estrelistas no patamar maior do futebol português e para a obtenção de classificações como os dois honrosos sétimos lugares, em 1993-94 e 1997-98.
No entanto, também jogou duas épocas com a camisola tricolor na II Liga, em 1991-92 e 1992-93. Na primeira disputou 30 jogos (todos como titular) e marcou um golo ao Olhanense. Na segunda atuou em 24 partidas (16 a titular) e faturou por três vezes, diante de Penafiel, Académica e Vitória de Setúbal, contribuindo assim para a conquista do título do segundo escalão e para a consequente promoção à I Liga em 1993.
Em 2001 foi dispensado após uma descida de divisão e decidiu pendurar as botas, aos 40 anos, depois de 14 temporadas consecutivas na Reboleira.
 
 
 

5. Abel Xavier (63 jogos)

Abel Xavier
Defesa central/lateral direito que entrou para a formação do Estrela da Amadora em 1987, já depois de ter passado pelas camadas jovens do Sporting. “Era um clube periférico que angariava as dispensas dos grandes. O Estrela fomentou uma formação extremamente competitiva com os rejeitados, com os dispensados dos grandes de Lisboa, do Benfica, do Sporting e naquela altura do Belenenses. Como o clube na zona periférica onde podíamos continuar a competir era o Estrela da Amadora, fui lá. Era uma estrutura próxima da escola, próxima da minha família, e isso era importante porque facilmente a família podia dizer não jogas mais futebol, vais dedicar-te apenas à escola. E eu queria mostrar que a dispensa tinha sido um erro”, recordou à Tribuna Expresso em janeiro de 2019.
A estreia pela equipa principal aconteceu em maio de 1990, aos 17 anos. Na altura, já era um jovem com um belíssimo currículo internacional, uma vez que se tinha sagrado campeão europeu de sub-16 e participado no Mundial da categoria em 1989. “Na primeira época júnior sou chamado aos seniores, pelo Manuel Fernandes, cujo adjunto era o José Mourinho. Depois foi muito rápida a minha ascensão porque de facto eu tinha talento e precisava de ser potencializado. Comecei a jogar muito cedo no Estrela da Amadora”, lembrou, puxando a cassete atrás.
Ainda assim, foi depois de se ter sagrado campeão mundial de sub-20 e de os tricolores terem descido à II Liga em 1991 que se estabeleceu como titular indiscutível na turma da Reboleira, tendo disputado em 29 jogos (28 a titular) no segundo escalão em 1991-92.
Na temporada seguinte explodiu, ao ponto de ter sido chamado à seleção nacional AA quando se encontrava a disputar a II Liga, algo raríssimo na equipa das quinas. “Eu talvez seja o primeiro jogador, ou um dos poucos jogadores, que tenham sido chamados à seleção A, estando na II Divisão, por ainda estava no Estrela. Por conhecimento do Carlos Queiroz da minha formação. sou convocado ao Suíça-Portugal, jogo como titular e fui eu que fiz o cruzamento para o Semedo marcar o golo de Portugal. Se não me engano, empatámos [1-1]”, contou Abel Xavier, que em 1992-93 foi totalista na II Liga, tendo atuado os 3060 minutos da competição e ajudado os amadorenses a conquistar o campeonato e a regressar à I Liga.
Valorizado pela excelente campanha, transferiu-se para o Benfica no verão de 1993, tendo construído uma carreira fantástica, com passagens por clubes como PSV Eindhoven, Everton, Liverpool, Galatasaray e Roma.
 
 
 

4. Veiga (64 jogos)

Veiga
Guarda-redes internacional jovem português e formado no Benfica ao lado de Paulo Lopes, Sousa, Bruno Basto, Veríssimo, José Soares, Bruno Caires, Maniche e Edgar, passou pelo Alverca e pelos espanhóis do Levante e do Valladolid antes de reforçar o Estrela da Amadora no verão de 2002.
Titularíssimo na baliza tricolor em 2002-03, não deu qualquer hipótese ao alemão Tomic, dono da baliza do Vitória de Guimarães dois anos antes, tendo disputado 33 jogos e sofrido 31 golos na II Liga, ajudando a formação da Reboleira a regressar ao patamar maior do futebol português.
Impotente para evitar a descida de divisão na estreia na I Liga, voltou a ajudar o Estrela a subir ao primeiro escalão em 2004-05, numa campanha em que atuou em 31 partidas e sofreu 25 golos. Entretanto, tornou-se internacional por Cabo Verde.
Embora tenha contribuído para a promoção, no verão de 2005 continuou na II Liga ao serviço do Olhanense, tendo depois emigrado para Inglaterra.
 
 

3. Pedro Simões (68 jogos)

Pedro Simões
Um dos jogadores em que automaticamente se pensa quando se fala no clube, por ser natural da Amadora, ter sido formado no Estrela e jogado com a camisola tricolor em 11 dos 15 anos da sua carreira.
Defesa central/médio defensivo recrutado no verão de 1996 ao Casa Pia tal como Calado e Chaínho em anos anteriores, foi muito pouco utilizado nas primeiras épocas e raramente teve o estatuto de titular indiscutível nas que se seguiram. Curiosamente, algumas das temporadas em que jogou mais foram na II Liga.
Em 2001-02 disputou 19 jogos (18 a titular) e apontou quatro golos, diante de Ovarense, Desp. Chaves e Maia (dois). Na época que se seguiu atuou em 30 partidas (28 a titular), contribuindo para a subida à I Liga.
Por fim, em 2004-05 voltou ao segundo escalão para participar em 19 encontros (13 a titular) e marcou um golo à Naval, voltando a ajudar o Estrela a ser promovido ao patamar maior do futebol português.
 
 
 

2. Semedo (90 jogos)

Semedo
O melhor marcador de sempre dos estrelistas na II Liga, com 14 golos.
Extremo formado no Casa Pia, foi recrutado no verão de 2000 aos gansos tal como Calado, Chaínho e Pedro Simões em anos anteriores.
Embora nem sempre tenha sido titular indiscutível, foi sempre bastante utilizado. Poucos meses após chegar à Reboleira tornou-se internacional sub-21 por Portugal, mas não conseguiu evitar a descida à II Liga em 2001.
No segundo escalão disputou 30 jogos (20 a titular) e apontou seis golos em 2001-02, frente a União de Lamas, Desp. Aves, Felgueiras (três) e Leça, registo que lhe valeu a convocatória para o Campeonato da Europa de sub-21 no final dessa temporada.
Na época seguinte atuou em 32 encontros (20 a titular) e faturou por quatro vezes, diante de União de Lamas, Alverca e Portimonense (dois), tendo marcado aos algarvios um dos tentos decisivos na vitória que, na derradeira jornada, garantiu a promoção aos amadorenses.
Após um ano na I Liga voltou à II Liga em 2004-05 para participar em 28 partidas (18 a titular) e somar quatro remates certeiros, frente a Desp. Chaves, Ovarense, Alverca e Santa Clara, contribuindo para nova subida ao patamar maior do futebol português e para a caminhada até às meias-finais da Taça de Portugal.
Semedo permaneceu no Estrela até 2006, rumando depois ao futebol romeno, na altura um destino habitual para jogadores portugueses de clubes de média dimensão.
 
 
 

1. Rui Neves (93 jogos)

Rui Neves
Lateral capaz de atuar nos dois corredores, entrou para os juvenis do Estrela da Amadora em 1985 juntamente com o irmão gémeo Jorge Neves e só deixou o clube em 2004, quando pendurou as botas.
Em 1988-89 subiu à equipa principal, estabeleceu-se imediatamente como titular e na temporada seguinte ajudou o clube a atingir o momento alto da sua história, a conquista da Taça de Portugal. “Foi o ponto mais alto da minha careira. Por isso, as recordações que guardo são as melhores, embora não seja nostálgico. Era o meu segundo ano de sénior e tinha apenas 20 anos. Tudo aquilo ficou gravado na memória, uma vez que aquele ambiente é simplesmente fantástico. O Jamor estava muito bonito, repleto de público, meio por meio, ou seja, metade torcia pelo Estrela e a outra pelo Farense. Para o clube foi um marco muito importante em virtude de na época anterior ter chegado à I Divisão. Lembro-me com alegria dos meus colegas e treinadores. Era um conjunto fantástico”, recordou ao Record em março de 2005.
Nos meses seguintes, tornou-se internacional sub-21 e estreou-se nas competições europeias, tendo disputado três jogos na Taça das Taças.
Seguiram-se anos de altos, como a obtenção do 7.º lugar em 1997-98 e as promoções à I Liga em 1992-93 e 2002-03, e baixos, como as despromoções em 1991 e 2001. Pelo meio, esteve ao serviço do Gil Vicente em 1993-94. 
No total, disputou 93 encontros (92 a titular) e apontou dois golos em quatro épocas na II Liga: 1991-92, 1992-93, 2001-02 e 2002-03.
 










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