Hoje faz anos uma das torres gémeas do Santos e flop do Benfica. Quem se lembra de André Luís?
André Luís brilhou no Santos antes de chegar ao Benfica
Chegou a ser uma grande promessa
do futebol brasileiro. Internacional jovem canarinho, formou com Alex uma dupla
de centrais campeã pelo Santos
em 2002 que ficou conhecida como as “Torres Gémeas”. Venceu novamente o
Brasileirão em 2004, mas logo a seguir falhou a missão de vingar no Benfica,
não indo além de dois jogos em meia época. Mas… foi campeão.
Nascido a 31 de julho de 1979 em
Porto Alegre, mas criado em Bagé, fez quase toda a formação no clube local, o
Guarany, mas em 2000 mudou-se para o Santos.
No mesmo ano representou a seleção olímpica brasileira que disputou os Jogos de
Sydney, mas não foi utilizado no torneio. Em 2001 foi emprestado ao Fluminense,
ajudando o tricolor
carioca a atingir as meias-finais no Brasileirão, tendo voltado ao Santos
no ano seguinte para se afirmar em definitivo. Ao lado de Alex no centro da
defesa e com a companhia de jovens craques como Diego,
Robinho ou Elano e de outros jogadores que viriam a representar o Benfica
como Léo ou Paulo Almeida, sagrou-se campeão brasileiro em 2002, na última
edição em que o campeonato foi disputado por eliminatórias. Dois anos depois voltou a
sagrar-se campeão, desta feita já com o Brasileirão num sistema de pontos
corridos, e pelo meio ajudou o peixe
a atingir em 2003 a primeira final da Libertadores
desde os tempos de Pelé.
Na viragem de 2004 para 2005
terminou contrato com o Santos
e assinou pelo Benfica,
apesar de também ser pretendido pelo Atlético
Madrid, mas não se conseguiu impor numa equipa que tinha Luisão e Ricardo
Rocha como habituais titulares no centro da defesa e Alcides
como suplente preferencial para Giovanni
Trapattoni. Ainda assim, foi utilizado num jogo da antepenúltima jornada do
campeonato, uma
derrota em Penafiel (0-1), o que fez com que pudesse ser considerado
campeão nacional dessa época. Também atuou noutra partida, um triunfo sobre o Estrela
da Amadora na Reboleira que valeu o apuramento para a final da Taça
de Portugal, tendo até feito uma assistência para Nuno Gomes. Na temporada seguinte foi emprestado
ao Marselha
e até se foi conseguindo impor durante alguns meses, acabando 2005-06 com mais
de 20 jogos disputados em todas as competições. No verão de 2006 reentrou no
Brasil pela porta do Cruzeiro,
que comprou 40% do passe de André Luís por 350 mil euros, mas não vingou em
Belo Horizonte, também por culpa de uma suspensão por agredir um jogador do
América Mineiro e dar uma cabeçada ao árbitro de um jogo com o Ipatinga.
Em 2008 vestiu a camisola do Botafogo
e parecia estar a relançar a carreira com uma titularidade consistente, golos e
boas exibições, aproveitando a ausência de Alexis Ferrero. No entanto, num jogo
diante do Náutico
foi expulso, pontapeou uma garrafa que terá acertado em adeptos, mostrou o dedo
do meio à torcida adversária e sentou-se no banco de suplentes, o que é ilegal
após uma expulsão. No seguimento dessas atitudes, foi repreendido por uma agente
policial, que o tentou acompanhar até ao balneário e em seguida dar ordem de
prisão. O jogador fugiu, voltando para o interior do relvado, tendo sido
perseguido por agentes até ser detido. Já na esquadra, chegou a acordo para ser
libertado sob a condição de doar 25 salários mínimos ao o Hospital de Câncer de
Pernambuco.
Cinco meses depois, num jogo da
Copa Sul-Americana frente ao Estudiantes,
mostrou-se inconformado ao ver o segundo cartão amarelo, após envolver-se numa
confusão com jogadores argentinos, tirou o cartão do árbitro e exibiu-o ao juiz
antes de ser expulso.
Ainda se sagrou campeão
brasileiro pelo Fluminense
em 2010, mas não conseguiu sair da espiral negativa em que havia entrado, tendo
passado sem sucesso por vários clubes antes de pendurar as botas em 2019, aos
40 anos.
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