sexta-feira, 17 de julho de 2026

Hoje faz anos o “pichichi” que não vingou no FC Porto. Quem se lembra de Baltazar?

Baltazar apontou três golos em 23 jogos pelo FC Porto
Bateu a concorrência de Hugo Sanchez e Julio Salinas para se sagrar melhor marcador do campeonato espanhol em 1988-89 e um ano depois desse feito reforçou o FC Porto, mas não conseguiu sair da sombra da dupla composta por Domingos e Kostadinov.
 
Nascido a 17 de julho de 1959 em Goiânia, no estado brasileiro de Goiás, iniciou a carreira profissional com a camisola do Atlético Goianense em 1978 e logo nesse ano se sagrou melhor marcador do campeonato goiano, com 31 golos.
 
Em 1979 mudou-se para o Grêmio e confirmou a veia goleadora, tendo sido o artilheiro do campeonato gaúcho em 1980 (28 golos) e 1981 (20). Coletivamente sagrou-se bicampeão gaúcho (1979 e 1980) e campeão brasileiro em 1981. Durante essa fase declarou-se Atleta de Cristo, tendo ficado conhecido pelos adeptos gremistas como “o Artilheiro de Deus”. Paralelamente, durante o tempo passado em Porto Alegre somou as primeiras três de um total de seis internacionalizações que averbou pela seleção principal canarinha.
 
   
 
Ainda no Brasil, seguiram-se passagens por Palmeiras, Flamengo e Botafogo, tendo conquistado o campeonato brasileiro ao serviço do mengão em 1983.
 
    
 
Em 1985 transferiu-se para Espanha, onde começou pelo Celta de Vigo. Após três anos na Galiza saltou para o Atlético Madrid e logo na primeira época no Vicente Calderón, em 1988-89, sagrou-se melhor marcador do campeonato espanhol, com 36 golos – batendo a concorrência de vultos como Hugo Sánchez (Real Madrid, 27 golos) e Julio Salinas (Barcelona, 20).
 
 
No final dessa temporada voltou à seleção brasileira após oito anos de ausência para vencer a Copa América.
 
 
Na época seguinte não manteve a cadência, fechando a liga com 18 golos, um número à primeira vista bastante satisfatório, mas que desapontou os mal-habituados dirigentes e adeptos colchoneros. A chegada do alemão Bernd Schuster, numa altura em que as vagas para estrangeiros eram limitadas, conduziram-no à porta de saída.
 
“Rescindi o acordo com o Atlético Madrid e o Futre disse-me que o FC Porto tinha um lugar para estrangeiro, pois vendera o Branco. Contou-me maravilhas do clube, conversei com o senhor Pinto da Costa e decidi aceitar o desafio”, contou ao Maisfutebol em setembro de 2013.
 
No entanto, Baltazar chegou às Antas já com a temporada 1990-91 a decorrer, teve problemas de adaptação e nunca conseguiu vingar perante a solidez da dupla atacante composta por Domingos e Kostadinov. Por isso, não foi além de 23 encontros oficiais (seis a titular) e apenas três golos.
 
“Para começar cheguei numa fase adiantada da época. O grupo estava formado e eu tive dificuldades em arranjar o meu espaço. Basta dizer que os titulares eram o Kostadinov, mais rápido do que o vento, e um geniozinho chamado Domingos. A bola colava nos pés dele. (…) O Madjer ainda jogava e depois havia um atacante francês [Stéphane Paille] que era muito próximo do treinador Artur Jorge. Eu não gosto de dizer mal de ninguém, mas o técnico nunca fez nada para me integrar. Era um homem diferente. O Artur Jorge era distante, sisudo, muito rigoroso. Um disciplinador. Não quero exagerar, mas acho que nunca falou comigo. Isso também contribuiu para o meu desconforto”, lembrou.
 
Depois dessa passagem por Portugal representou ainda os franceses do Rennes antes de voltar ao Brasil para vestir a camisola do Goiás, tendo pendurado as botas em 1996, aos 37 anos, quando defendia as cores dos japoneses do Kyoto Sanga.
 
 
Após encerrar a carreira tornou-se agente de futebolistas e pastor da Missão Atletas de Cristo.



 




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