domingo, 14 de fevereiro de 2021

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Carcavelinhos na I Divisão

Carcavelinhos participou por cinco vezes na I Divisão
Fundado a 14 de fevereiro de 1912, o Carcavelinhos Football Club foi um dos principais clubes portugueses durante as primeiras décadas de futebol no país, tendo vencido o Campeonato de Portugal em 1927-28, a II Divisão em 1934-35 e 1938-39 e participado por cinco vezes na I Divisão.
 
Embora o nome possa remeter para Carcavelos, o Carcavelinhos pouco ou nada está relacionado com essa localidade da Linha de Cascais, uma vez que sempre foi sediado no bairro lisboeta de Alcântara.
 
Em termos de I Divisão o emblema alcantarense alcançou a melhor classificação da sua história em 1937-38, quando obteve um brilhante 4.º lugar, ficando apenas as três dos denominados três grandes.
 
Com o intuito de dotar a zona ocidental de Lisboa de um emblema de maior dimensão, em 1942 os sócios do Carcavelinhos concordaram extinguir o clube para fundi-lo com o União de Lisboa e assim formar o Atlético Clube de Portugal.
 
Vale por isso a pena recordar os dez futebolistas com mais jogos pelo Carcavelinhos na I Divisão.
  
 

10. França (31 Jogos)

Médio proveniente do União de Coimbra, reforçou o Carcavelinhos no início da temporada 1937-38 e logo nessa época contribuiu ativamente para a obtenção do quarto lugar na I Divisão, ao atuar em onze jogos e apontar dois golos, diante de Académico do Porto e Barreirense.
A honrosa classificação não garantiu a participação no campeonato seguinte, pelo que Francisco França ajudou o emblema de Alcântara a sagrar-se campeão nacional da II Divisão em 1938-39.
Na temporada que se seguiu participou em mais 14 jogos no primeiro escalão e em 1941-42 amealhou mais seis.
Após a fusão com o União de Lisboa transferiu-se para o Estoril e depois voltou ao União de Coimbra.
Haveria de falecer em junho de 1974, aos 58 anos.
 
 

9. Baptista (35 Jogos)

Baptista
Defesa central que iniciou o seu trajeto como futebolista no Paço de Arcos, reforçou o Carcavelinhos em 1939-40, época em que atuou em 18 partidas na I Divisão.
Na temporada seguinte jogou no segundo escalão, mas em 1941-42 voltou à elite do futebol português para disputar mais 17 jogos.
Entretanto deu-se a fusão com o União de Lisboa e Baptista acabou por transitar para o Atlético, onde prosseguiu carreira até 1952.
Jogador duro, voluntarioso e de grande utilidade, ficou conhecido por “Back da Morte” devido ao estilo impetuoso e foi chamado várias vezes para representar a seleção de Lisboa. Depois do Atlético, representou ainda Peniche, Águias de Vila Franca e Tramagal, tendo acumulado nestes clubes a função de treinador.
Também na Tapadinha treinou equipas da formação, foi adjunto de Josef Szabo e chegou a assumir o comando técnico por várias vezes, quase sempre como bombeiro de serviço em períodos difíceis.
Em abril de 1954 teve direito a uma festa de homenagem que juntou antigos companheiros, Benfica, Sporting, Belenenses e Oriental.
Haveria de falecer em dezembro de 2008, aos 92 anos.
 
 

8. Joaquim Oliveira e Silva (37 Jogos)

Avançado que esteve ligado Carcavelinhos entre 1933 e 1938, contribuiu para a obtenção do segundo lugar no Campeonato de Lisboa logo na época de estreia.
Em 1934-35 sagrou-se campeão nacional da II Divisão e na temporada que se seguiu estreou-se no primeiro escalão, tendo participado em nove jogos e apontado dois golos, diante de Sporting e Benfica.
Em 1936-37 esteve ainda mais em evidência, ao disputar as 14 jornadas do campeonato e faturar por três vezes, diante de Belenenses, Leixões e Académica.
Na derradeira temporada na Tapadinha voltou a estar presente nos 14 encontros da I Divisão e marcou um golo ao Académico do Porto, ajudando os alcantarenses a alcançarem um honroso quarto lugar.
 
 

6. Jesus (39 Jogos)

Avançado importante nas duas últimas presenças do Carcavelinhos na I Divisão, é um dos melhores marcadores de sempre do clube no primeiro escalão, com 13 golos, os mesmos de Carlos Pratas.
Em 1939-40 disputou 17 jogos e apontou cinco golos, diante de Académico do Porto, Leixões (três) e Académica.
Duas épocas depois atuou em 22 partidas e somou oito remates certeiros, apontados frente a Unidos de Lisboa, FC Porto, Académico do Porto (três), Olhanense, Belenenses e Leça.

Jesus

  

6. Madueño (39 Jogos)

Considerado um dos melhores guarda-redes portugueses da década de 1930, sagrou-se campeão nacional da II Divisão em 1934-35.
Nas três temporadas seguintes atuou na I Divisão, patamar competitivo em que totalizou 39 jogos e 93 golos sofridos, tendo contribuído para a obtenção do histórico quarto lugar em 1937-38.
Quando defendia as redes do emblema de Alcântara foi convocado à seleção nacional AA, tendo sido suplente num encontro de qualificação para o Mundial 1938 frente à Suíça, a 1 de maio de 1938.
Em 1938-39 mudou-se para a CUF Lisboa e mais tarde representou o Torreense.

Madueño

 

5. José Lopes (41 Jogos)

José Lopes
Defesa central/médio natural de Meia Via, Torres Novas, estreou-se pela equipa principal em 1937-38, quando disputou sete jogos na I Divisão e contribuiu para a obtenção do quarto lugar no campeonato.
Na época seguinte sagrou-se campeão nacional da II Divisão e em 1939-40 participou em 17 partidas e apontou quatro golos, frente a Benfica, Académica, Barreirense e Sporting.
Na temporada que se seguiu esteve ao serviço do Esperança de Lagos, mas em 1941-42 voltou à Tapadinha para atuar em 17 encontros e faturar por seis vezes, diante de Unidos de Lisboa, Académica, Olhanense, FC Porto, Belenenses, Académico do Porto e Sporting.
Depois transitou para o Atlético, ficando em Alcântara até 1951, tendo feito parte da campanha que culminou na obtenção do terceiro lugar em 1943-44 e contribuído para as caminhadas até às finais da Taça de Portugal em 1945-46 e 1948-49. Paralelamente, entrou para a história do Estádio da Tapadinha ao marcar o primeiro golo do recinto, ainda que na própria baliza, em setembro de 1945.
Em 1951 deixou o emblema lisboeta para rumar ao União de Montemor, então na II Divisão.
Haveria de falecer em 1980.
 
 

4. Quirino (46 jogos)

Um dos jogadores mais emblemáticos do Carcavelinhos na década de 1930, estreou-se pela equipa principal em 1930-31, tendo ficado em segundo lugar no Campeonato de Lisboa em 1933-34 e conquistado o título nacional da II Divisão na época seguinte.
Nas três épocas que se seguiram, este avançado nascido na rua de Cascalheira, em Alcântara, amealhou um total de 27 jogos e cinco golos (frente a Académica em 1935-36, Sporting na temporada seguinte e FC Porto, Académica e Benfica em 1937-38) na I Divisão, tendo contribuído para a obtenção do quarto lugar no campeonato em 1937-38.
Em 1938-39 sagrou-se campeão nacional da II Divisão e na época que seguiu participou em 17 partidas e somou três remates certeiros no primeiro escalão, diante de Vitória de Setúbal e Leixões (dois).
Por último, em 1941-42 esteve em dois encontros na I Divisão.
Embora fosse muito cobiçado, este também praticante de ping-pong, andebol e ginástica acabou por nunca deixar a Tapadinha para rumar a outras paragens.
 
Joaquim Quirino

 

3. Victoriano (48 jogos)

Médio que esteve ligado ao Carcavelinhos entre 1935 e 1942, esteve em todas as cinco presenças do clube na I Divisão.
Ainda assim, nem sempre foi propriamente uma primeira opção, tanto que apenas disputou em 16 jogos em 42 possíveis nas três primeiras épocas, tendo contribuído para a obtenção do histórico quarto lugar em 1937-38, temporada na qual marcou um golo ao Barreirense.
Em 1938-39 sagrou-se campeão nacional da II Divisão e na época que se seguiu foi utilizado em 18 encontros e marcou um golo ao FC Porto no campeonato.
Por fim, em 1941-42 disputou 14 partidas e marcou um golo à Académica.

Victoriano Vieira

  

2. Pratas (55 jogos)

Avançado natural de Lisboa, começou a jogar futebol no Carcavelinhos, tendo subido à equipa sénior em 1934-35, época em que se sagrou campeão nacional da II Divisão.
Na temporada seguinte, a primeira do clube no primeiro escalão, participou em dez jogos no campeonato.
Em 1936-37 disputou 14 partidas e apontou três golos, diante de Académica, FC Porto e Leixões, e na época que se seguiu contribuiu para a obtenção do quarto lugar, ao atuar em 13 encontros e somou dois remates certeiros, frente a Benfica e Académico do Porto.
Em 1938-39 sagrou-se uma vez mais campeão nacional da II Divisão, tendo explodido na temporada seguinte, ao apontar oito golos em 18 jogos. Académico do Porto (quatro), Belenenses, Barreirense, Benfica (dois) e Sporting foram as vítimas de Carlos Pratas.
Em 1940, após seis anos na Tapadinha, deu o salto para o FC Porto.
 
 
Carlos Pratas


1. Vergilésio (64 jogos)

Defesa que fez quase toda a carreira no Carcavelinhos, entrou para a equipa principal em 1934-35, sagrando-se logo nessa época campeão nacional da II Divisão.
Seguiram-se três anos consecutivos no primeiro escalão, nos quais amealhou um total de 33 partidas no campeonato, tendo contribuindo para a obtenção do histórico quarto lugar em 1937-38.
Em 1938-39 conquistou o título nacional da II Divisão, tendo na temporada seguinte disputado 18 jogos no patamar maior do futebol português.
Por último, em 1941-42, participou em 13 encontros e marcado um golo ao Académico do Porto.
Após a fundação do Atlético transferiu-se para Os Unidos de Lisboa.

Vergilésio Bernardo





 




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