Jan Vertonghen nasceu a 24 de
abril de 1987, em Sint-Niklaas, na Bélgica, e cedo se destacou pela
inteligência tática, capacidade de passe e versatilidade, podendo atuar tanto no
centro como no lado esquerdo da defesa. Iniciou a formação no VK Tielrode
e passou ainda pelo Germinal Beerschot antes de se mudar para a prestigiada
academia do Ajax
em 2003. Foi precisamente no emblema
de Amesterdão que se afirmou como futebolista profissional, estreando-se na
equipa principal em 2006. Durante a sua passagem pelo clube tornou-se capitão e
conquistou dois campeonatos (2010-11 e 2011-12) e duas taças (2006-07 e
2009-10). Em 2012 foi distinguido como Futebolista do Ano nos Países Baixos.
Nesse mesmo ano, transferiu-se
para o Tottenham,
tendo vivido nos spurs
o auge da carreira, até 2000. Em oito anos no norte de Londres formou uma dupla
sólida com o compatriota Toby Alderweireld, com quem já tinha jogado no Ajax
e na seleção,
foi finalista vencido da Liga
dos Campeões em 2018-19 e da Taça da Liga inglesa em 2014-15 e vice-campeão
inglês em 2016-17. Embora não tenha conquistado qualquer troféu coletivo,
individualmente foi distinguido na Premier
League com o prémio de melhor jogador do mês em março de 2013 e escolhido
para a equipa ideal da temporada em 2012-13 e 2017-18.
No verão de 2020 terminou
contrato com os londrinos
e assinou pelo Benfica,
numa altura em que já tinha 33 anos. Às ordens de Jorge
Jesus, começou por formar dupla com Nico Otamendi no eixo defensivo
encarnado e por marcar um autogolo na estreia, diante dos gregos do PAOK, nas
pré-eliminatórias da Liga
dos Campeões. Manteve a titularidade durante
dois anos, tendo sido finalista vencido da Taça
de Portugal em 2020-21 e da Taça
da Liga em 2021-22, mas a chegada de Roger
Schmidt e a ascensão de António Silva no início da temporada 2022-23 – na qual
ainda atuou um minuto, o que lhe valeu o estatuto de campeão nacional – levou-o
a deixar a Luz,
ao fim de 89 jogos e um golo, e a regressar à Bélgica para representar o
Anderlecht, clube ao serviço do qual viria a encerrar a carreira em 2025. “Cheguei ao Benfica
durante o período da pandemia de Covid-19 e demorou um pouco até que tudo
voltasse ao normal. Não foi a melhor fase do Benfica,
mas fiquei com um sentimento positivo, tanto em relação ao clube como à cidade
de Lisboa”, afirmou ao Ajax Showtime em novembro de 2025. Dois anos
antes, teceu rasgados elogios a Jesus
no podcast Final Cut: “Nunca tive um treinador como ele. Uau!”
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