O avançado do Benim que marcou pelo Vitória FC à Sampdoria. Quem se lembra de Tchomogo?
Tchomogo representou os dois Vitórias e o Portimonense
Uma das descobertas francófonas que
Luís
Norton de Matos levou para o Vitória
de Setúbal no verão de 2005. Acabou por ficar só meia época no Bonfim,
rescindindo na sequência de salários em atraso, mas deixou boa imagem, tendo
apontado um golaço à Sampdoria
para a Taça
UEFA.
Avançado móvel nascido a 7 de
janeiro de 1978 em Bohicon, no Benim, começou a jogar futebol num clube local,
o ASPAC, que o catapultou para a seleção principal do seu país e de onde saltou
para o futebol europeu, mais precisamente para o Grenoble, do quarto escalão
francês. Também em França vestiu a
camisola do Valence antes de dar o salto para um clube da Ligue
1, o Guingamp, em agosto de 2003. Não evitou a despromoção, mas atuou em 13
jogos no primeiro
escalão e apontou um golo, ao Montpellier. Pelo meio ajudou o Benim a
qualificar-se pela primeira vez para a Taça das Nações Africanas, em 2004,
tendo cumprido os 90 minutos em todos os jogos da fase de grupos – derrotas às
mãos de África
do Sul (0-2), Marrocos
(0-4) e Nigéria
(1-2).
Após uma passagem pelo Amiens, da
Ligue 2, rumou ao Vitória
de Setúbal, que tinha acabado de vencer a Taça
de Portugal e conseguir o apuramento para a Taça
UEFA. Tchomogo não demorou a conquistar um lugar no onze sadino, tendo
atuado em 18 encontros (16 a titular) e marcado um golo (o tal à Sampdoria)
na meia época que passou no Bonfim.
O drama dos salários em atraso
levou-o a rescindir e a assinar pelo Baniyas, dos Emirados Árabes Unidos, uma
aventura que não lhe correu particularmente bem. No verão de 2006 regressou a
Portugal, desta vez para jogar no Vitória
de Guimarães, então orientado por… Norton
de Matos. Curiosamente, esteve a primeira metade da época sem jogar, estreando-se
em janeiro de 2007, já com Manuel
Cajuda, tendo acabado a temporada com onze partidas (dez como titular),
ajudando os vimaranenses
a alcançar a promoção à I
Liga.
Após um período sem clube,
assinou pelo Portimonense,
então na II
Liga, em novembro de 2007. Mais uma vez foi um assíduo titular, tendo
atuado em 14 jogos (11 no onze inicial) até ao final da época. Pelo meio ajudou
o Benim a apurar-se novamente para uma edição da Taça das Nações Africanas, a
de 2008, tendo apontado dois golos decisivos numa vitória sobre a Serra Leoa na
última jornada da fase de qualificação e participado em dois encontros na fase
final – derrotas às mãos de Mali
(0-1) e Costa
do Marfim (1-4).
No verão de 2008 regressou a
França para vestir a camisola do Chambéry, voltar ao Valence depois de uma
curta passagem pelo Qatar e encerrar a carreira no Montélimar, aos 35 anos.
Após pendurar as botas tornou-se
treinador. Começou como adjunto da seleção do Benim e como técnico de avançados
do Montélimar, entre 2013 e 2017 teve duas aventuras como selecionador do seu
país e desde 2020 que está vinculado aos quadros do Chamois Niortais.
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