Hoje faz anos o “pichichi” que não vingou no FC Porto. Quem se lembra de Baltazar?
Baltazar apontou três golos em 23 jogos pelo FC Porto
Bateu a concorrência de Hugo
Sanchez e Julio Salinas para se sagrar melhor marcador do campeonato
espanhol em 1988-89 e um ano depois desse feito reforçou o FC
Porto, mas não conseguiu sair da sombra da dupla composta por Domingos
e Kostadinov.
Nascido a 17 de julho de 1959 em Goiânia,
no estado brasileiro de Goiás, iniciou a carreira profissional com a camisola
do Atlético
Goianense em 1978 e logo nesse ano se sagrou melhor marcador do campeonato
goiano, com 31 golos. Em 1979 mudou-se para o Grêmio
e confirmou a veia goleadora, tendo sido o artilheiro do campeonato gaúcho em
1980 (28 golos) e 1981 (20). Coletivamente sagrou-se bicampeão gaúcho (1979 e
1980) e campeão brasileiro em 1981. Durante essa fase declarou-se Atleta de
Cristo, tendo ficado conhecido pelos adeptos gremistas como “o Artilheiro de
Deus”. Paralelamente, durante o tempo passado em Porto Alegre somou as
primeiras três de um total de seis internacionalizações que averbou pela seleção
principal canarinha.
Ainda no Brasil, seguiram-se
passagens por Palmeiras,
Flamengo
e Botafogo,
tendo conquistado o campeonato brasileiro ao serviço do mengão
em 1983.
Em 1985 transferiu-se para
Espanha, onde começou pelo Celta
de Vigo. Após três anos na Galiza saltou para o Atlético
Madrid e logo na primeira época no Vicente Calderón, em 1988-89, sagrou-se
melhor marcador do campeonato
espanhol, com 36 golos – batendo a concorrência de vultos como Hugo Sánchez
(Real
Madrid, 27 golos) e Julio Salinas (Barcelona,
20).
Na época seguinte não manteve a
cadência, fechando a liga com 18 golos, um número à primeira vista bastante satisfatório,
mas que desapontou os mal-habituados dirigentes e adeptos colchoneros.
A chegada do alemão Bernd Schuster, numa altura em que as vagas para
estrangeiros eram limitadas, conduziram-no à porta de saída. “Rescindi o acordo com o Atlético
Madrid e o Futre
disse-me que o FC
Porto tinha um lugar para estrangeiro, pois vendera o Branco.
Contou-me maravilhas do clube, conversei com o senhor Pinto
da Costa e decidi aceitar o desafio”, contou ao Maisfutebol
em setembro de 2013. No entanto, Baltazar chegou às
Antas já com a temporada 1990-91 a decorrer, teve problemas de adaptação e
nunca conseguiu vingar perante a solidez da dupla atacante composta por Domingos
e Kostadinov.
Por isso, não foi além de 23 encontros oficiais (seis a titular) e apenas três
golos. “Para começar cheguei numa fase
adiantada da época. O grupo estava formado e eu tive dificuldades em arranjar o
meu espaço. Basta dizer que os titulares eram o Kostadinov,
mais rápido do que o vento, e um geniozinho chamado Domingos.
A bola colava nos pés dele. (…) O Madjer ainda jogava e depois havia um
atacante francês [Stéphane Paille] que era muito próximo do treinador Artur
Jorge. Eu não gosto de dizer mal de ninguém, mas o técnico nunca fez nada
para me integrar. Era um homem diferente. O Artur
Jorge era distante, sisudo, muito rigoroso. Um disciplinador. Não quero
exagerar, mas acho que nunca falou comigo. Isso também contribuiu para o meu
desconforto”, lembrou. Depois dessa passagem por Portugal
representou ainda os franceses do Rennes antes de voltar ao Brasil para vestir
a camisola do Goiás,
tendo pendurado as botas em 1996, aos 37 anos, quando defendia as cores dos
japoneses do Kyoto Sanga.
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