quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Jogo de Preparação (Sub-21) | Portugal 3-2 Escócia


Esta tarde, no Estádio do Bonfim, Portugal venceu a Escócia por 3-1, num jogo de preparação para a fase de qualificação do Campeonato da Europa de 2015, na categoria de Sub-21. Islam Feruz, por duas vezes, colocou os britânicos com uma vantagem de 0-2, mas Paulo Oliveira, Aldair e Sérgio Oliveira (de grande penalidade) assinalaram a reviravolta.


Eis a constituição das equipas:

Portugal (Sub-21)



Este é o segundo jogo da nova geração de Sub-21, após a derrota com a Ucrânia (0-1) no último mês, em Moreira de Cónegos.
É preciso recordar que boa parte dos selecionáveis está ao serviço dos Sub-20, que prepara o Mundial da categoria no próximo ano, e por isso, muitos dos convocados para este jogo não serão presença assídua nas futuras convocatórias e têm até ao momento poucas internacionalizações nas camadas jovens.
Josué está lesionado.


Escócia (Sub-21)



Os escoceses falharam o apuramento para o EURO 2013 praticamente da mesma forma que Portugal, ou seja, terminaram o seu grupo em 2º lugar (atrás da Holanda e à frente da Bulgária, Áustria e Luxemburgo), no entanto, não fizeram parte dos quatro melhores segundos classificados e por isso nem o “Play-Off” disputaram.


12’ Na resposta a um canto de MacLean, Feruz antecipou-se a Luís Ribeiro e a Luís Martins e cabeceou para o fundo das redes.

Vídeo do golo:

21’ Paterson ganhou uma primeira bola de cabeça e lançou Islam Feruz que conseguiu fugir aos defesas portugueses, tirar Luís Ribeiro do caminho, e fez o 0-2.

Vídeo do golo: 

Apesar do início de jogo equilibrado, a Escócia, mostrou mais maturidade como colectivo, e com muito mérito para Islam Feruz, conseguiu aproveitar as poucas oportunidades de que dispôs.

Ao intervalo, Rui Jorge trocou Luís Ribeiro e Tiago Rodrigues por João Pinho e Luís Gustavo.

50’ Na sequência de uma arrancada e de um cruzamento de Aldair na direita, Amorim, em boa posição para marcar, não acertou na baliza.

53’ No seguimento de um canto cobrado por Luís Gustavo, Tó Mané desviou de cabeça ao primeiro poste para um posterior cabeceamento de Paulo Oliveira para o fundo das redes.

Vídeo do golo: 

57’ Aldair, após uma boa abertura de Amorim, apareceu solto pela direita, conseguiu fazer a bola passar por Archer, e MacHattie, pelo entender do árbitro, só a conseguiu cortar já no interior da sua baliza.

Vídeo do golo: 

61’ João Reis rendeu William.

Portugal entrou fortíssimo na segunda parte, e num espaço de um quarto de hora, marcou dois golos que lhe deram o empate.

67’ Paterson foi substituído por Kennedy.

69’ Toshney colocou a mão à bola na sua área, e foi assinalada uma grande penalidade, que Sérgio Oliveira converteu em golo.

Vídeo do golo: 
Brevemente…

73’ Aldair e Tó Mané cederam os seus lugares a Vítor Gonçalves e Paulinho.

77’ McHattie, MacLean e Holt foram rendidos por Macleod, Findlay e Herron.

83’ Na Escócia, foram lançados Marcus Fraser e McKay para os lugares de Duffie e Smith.
Em Portugal, saíram Luís Martins e Amorim, entraram Kaká e Rui Coentrão.

Sem mais ocorrências até final, confirmou-se a vitória da selecção das quinas.
Apesar de um inicio de jogo em que Portugal aparentava que iria assumir o comando das operações desde o começo, os escoceses marcaram por duas vezes nas primeiras (e praticamente únicas) oportunidades de que dispuseram, por intermédio de Islam Feruz, e através de uma maior tranquilidade e maturidade táctica, controlaram o que restou da primeira parte.
No segundo tempo, Rui Jorge promoveu duas substituições, e uma alteração táctica, de 4x4x2 losango para um 4x3x3 que permitiu, por exemplo, que Luís Gustavo desse maior poder de construção a partir de uma zona mais recuada e que Aldair pudesse aparecer mais aberto na direita, o que aliado a um aumento de intensidade, levou a que a formação lusa conseguisse uns últimos 45 minutos de grande nível, conseguindo a reviravolta, através de golos de Paulo Oliveira (na sequência de um canto), Aldair (num lance em que ficou a dúvida se a bola realmente terá entrado) e Sérgio Oliveira (na conversão de uma grande penalidade), alcançados ainda antes da chamada “recta final” do encontro, período que até teve um ritmo morno e controlado, devido ao excesso de substituições.

Analisando os atletas em campo, começando pelos de Portugal
Luís Ribeiro (Sporting), inseguro, deixou-se antecipar pelo cabeceamento de Feruz, no lance do 0-1 e voltou a estar mal na fotografia no segundo golo dos britânicos;
David Bruno (FC Porto) não foi muito ofensivo, mas fechou convenientemente o flanco direito; Miguel Lourenço (Vit. Setúbal) exibiu-se a bom nível, sem ter estado ligado aos golos sofridos; Paulo Oliveira (Vit. Guimarães) deixou fugir Feruz no 0-2 mas apontou o primeiro golo português; e Luís Martins (Benfica) não conseguiu acompanhar devidamente Feruz, no canto que deu o primeiro golo aos escoceses;
William (Cercle Brugge), fisicamente forte, foi o médio mais defensivo na primeira parte, e polícia de Holt, mas adiantou-se na segunda; Amorim (Trofense), certinho, apareceu por diversas vezes próximo da área contrária, e fez a assistência para o segundo tento; Sérgio Oliveira (FC Porto) não foi muito interventivo, mas conseguiu adicionar o seu nome à lista de marcadores, na conversão de uma grande penalidade; e Tiago Rodrigues (Vit. Guimarães) foi pouco participativo no encontro;
Tó Mané (Vit. Guimarães) esteve muito activo, empenhado e fez o derradeiro desvio antes do cabeceamento de Paulo Oliveira no 1-2; e Aldair (Penafiel) apareceu pouco no primeiro tempo, mas subiu imenso de produção com a mudança para o corredor direito, onde mostrou a sua velocidade e conseguiu marcar o golo do empate;
João Pinho (Oliveirense) foi praticamente um mero espectador; Luís Gustavo (Barcelona) posicionou-se à frente da defesa, sabe construir e sair a jogar, e cobrou o canto do 1-2; João Reis (Louletano) colocou-se como médio interior; Vítor Gonçalves (Portimonense) foi lançado para o miolo; Paulinho (Trofense) entrou para o eixo do ataque; e Kaká (Vit. Guimarães) e Rui Coentrão (Varzim) estiveram pouco tempo em campo para que possam ser alvos de uma avaliação.

Quanto aos jogadores da Escócia
Jordan Archer (Wycombe Wanderers);
Kieran Duffie (Falkirk) subiu com alguma segurança e até mostrou qualidade técnica; Lewis Toshney (Dundee) cometeu a grande penalidade; Clark Robertson (Aberdeen) foi o pronto-socorro da defesa escocesa por diversas ocasiões; e Kevin McHattie (Hearts) foi passivo na marcação a Paulo Oliveira, no lance do 1-2, e no entender do árbitro, só conseguiu o corte no interior da baliza, no 2-2;
Kenneth McLean (St. Mirren), muito posicional, deu consistência ao meio-campo e cobrou o canto que deu o 0-1; Fraser Fyvie (Wigan) esteve discreto; e Jason Holt (Hearts) foi vigiado de perto por William;
Callum Paterson (Hearts) ganhou a primeira bola que serviu de assistência para o 0-2; David Smith (Raith Rovers) segura bem o esférico; e Islam Feruz (Chelsea), esteve endiabrado, e embora seja dos jogadores mais baixos da sua equipa, bisou, sendo um dos tentos marcado de cabeça;
Matthew Kennedy (Everton) posicionou-se na ala direita; e Stuart Findlay (Celtic), Lewis Macleod (Rangers), John Herron (Celtic), Marcus Fraser (Celtic) e McKay tiveram direito a mais uma internacionalização na categoria de Sub-21, sem terem acrescentado nada ao encontro.

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