Hoje faz anos a antiga promessa do Benfica que as lesões nunca largaram. Quem se lembra de Pedro Correia?
Pedro Correia fez toda a formação no Benfica e foi internacional jovem
Foi uma das maiores promessas da
sua geração. Era um lateral direito com presença assídua nas seleções jovens e
deu a entender, a certa altura, que seria um jogador com o qual o Benfica
poderia contar para muitos e bons anos. Teve o seu momento alto quando marcou o
penálti decisivo que valeu a conquista de um torneio
no Dubai, mas nunca foi aposta nos jogos a doer.
Nascido a 27 de março de 1987 em
Lagos, o defesa algarvio ingressou nas escolinhas dos encarnados
em 1995-96. Percorreu toda a formação das águias,
assim como as seleções nacionais de sub-17, sub-18, sub-19
e sub-20, tendo somado um total de 25 internacionalizações e marcado presença
em torneios como o Europeu de sub-17 em 2004, o Europeu de sub-19 em 2006 e o
Mundial de sub-20 em 2007. Quando terminou o percurso
formativo, foi o único jogador do seu ano que não recebeu ordem de dispensa,
numa altura em que o Benfica
estava sem equipa B. Integrou o plantel principal, às ordens de Fernando
Santos, em 2006-07, depois de superar uma pubalgia e uma entorse. Porém, nunca
foi utilizado em jogos oficiais, tendo apenas sido chamado para o banco no jogo
da última jornada do campeonato, diante da Académica. Contudo, pelo meio teve o seu
momento de brilho num torneio
disputado no Dubai durante uma paragem das competições em janeiro de 2007,
ao marcar a grande penalidade que assegurou o triunfo dos encarnados
na final, frente à Lazio,
e a entrada de 1,2 milhões de euros nos cofres da Luz.
Na sequência dessa pequena
façanha, a imprensa desportiva foi à procura de saber melhor quem era o lateral
e obteve apenas depoimentos elogiosos. O diretor da formação do Benfica,
António
Carraça, referiu-se a ele como “um jogador inteligente” e puxou logo dos
galões para enaltecer o trabalho feito no Seixal. Também em declarações ao Diário
de Notícias, o antigo treinador do defesa nos juniores, Rui Vitória,
disse que se tratava do “melhor lateral direito do país na sua idade”. “O Pedro
é um miúdo com personalidade, é inteligente e sabe as capacidades que tem”,
destacou, por sua vez, o antigo selecionador jovem Carlos Dinis ao Maisfutebol. À procura de mais oportunidades, e
já depois de ter integrado uma digressão do Benfica
à América do Norte, foi emprestado ao Olhanense
em 2007-08, tendo sido orientado pelas antigas glórias benfiquistas Álvaro
Magalhães e Diamantino Miranda e atuado em 21 jogos na II
Liga. No final dessa época foi chamado
pelos encarnados
para uma digressão a África, recebeu nota positiva por parte da imprensa e
alimentou a esperança de estar na pré-temporada seguinte às ordens de Quique
Flores, mas acabou por assinar pelo Racing de Ferrol, da II Divisão B de Espanha. Um ano depois, reencontrou Rui
Vitória no Fátima
em 2009-10, ajudando a equipa
do concelho de Ourém a alcançar um honroso 8.º lugar na II
Liga. No verão de 2010 assinou pelos
italianos do Crotone, então a militar na Serie B, mas lesionou-se logo na
pré-época e demorou a adaptar-se, tendo vivido três anos marcados por altos e
baixos no futebol transalpino.
Em julho de 2013, voltou a reencontrar
Rui Vitória ao assinar pelo Vitória
de Guimarães, que procurava um sucessor para o retirado Alex. Até começou
bem, como titular, mas em março de 2014, quando já levava 20 jogos oficiais nas
pernas pela equipa principal dos vimaranenses,
fraturou a tíbia e esteve afastado dos relvados durante praticamente ano e meio,
tendo perdido toda a temporada 2014-15. “A lesão aconteceu-me na melhor fase da
carreira, por azar”, afirmou ao Maisfutebol
em julho de 2017. Quando regressou ao ativo, já Rui
Vitória estava no Benfica.
Armando Evangelista ainda começou por apostar nele, mas após três jogos a
titular no início da época 2015-16 não voltou a ser utilizado pela equipa
principal, tendo atuado somente pelos bês
na II Liga.
No verão de 2016 assinou pela Académica,
que militava no segundo
escalão. Viveu novamente a contas com problemas físicos, mas acabou a
temporada a titular, com 12 jogos oficiais disputados. Contudo, não conseguiu que
a briosa
avançasse para a renovação de contrato.
Desempregado, em julho de 2017 integrou
o Estágio do Jogador, iniciativa promovida pelo Sindicato de Jogadores Profissionais
de Futebol (SJPF), tendo acabado por assinar pelo Vilafranquense,
que competia no Campeonato
de Portugal. Após 15 partidas pelos ribatejanos
terminou a carreira no final da época, aos 31 anos. Após pendurar as botas assumiu as
funções de team manager e diretor geral de futebol no Casa
Pia, mas já não está ligado aos gansos.
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