Acabou por não ir além de 17
jogos na I
Liga, mas foi um futebolista bastante promissor. Treinou na equipa
principal do Sporting
às ordens de Carlos
Queiroz quando tinha apenas 11 anos, foi campeão nacional de juniores pelo Alverca
e internacional sub-20 e esteve vinculado ao Benfica
durante duas temporadas.
Nascido a 29 de abril de 1983, no
Montijo, Artur Futre herdou o jeito para jogar futebol do tio Paulo,
tendo ingressado nas camadas jovens do Sporting
aos nove anos, no início da época 1992-93. Dois anos depois, em outubro de
1994, o então médio direito dos infantis foi
chamado por Carlos Queiroz para integrar o treino da equipa principal,
juntamente com Figo,
Peixe,
Oceano, Marco Aurélio e Carlos Xavier, entre outros. Destro, ao contrário do
tio, era orientado na altura por Osvaldo Silva, que também havia treinado o antigo
craque dos três grandes e do Atlético Madrid. Apesar da qualidade técnica que
lhe era reconhecida, nunca conseguiu confirmar tudo o que prometeu, acabando
por ser dispensado do Sporting
aos 15 anos. Passou ainda pelas camadas jovens de Vitória
de Setúbal e Samouquense antes de concluir a formação no Alverca,
tendo feito parte da mítica equipa de juniores dos ribatejanos
campeã nacional da categoria em 2001-02. Na época seguinte integrou o
plantel principal, numa altura em que existia um protocolo com o Lourinhanense,
que funcionava como equipa-satélite. Como resultado, entre 2002 e 2004 Artur Futre
competiu regularmente pelo conjunto
da região Oeste na III Divisão Nacional, mas não foi além de nove jogos
pelo Alverca
nesse período. Ainda assim, contribuiu para a promoção à I
Liga em 2003 e atuou em quatro jogos no primeiro
escalão em 2003-04. Pelo meio também somou uma internacionalização pela
seleção nacional de sub-20, numa derrota às mãos da Escócia
(1-2) em Alcochete, a 17 de dezembro de 2003. Em 2004-05 conseguiu jogar com
alguma regularidade pelos ribatejanos
na II
Liga, tendo atuado em 20 partidas (metade como titular) e apontado quatro
golos. No final dessa temporada o Alverca
extinguiu o futebol sénior e na mesma altura Artur Futre assinou pelo Benfica,
clube pelo qual nunca veio a jogar oficialmente – apenas disputou um particular
numa digressão a África em maio de 2006. Durante o vínculo às águias
esteve emprestado ao Maia,
na II
Liga, e ao Desportivo
das Aves, no patamar
maior do futebol português. Pelos avenses
somou mais 13 jogos (nove a titular) na I
Liga em 2006-07, tendo averbado três remates certeiros numa época marcada
pela descida de divisão.
No verão de 2007 decidiu retirar-se,
quando tinha apenas 24 anos, passando a trabalhar como promotor de eventos
desportivos. Porém, voltou aos relvados para jogar pelo Olímpico
Montijo entre 2008 e 2011, despedindo-se com a conquista do título
distrital da AF
Setúbal. A fama precoce e as comparações
com o tio,
garante, atraiçoaram-no durante a carreira. “As pessoas comparavam-me ao meu
tio, como ainda hoje fazem, mas isso é impossível. O meu tio aos 23 anos já era
um jogador de classe mundial, referência de muita gente. (…) Ser sobrinho de
quem sou é um pau de dois bicos. É complicado porque se faço um jogo bom sou o
maior e quando faço um jogo mau sou o pior. (…) Gostava de ser o Artur Futre e
não o sobrinho de Paulo
Futre, mas sei que não vou conseguir livrar-me dessa etiqueta. Já me
habituei a viver com isso e já me mentalizei que estou pronto para levar com
isso e muito mais”, confessou ao Maisfutebol
em novembro de 2006. Entretanto, tornou-se scout
da empresa de agenciamento de profissionais de futebol Proeleven.
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