terça-feira, 15 de setembro de 2026

Das duas finais aos golaços de Pirlo. Recorde todos os jogos oficiais entre Benfica e AC Milan

Benfica e AC Milan disputaram duas finais da Champions
Dois gigantes do futebol europeu, com títulos continentais nas vitrines e que inclusivamente se defrontaram em duas finais da Taça dos Campeões Europeus.
 
Benfica e AC Milan já se defrontaram por seis vezes e o histórico não é nada animador para os encarnados, que foram derrotados por quatro vezes, tendo saído com um empate em quatro ocasiões.
 
Numa altura em que as duas equipas se preparam para novo embate oficial, o primeiro para uma competição que não a Taça/Liga dos Campeões, vale a pena recordar os duelos anteriores entre ambas.
 
22 de maio de 1963 – Final da Taça dos Campeões Europeus
Bicampeão europeu em título, o Benfica chegou pelo terceiro ano consecutivo à final da Taça dos Campeões Europeus, desta vez disputada em Wembley, numa altura em que só os encarnados e o Real Madrid tinham conquistado o cetro continental.
Embora Eusébio tenha adiantado as águias de Fernando Riera aos 19 minutos, o brasileiro naturalizado italiano Altafini bisou na segunda parte (58’ e 66’) para o AC Milan e deu o título europeu à equipa orientada por Nereo Rocco e que contava ainda com jogadores como Cesare Maldini, Giovanni Trapattoni e Gianni Rivera.
 
 
 
23 de maio de 1990 – Final da Taça dos Campeões Europeus
Dois anos depois de ter perdido a final da Taça dos Campeões Europeus para o PSV em Estugarda no desempate por penáltis e 28 anos após se ter sagrado campeão europeu pela segunda e última vez, o Benfica voltou ao jogo decisivo da prova, para reeditar a final de 1962-63. Do outro lado estava um AC Milan que tinha o estatuto de detentor do título, já tinha vencido a prova por três vezes  e contava com um poderoso elenco no qual constavam nomes como Mauro Tassotti, Alessandro Costacurta, Franco Baresi, Paolo Maldini, Frank Rijkaard, Carlo Ancelotti, Ruud Gullit e Marco van Basten.
Quanto ao jogo, um Benfica muito rigoroso taticamente foi segurando o empate a zero. “Em termos táticos, fomos brilhantes. Não demos ao Milan quaisquer espaços para explorar. A defesa controlou perfeitamente Gullit e van Basten. O Milan não criou verdadeiras oportunidades. O problema é que nós também não. Falhámos na agressividade ofensiva. Mats [Magnusson] marcou 40 golos durante a época, mas contra defesas de classe mundial, como Baresi e Costacurta, foi impotente. Ao intervalo estava 0-0. O ambiente na cabina era positivo. Embora não tivéssemos entrado na defesa do Milan, os jogadores estavam contentes com o que haviam feito. Antes do jogo, o Milan era enormemente favorito, mas até agora fora tudo equilibrado. Sentíamos que era possível ganhar se conseguíssemos furar a defesa italiana. Mats não conseguia. Falei com Valdo, o nosso médio veloz, para que tentasse penetrações no meio-campo contrário. Era algo que já tínhamos treinador”, recordou o treinador benfiquista nesse encontro, Sven-Göran Eriksson, no livro autobiográfico Sven – A Minha História, publicado em 2013.
“A segunda parte começou como a primeira. Mantivemo-nos bem, mas, de repente, o nosso central Aldair saiu demasiado da sua zona. Rijkaard caiu-lhe nas costas, recebeu a bola num passe fácil e ficou apenas com o nosso guarda-redes pela frente. Não errou. Marcou para o Milan no mesmo tipo de lance que eu procurava que Valdo fizesse. Depois disso, eles fecharam a loja. Coloquei mais um avançado, Vata, mas o nosso ataque não tinha força. O Milan ganhou e o Benfica perdeu a sua quinta final da Taça dos Campeões. Ficámos terrivelmente desapontados. Após o jogo, fomos muito criticados por não termos atacado mais. Mas eu e Toni estávamos absolutamente convencidos de ter feito tudo para ganhar. Magnusson e Vata eram bons em Portugal, mas não eram Gullit e van Basten. O que me irritou foi ter estado tão perto. Não há muitos jogadores nem treinadores que tenham a oportunidade de conquistar a Taça dos Campeões. Quando essa oportunidade surge, é preciso agarrá-la. Apesar de tudo, ainda era um treinador jovem, com 42 anos. Estava certo de que um dia iria levantar o troféu”, concluiu o sueco.
 
 
 
1 de março de 1995 – 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões
Numa altura em que a Liga dos Campeões ainda estava à procura de um modelo competitivo que pudesse cimentar, a fase final foi disputada por 16 equipas distribuídas por quatro grupos, sendo que as duas primeiras de cada agrupamento se apuravam para os quartos de final.
O Benfica de Artur Jorge, primeiro do Grupo C (o mesmo de Hajduk Split, Steaua Bucareste e Anderlecht), defrontou o AC Milan de Fabio Capello, segundo do Grupo D (atrás de Ajax e à frente de Casino Salzburgo e AEK).
Na primeira-mão, em San Siro, os encarnados ainda resistiram durante pouco mais de uma hora perante uma equipa na qual alinhavam vultos como Paolo Maldini, Franco Baresi, Zvonimir Boban, Dejan Savicevic, Demetrio Albertini e, claro, Marco Simone, autor dos dois golos do encontro, aos 63 e 75 minutos.
 
 
 
15 de março de 1995 – 2.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões
Depois de uma derrota por 0-2 em San Siro na primeira-mão, o Benfica tentou virar a eliminatória na Luz, mas o AC Milan manteve sempre o jogo sob controlo, não permitindo grandes ocasiões de golo aos encarnados.
As duas principais de perigo foram remates ao poste, um para cada lado: Savicevic para os rossoneri e Isaías para as águias.
 
 
 
18 de setembro de 2007 – 1.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões
12 anos depois, os dois clubes voltaram a defrontar-se, num jogo que marcou o regresso de Rui Costa a San Siro.
O AC Milan, orientado por Carlo Ancelotti e com jogadores como Dida, Alessandro Nesta, Andrea Pirlo, Gennaro Gattuso, Kaká (Bola de Ouro nesse ano), Clarence Seedorf e Pippo Inzaghi, era o campeão europeu em título e confirmou o favoritismo ao vencer na receção ao Benfica.
Pirlo de livre direto, aos 9 minutos, e Inzaghi, aos 24, construíram o triunfo rossonero. Nuno Gomes reduziu para os encarnados, então comandados pelo espanhol José Antonio Camacho, ao cair do pano (90+2’).
 
 
 
28 de novembro de 2007 – 5.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões
Numa altura em que nenhuma equipa estava já qualificada nem arredada para os oitavos de final, o AC Milan partiu para a penúltima jornada na liderança do grupo, com nove pontos, e o Benfica na cauda do agrupamento, com três – pelo meio havia Celtic e Shakhtar, com seis cada.
Tal como em San Siro, Pirlo voltou a inaugurar o marcador, desta feita através de um grande remate de fora da área, logo aos 15 minutos. Pouco depois, Maxi Pereira empatou para os encarnados (20’).
O resultado apurou os milaneses e arredou as águias dos oitavos.
 





 
 




 

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