quarta-feira, 6 de maio de 2026

Hoje faz anos o defesa que nasceu em França, representou Portugal e jogou um Mundial por Marrocos. Quem se lembra de Manuel da Costa?

Manuel da Costa somou 21 internacionalizações pelas seleções jovens
Um daqueles casos de futebolistas dos quais ouvimos falar pela primeira vez quando são chamados a uma seleção de Portugal. Filho de pai português e mãe marroquina, nasceu e cresceu em França, foi internacional jovem luso em 21 ocasiões e chegou a ser convocado várias vezes por Luiz Felipe Scolari para os AA, mas nunca foi a jogo. Depois optou por representar Marrocos.
 
Nascido a 6 de maio de 1986 em Saint-Max, no nordeste francês, este possante defesa central (1,91 m) concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior no Nancy, estreando-se como profissional em 2005-06, logo a jogar na Ligue 1 e a contribuir para a conquista da Taça da Liga gaulesa, tendo marcado um golo memorável ao Le Mans nas meias-finais.
 
 
No final dessa época foi chamado por Rui Caçador para representar a seleção portuguesa de sub-20 no Torneio de Toulon e contratado para o PSV Eindhoven, que desembolsou 1,5 milhões de euros e ganhou a corrida clubes como Bordéus e Newcastle, apresentando como grande atrativo a possibilidade de competir na Liga dos Campeões.
 
Não foi muito utilizado nos primeiros meses nos Países Baixos, mas gradualmente foi-se tornando numa peça importante na equipa então às ordens de Ronald Koeman, tendo fechado a temporada 2006-07 com 22 jogos em todas as provas e o título neerlandês. Pelo meio foi convocado por Luiz Felipe Scolari para os jogos da seleção nacional A em outubro e novembro de 2006 e março de 2007, mas não chegou a estrear-se. Teve de se contentar com os sub-21, tendo marcado presença na fase final do Europeu da categoria em 2007 – foi selecionado para equipa ideal do torneio, no qual a equipa das quinas não passou da fase de grupos.
 
Na época seguinte perdeu espaço em Eindhoven, o que o levou a transferir-se para a Fiorentina em janeiro de 2008. Porém, não chegou a atuar pelo emblema de Florença em 2007-08 e não foi além de dois jogos na primeira metade da temporada que se seguiu. No primeiro semestre de 2009 foi cedido à Sampdoria, mas foi utilizado somente em quatro partidas.  
 
A passar uma má fase na carreira, mudou-se para o West Ham em agosto de 2009, mas demorou a estabelecer-se como um titular indiscutível. Quando finalmente o conseguiu, sofreu uma lesão no tornozelo que o afastou dos relvados durante cerca de quatro meses. Precisamente durante o período em que recuperava de lesão, foi acusado de agressão sexual e agressão simples a uma mulher numa discoteca em Londres, tendo sido absolvido da acusação de apalpar, mas multado em mil libras por a ter esbofeteado.  
 
 
Em junho de 2011 deixou os hammers, após a despromoção ao Championship, e assinou pelo Lokomotiv Moscovo. Até conseguiu estabelecer-se como titular durante o primeiro meio ano na Rússia, mas foi perdendo espaço e acabou dispensado pelo treinador Slaven Bilic.
 
 
A solução encontrada para prosseguir a carreira foi um empréstimo ao Nacional da Madeira em 2012-13, naquela que foi a única experiência de Manuel da Costa no futebol português. Atuou em 20 partidas em todas as provas e apontou dois golos, mas deixou de ser opção e ficou impedido de frequentar as instalações do clube a partir de março de 2013 após ter agredido o companheiro de equipa Candeias após um jogo diante do Rio Ave no qual foi expulso. Como se não bastasse, foi apanhado a conduzir sob efeito de álcool, tendo sido punido pelo Tribunal Judicial do Funchal com uma multa de 350 euros e a três meses de inibição de conduzir.
 
 
 
Apesar dos muitos trambolhões, o defesa ainda foi a tempo de se redimir, com duas boas épocas no Sivasspor, clube turco que o catapultou para a… seleção de Marrocos. Estreou-se em maio de 2014, numa goleada sobre Moçambique em Faro (4-0), e nos cinco anos que se seguiram somou mais 38 internacionalizações, tendo marcado presença nas edições de 2017 e de 2019 da Taça das Nações Africanas e sobretudo no Mundial 2018.
 
 
Após esses dois anos na Turquia assinou pelo Olympiacos, então comandado por Marco Silva, tendo conquistado dois campeonatos gregos (2015-16 e 2016-17) em duas temporadas ao serviço do emblema do Pireu.
 
 
Seguiu-se o regresso à Turquia para representar Basaksehir, Trabzonspor e Erzurumspor, tendo pelo meio jogado nos sauditas do Al Ittihad. Em 2019-20 venceu a Taça da Turquia pelo Trabzonspor.
 
 
No ocaso da carreira representou ainda os belgas do Waasland-Beveren e os luxemburgueses do F91 Dudelange antes de pendurar as botas no final de 2022, aos 36 anos. 



 




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