terça-feira, 19 de maio de 2026

Hoje faz anos um dos mais elegantes e inteligentes médios de sempre. Quem se lembra de Pirlo?

Andrea Pirlo sagrou-se campeão mundial por Itália em 2006
Tinha elegância, visão de jogo, inteligência, precisão na colocação de bola em doses industriais e a particularidade de organizar o jogo das suas equipas a partir da posição mais recuada do meio-campo. É amplamente considerado um dos melhores médios da história do futebol e deu muito a ganhar a AC Milan, Juventus e seleção italiana.
 
Nascido a 19 de maio de 1979 em Flero, na região da Lombardia, Andrea Pirlo iniciou a carreira profissional no Brescia em 1995, tendo feito a estreia na Serie A aos 16 anos e dois dias, a 21 de maio desse ano.
 

Em 1998, quando tinha apenas 19 anos, mas já dezenas de jogos nas pernas, transferiu-se para o Inter de Milão, mas não vingou. Numa equipa repleta de estrelas, não encontrou o seu lugar e chegou a ser emprestado, primeiro ao Reggina e depois ao Brescia, onde começou a jogar como regista, uma mudança decisiva para a sua carreira. Pelo meio, chegou a estar nas cogitações do Sporting, mas acabou por permanecer no seu país.
 
No verão de 2001, mudou-se para o rival AC Milan por cerca de 17 milhões de euros e afirmou-se como um dos melhores centrocampistas e um dos principais especialistas em bolas paradas do futebol mundial. A pensar o jogo dos rossoneri à frente do quarteto defensivo ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar: duas Ligas dos Campeões (2002-03 e 2006-07), dois campeonatos de Itália (2003-04 e 2010-11), duas Supertaças Europeias (2003 e 2007), um Mundial de Clubes (2007) e uma Taça de Itália (2002-03).

 
Paralelamente, não só se tornou internacional A por Itália em setembro de 2002 – após ter vencido o Campeonato da Europa de sub-21 em 2000, no qual foi melhor jogador e melhor marcador – como se sagrou campeão mundial em 2006. Durante a passagem pelo AC Milan também participou em torneios como o Europeu de sub-21 em 2002, os Jogos Olímpicos de 2004, os Europeus de 2008 e 2012, a Taça das Confederações de 2009 e o Mundial 2010.
 
No verão de 2011 terminou contrato, despedindo-se do emblema milanês após 401 jogos e 41 golos, e assinou a custo zero pela Juventus, contribuindo ativamente para a construção de um período hegemónico da vecchia signora. Em Turim foi tetracampeão italiano (2011-12 a 2014-15), venceu uma taça (2014-15) e duas supertaças (2012 e 2013) de Itália e foi finalista vencido da Liga dos Campeões em 2014-15. Em paralelo, sagrou-se vice-campeão europeu em 2012 e esteve na Taça das Confederações de 2013 e no Mundial 2014 pela squadra azzurra, tendo encerrado em 2015 um trajeto de 116 internacionalizações e 13 golos.

 
Viria a terminar a carreira nos Estados Unidos, onde representou o New York City entre 2015 e 2017.

 
Depois iniciou o percurso como treinador. Começou pela Juventus, tendo vencido a Supertaça (2020) e a Taça (2020-21) de Itália, mas falhado a conquista do campeonato. Depois comandou os turcos do Fatih Karagümrük, a Sampdoria e desde julho de 2025 o Dubai United (Emirados Árabes Unidos). 



 
 


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