Nascido a 11 de dezembro de 1984 numa
clínica no Bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, Carlos Alberto fez a
formação no Fluminense,
clube no qual ganhou a alcunha de “feijão”, devido ao facto de adorar a comida
típica brasileira. Em 2002 subiu à equipa principal
do tricolor
carioca, tendo conquistado o título estadual logo nos primeiros meses.
No ano seguinte deu continuidade ao seu desenvolvimento, tendo sido convocado
para jogar a Gold Cup pela seleção
do Brasil, que se apresentou com uma seleção de sub-23 e foi finalista
vencida. Em janeiro de 2004 entrou no futebol
europeu pela porta do FC
Porto de José Mourinho, por 2,5 milhões de euros. Numa altura em que os dragões
lideravam a I
Liga com alguma margem pontual sobre Sporting
e Benfica,
Carlos Alberto foi pouco impactante para a conquista do campeonato, tendo sido
titular somente uma vez em 12 jogos disputados, encontrando pouco espaço no
4x3x3 do técnico
setubalense para consumo interno.
Mas o momento alto ficou guardado
para a final,
diante do Mónaco, na cidade alemã de Gelsenkirchen, quando Carlos Alberto
inaugurou o marcador no final da primeira parte, num remate à meia volta na
ressaca de um cruzamento de Paulo Ferreira – no segundo tempo Deco e
Alenichev completaram o triunfo azul e branco (3-0). É, ainda hoje, o terceiro
jogador mais jovem a marcar no jogo decisivo da Champions,
aos 19 anos e 167 dias – apenas é superado por Patrick Kluivert (18 anos e 327
dias) e Senny Mayulu (19 anos e 14 dias).
Depois Mourinho
saiu para o Chelsea,
a equipa campeã europeia ficou desfeita e o nível exibicional de Carlos Alberto
ficou quase sempre aquém do esperado. Ainda venceu uma Supertaça
Cândido de Oliveira e uma Taça
Intercontinental pelo FC
Porto e marcou um golo ao Sporting
numa vitória no Dragão,
mas acabou por voltar ao Brasil em janeiro de 2005, numa transferência para o Corinthians
que rendeu dez milhões de euros aos cofres portistas.
Por essa altura, estava em rota de colisão com o treinador Victor Fernández, acusando-o
de não gostar de jogadores brasileiros.
No timão,
fez parte de uma equipa recheada de craques, como os argentinos Carlos Tévez e
Javier Mascherano, graças a uma parceria com a empresa Media Sports Investment
(MSI), detida por um grupo de investidores britânicos e russos e que era
representada no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian. Em 2005 os corintianos
venceram o campeonato brasileiro e Carlos Alberto assinou algumas boas
exibições, o que lhe valeu uma chamada à seleção
principal do Brasil no final de abril, num jogo contra Guatemala (3-0) que
marcou a despedida de Romário
do escrete. Entretanto, o atacante caiu de
produção e teve problemas com o treinador Emerson Leão, tendo-o insultado após
ter sido substituído ainda na primeira parte num jogo diante do Lanús na Copa
Sul-Americana, em outubro de 2006. Foi o último encontro que disputou pelo clube
paulista.
No início de 2007 voltou ao Fluminense,
por empréstimo. Embora tivesse vencido a Copa do Brasil nesse ano, não
correspondeu às expetativas, sofreu várias lesões e foi alvo de críticas por,
alegadamente, estar acima do peso ideal. Por isso, em julho voltou ao futebol
europeu para reforçar o Werder
Bremen, que pagaram 7,8 milhões de euros pelo seu passe… à MSI, detentora
dos direitos económicos do atleta.
Porém, também na Alemanha não foi
feliz. Envolveu-se numa briga com o companheiro de equipa Boubacar Sanogo e foi
suspenso pela direção do clube, não indo além de cinco encontros pelo emblema
germânico. Continuou contratualmente ligado
ao Bremen
até ao verão de 2010, mas esteve sucessivamente emprestado a clubes
brasileiros. Começou pelo São
Paulo nos primeiros meses de 2008, mas foi afastado do plantel após desacatos
com o companheiro de equipa Fábio Santos. Seguiu-se o Botafogo,
clube do qual o pai era adepto, tendo até somado boas atuações, sobretudo na
Copa Sul-Americana, mas deixou o fogão
antes do final do contrato devido a salários em atraso. Já em 2009 e no
primeiro semestre de 2010 foi cedido ao Vasco
da Gama, brilhando na caminhada que culminou na conquista do título da
Série B.
Enquanto andava de empréstimo em
empréstimo, Mourinho
referiu-se a ele numa conferência de imprensa, enquanto orientava o Inter
de Milão, quando lhe perguntaram se tinha convivido com jovens jogadores
como Mario
Balotelli anteriormente. “Treinei um jogador que é ainda hoje o mais jovem
da história a marcar numa final da Liga
dos Campeões. Tinha 18 anos em 2004, agora deve estar com 23. Não sei onde
joga hoje. Sei que ganhou a Champions
em 2004, em 2005 foi para o Corinthians,
em 2006 para o Werder
Bremen, em 2007 voltou ao Corinthians
e em 2008 esteve no Flamengo
ou no Fluminense.
É um jogador espetacular, absolutamente espetacular, mas não sei onde joga
hoje. É significativo”, afirmou o português, com várias imprecisões pelo meio.
Após ter rescindido com o Werder
Bremen, Carlos Alberto assinou a título definitivo pelo Vasco,
mas voltou a cair de produção, o que lhe escancarou a porta de saída. Esteve emprestado
ao Grêmio
durante cerca de dois meses e meio no início de 2011, mas saiu na sequência de
maus comportamentos. Depois foi cedido ao Bahia, em mais uma aventura que
terminou abruptamente devido às muitas lesões e aos maus desempenhos. Ainda regressou ao Vasco
e até apresentou alguns sinais de retoma, mas acabou dispensado em julho de
2013. Entretanto esteve suspenso após ter testado positivo num controlo
antidoping e teve passagens discretas e conturbadas por Goiás,
Botafogo,
Figueirense,
Atlético
Paranaense e Boavista do Rio de Janeiro antes de anunciar o fim da carreira
em junho de 2019, aos 34 anos.
Entretanto tornou-se comentador
televisivo, tendo já trabalhado para Fox Sports Brasil, SBT, Rede
Bandeirantes e Band Rio.
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