segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Hoje faz anos o problemático internacional italiano que foi flop no FC Porto. Quem se lembra de Osvaldo?

Osvaldo marcou um golo em 12 jogos pelo FC Porto
Currículo não lhe faltava: era internacional A pela Itália e tinha jogado em clubes importantes como AS Roma, Juventus, Inter de Milão e Boca Juniors. Tinha tudo para ser, em 2015-16, um reforço de peso para um FC Porto que tinha acabado de Jackson Martínez. Mas este avançado ítalo-argentino, com fama de problemático, foi uma total desilusão no Dragão.
 
Apenas apontou um golo em 12 partidas pelos azuis e bancos, despedindo-se ainda a meio da época, após ter visto um cartão vermelho direto numa partida diante do União da Madeira. “À minha maneira”, como cantam os Xutos & Pontapés, ou “I did it my way”, como entoava Frank Sinatra. Por falar em canções, Dani Osvaldo decidiu retirar-se do futebol pouco mais de meio ano após ter deixado o FC Porto, aos 30 anos, para se dedicar à carreira… musical.
 
 
 
Apenas uma excentricidade na vida de um cidadão nascido a 12 de janeiro de 1986 em Lanús, na Argentina, mas que obteve a nacionalidade italiana por ser bisneto de um italiano natural da região de Marcas, localizada no centro do país, que emigrou para a Argentina durante o século XIX.
 
Essa valência no passaporte permitiu-lhe mudar-se para a Atalanta no início de 2006, após ter brilhado ao serviço do Huracán no campeonato argentino em 2005.
 
 
Após ter contribuído de forma muito discreta para a subida do emblema de Bérgamo à Serie A, rumou ao Lecce, então na Serie B, num acordo em regime de copropriedade, muito habitual entre emblemas transalpinos.
 
 
Após oito golos em pouco mais de 30 jogos pelos giallorossi, a Atalanta recuperou a totalidade do seu passe e transferiu-o para a Fiorentina por 4,6 milhões de euros durante o verão de 2007.
 
 
Em Florença começou a ganhar a fama de problemático. Em março de 2008, após ter marcado já em tempo de compensação o golo de uma vitória sobre a rival Juventus (3-2), foi expulso devido aos festejos, por ter tirado a camisola e simulado disparar sobre os próprios adeptos, de forma semelhante à de um antigo avançado argentino que havia brilhado nos viola, Gabriel Batistuta.
 
 
Dois meses depois, diante do Torino, apontou um golo espetacular, num pontapé de bicicleta.
 
 
 
Paralelamente, tornou-se internacional sub-21 por Itália, tendo apontado o golo solitário da squadra azzurra na vitória sobre o Chile na final do Torneio de Toulon em 2008.
 
 
Em janeiro de 2009 rumou ao Bolonha e um ano depois mudou-se para o Espanyol, tendo conseguido encontrar alguma estabilidade e regularidade na Catalunha, com 22 golos em 47 jogos ao longo de época e meia.
 
 
Atenta à evolução de Osvaldo, a AS Roma contratou-o por 15 milhões de euros no verão de 2011 e o ítalo-argentino correspondeu com golos: 28 em 57 partidas no espaço de dois anos.
 
 
Os bons desempenhos conduziram-no à seleção principal de Itália em outubro de 2011, quando alcançou a primeira de 14 internacionalizações.
 
  
 
Paralelamente, foi somando casos que lhe custaram caro: deu um soco na cara do companheiro de equipa Erik Lamela após ter ficado irritado por não lhe ter sido passada a bola num jogo com a Udinese em novembro de 2011, foi expulso num encontro da seleção devido a uma cotovelada num jogador dinamarquês e gritou com o treinador Aurelio Andreazzoli após a derrota com a Lazio na final da Taça de Itália em 2013.
 
Em agosto de 2013 transferiu-se para os ingleses do Southampton, clube no qual reencontrou o treinador Mauricio Pochettino, que o havia orientado no Espanyol. Se as suas performances ficaram aquém do esperado (13 jogos/três golos), no que toca a polémicas continuou igual a si próprio: recebeu três jogos de castigo e uma multa 40 mil libras por se ter envolvido numa confusão na linha lateral num jogo com o Newcastle e foi suspenso por duas semanas pelo próprio clube na sequência de uma altercação com o companheiro de equipa José Fonte durante um treino.
 
 
Com dificuldades para se adaptar ao futebol inglês, voltou a Itália para ser emprestado à Juventus no primeiro semestre de 2014, ajudando a vecchia signora a sagrar-se campeã nacional e a atingir as meias-finais da Liga Europa com três remates certeiros em 18 encontros.
 
 
Em 2014-15 começou por ser emprestado ao Inter de Milão, mas foi suspenso pelo próprio clube por não ter comparecido aos treinos durante dois dias e não ter dado qualquer justificação.
 
 
Antes, havia sido ostracizado por grande parte do plantel após um desentendimento com Mauro Icardi.
 
 
Dentro de campo até esteve em bom plano, faturando por sete vezes em 19 partidas, mas a sua permanência no plantel tornou-se insustentável. A solução encontrada para a segunda metade da temporada foi mais uma cedência, desta feita ao Boca Juniors, naquela que foi a concretização de um sonho antigo, tendo apontado seis golos em 14 jogos pelo gigante de Buenos Aires.
 
No verão de 2015 rescindiu com o Southampton e assinou a custo zero pelo FC Porto. Após a passagem negativa pelo Dragão, voltou ao Boca Juniors em janeiro de 2016, mas rescindiu ao fim de quatro meses após o treinador Guillermo Barros Schelotto o ter apanhado a fumar no balneário.
 
 
Depois de ter chegado a anunciar o fim da carreira e de ter estado três anos e meio afastado dos relvados, voltou a jogar futebol com a camisola do Banfield, no campeonato argentino, durante o primeiro semestre de 2020. Depois retirou-se definitivamente, aos 34 anos.
 
Após um divórcio e uma relação conturbada com a atriz argentina Jimena Barón, Dani Osvaldo revelou estar a sofrer uma depressão, o que o levou a refugiar-se em álcool e drogas. 



 
 
 




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