quarta-feira, 13 de maio de 2026

Hoje faz anos o brasileiro contratado para substituir Paulo Bento no Benfica. Quem se lembra de Jamir?

Jamir somou 22 jogos e dois golos pelo Benfica em 1996-97
Mais um jogador do “Vietname do Benfica” que não deixou saudades. Foi contratado por indicação do treinador Paulo Autuori para suceder a Paulo Bento no meio-campo encarnado no verão de 1996. Ainda começou como titular e fez parte da célebre tática do pirilau, mas depois murchou e saiu da equipa.
 
Nascido a 13 de maio de 1972 em Porto Alegre, no estado brasileiro de Rio Grande do Sul, concluiu a formação e iniciou o percurso como sénior no modesto São José, de onde se mudou para o Grêmio em 1991.
 
Ao serviço do tricolor gaúcho venceu o campeonato estadual em 1993 e a Copa do Brasil em 1994.
 
Em 1995 transferiu-se para o Botafogo e, logo nesse ano, às ordens de Paulo Autuori, ajudou o emblema carioca a sagrar-se campeão brasileiro.
 
 
 
Entretanto, Autuori tornou-se treinador do Benfica e, no verão de 1996, indicou a contratação de Jamir para colmatar a saída de Paulo Bento para o Oviedo. O médio defensivo começou por pegar de estaca no onze encarnado e até fez parte da célebre tática do pirilau (4x2x2x2), mas acabou por perder o lugar, num período muito conturbado para os lados da Luz.
 
 
“Naquele Benfica havia muitas trocas. Muitos jogadores a entrar e a sair. Havia muita insegurança. Ninguém conseguia dizer que era titular indiscutível. Numa semana jogava de início na outra estava na bancada. (…) No Benfica sempre cumpriram comigo, não tenho nada a dizer. Gostava de ter dado mais ao Benfica. Se pudesse voltar atrás tinha dado muito mais”, recordou ao Maisfutebol em novembro de 2015.
 
Logo na estreia, na primeira-mão da Supertaça, diante do FC Porto nas Antas, foi titular, mas comprometeu, tendo estado ligado ao lance do único golo da partida, apontado por Domingos. “Foi um início mau para mim. Tive culpas naquele golo. Tinha a bola dominada, demorei a tirar e acabei por perder o lance. Foi o primeiro golpe, numa altura em que ainda estava muito emocionado por estar num clube como o Benfica”, lembrou.
 
Ainda assim, foi jogando sempre até ao final de outubro. Até marcou um golo de livre direto (festejado com um salto mortal) na goleada caseira aos polacos do Ruch Chorzów, para a Taça das Taças, mas foi expulso numa derrota num dérbi com o Sporting em Alvalade (0-1) e substituído ainda na primeira parte num encontro frente ao Lokomotiv Moscovo para prova europeia, quando a equipa perdia por 0-1 (viria a ganhar por 3-2). A partir daí, passou a sentar-se no banco ou na bancada, tendo voltado a jogar apenas em fevereiro do ano seguinte, já com Manuel José no comando técnico.
 
 
Ainda foi titular nos dois jogos com a Fiorentina para os quartos de final da Taça das Taças, mas não conseguiu consolidar o lugar no onze. Perto do final da temporada, desentendeu-se com o romeno Nica Panduru durante um treino e foi suspenso pelo clube. Depois voltou ao Brasil, tendo sido emprestado ao Flamengo ao fim de 22 jogos e dois golos de águia ao peito.
 
Findo o empréstimo, voltou a Portugal no início de 1999 para jogar no Alverca, então em estreia na I Liga, tendo passado pouco mais de um ano no Ribatejo, período no qual totalizou 25 partidas e um remate certeiro. Uma experiência “bem melhor”. “Estava muito mais à vontade. Claro que a pressão também é diferente e também já sabia como funcionavam as coisas na Europa. Fizemos uma boa campanha e podíamos até ter ficado mais acima”, contou.
 
Seguiu-se uma aventura nos peruanos do Bolognesi antes de mais um regresso ao Brasil, inicialmente para representar o São Gabriel. Mais tarde, em 2001, Romário levou-o para o Vasco da Gama.
 
 
Até ao final da carreira representou ainda Portuguesa, Portuguesa Santista, Brasiliense, CRB e novamente o São José, tendo pendurado as botas em 2005, aos 33 anos.
 
Após terminar a carreira abriu uma empresa de design gráfico com o sobrinho Gustavo. 



 




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