sexta-feira, 24 de abril de 2026

Hoje faz anos o conceituado central belga que não foi feliz no Benfica. Quem se lembra de Vertonghen?

Vertonghen somou 89 jogos e um golo de águia ao peito de 2020 a 2022
Foi um dos bons centrais da sua geração, peça-chave do Tottenham vice-campeão europeu em 2018-19 e titularíssimo na geração de ouro da Bélgica que alcançou o terceiro lugar no Mundial 2018. No ocaso da carreira representou o Benfica, de onde saiu quando percebeu que ia ser suplente de António Silva.
 
Jan Vertonghen nasceu a 24 de abril de 1987, em Sint-Niklaas, na Bélgica, e cedo se destacou pela inteligência tática, capacidade de passe e versatilidade, podendo atuar tanto no centro como no lado esquerdo da defesa.
 
Iniciou a formação no VK Tielrode e passou ainda pelo Germinal Beerschot antes de se mudar para a prestigiada academia do Ajax em 2003. Foi precisamente no emblema de Amesterdão que se afirmou como futebolista profissional, estreando-se na equipa principal em 2006. Durante a sua passagem pelo clube tornou-se capitão e conquistou dois campeonatos (2010-11 e 2011-12) e duas taças (2006-07 e 2009-10). Em 2012 foi distinguido como Futebolista do Ano nos Países Baixos.
 
 
Nesse mesmo ano, transferiu-se para o Tottenham, tendo vivido nos spurs o auge da carreira, até 2000. Em oito anos no norte de Londres formou uma dupla sólida com o compatriota Toby Alderweireld, com quem já tinha jogado no Ajax e na seleção, foi finalista vencido da Liga dos Campeões em 2018-19 e da Taça da Liga inglesa em 2014-15 e vice-campeão inglês em 2016-17. Embora não tenha conquistado qualquer troféu coletivo, individualmente foi distinguido na Premier League com o prémio de melhor jogador do mês em março de 2013 e escolhido para a equipa ideal da temporada em 2012-13 e 2017-18.
 
 
No verão de 2020 terminou contrato com os londrinos e assinou pelo Benfica, numa altura em que já tinha 33 anos. Às ordens de Jorge Jesus, começou por formar dupla com Nico Otamendi no eixo defensivo encarnado e por marcar um autogolo na estreia, diante dos gregos do PAOK, nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.
 
Manteve a titularidade durante dois anos, tendo sido finalista vencido da Taça de Portugal em 2020-21 e da Taça da Liga em 2021-22, mas a chegada de Roger Schmidt e a ascensão de António Silva no início da temporada 2022-23 – na qual ainda atuou um minuto, o que lhe valeu o estatuto de campeão nacional – levou-o a deixar a Luz, ao fim de 89 jogos e um golo, e a regressar à Bélgica para representar o Anderlecht, clube ao serviço do qual viria a encerrar a carreira em 2025.
 
“Cheguei ao Benfica durante o período da pandemia de Covid-19 e demorou um pouco até que tudo voltasse ao normal. Não foi a melhor fase do Benfica, mas fiquei com um sentimento positivo, tanto em relação ao clube como à cidade de Lisboa”, afirmou ao Ajax Showtime em novembro de 2025. Dois anos antes, teceu rasgados elogios a Jesus no podcast Final Cut: “Nunca tive um treinador como ele. Uau!”
 
 
Paralelamente, em termos internacionais foi uma peça-chave da seleção belga, integrando a chamada geração dourada ao lado de nomes como Eden Hazard e Kevin De Bruyne. Participou em três Mundiais (2014, 2018 e 2022) e noutros tantos Europeus (2016, 2020 e 2024), com destaque para a participação no Campeonato do Mundo disputado na Rússia, em 2018, no qual os diables rouges alcançaram o terceiro lugar.
 
 



 
 




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