Nascido a 21 de janeiro de 1990
em Santa Maria da Feira, André Martins começou a jogar futebol no Argoncilhe.
De lá saiu em 2000 para o Feirense,
que por sua vez o catapultou para o Sporting
ainda enquanto infantil, em 2002. Em fevereiro de 2006 somou a
primeira de 47 internacionalizações pelas seleções jovens e no ano seguinte
sagrou-se campeão nacional de juvenis. Já em 2007-08 e 2008-09 venceu o título
nacional de juniores. Quando transitou para sénior,
numa altura em que os verde
e brancos não tinham equipa B, este centrocampista de baixa estatura (1,69
m) foi emprestado ao Real
SC, então na II Divisão B e um destino habitual para os ex-juniores
leoninos. Como a experiência em Queluz
havia corrido bem, o Sporting
colocou-o no Belenenses,
na altura na II
Liga, mas durante a primeira metade de 2010-11 não foi além de cinco jogos
disputados, dos quais apenas um na condição de titular. Depois foi cedido ao Pinhalnovense,
da II B, mas demorou a convencer Paulo
Fonseca a conceder-lhe a titularidade, tendo passado vários jogos no banco
antes de disparar na fase final da temporada, fechando-a com dez jogos pela equipa
de Pinhal Novo. Após três empréstimos, foi
integrado no plantel principal do Sporting,
então comandando por Domingos
Paciência, em 2011-12. Necessitou de dois meses para se estrear e de quase
quatro para iniciar pela primeira vez um jogo no onze, mas foi a tempo de se
tornar numa peça importante na equipa, tendo concluído a época com 20 partidas
disputadas, nove das quais na condição de titular. Esteve no onze inicial, por
exemplo, nas duas mãos das meias-finais da Liga
Europa, diante do Athletic
Bilbau, tendo sido suplente utilizado na derrota
às mãos da Académica na final da Taça de Portugal, já com Ricardo
Sá Pinto como treinador. Os bons desempenhos valeram-lhe a conquista do
Prémio Stromp na categoria Revelação em 2012. Na época seguinte, marcada pela
pior classificação de sempre do clube na I
Liga (7.º lugar), também foi de menos a mais. Foi utilizado em 22 encontros
(metade a titular), mas foi titular nas últimas sete jornadas do campeonato,
com Jesualdo
Ferreira no comando técnico. Essa boa ponta final de temporada foi coroada
com a estreia pela seleção
nacional A, tendo entrado a sete minutos do fim de uma vitória
sobre a Croácia em Genebra a 10 de junho de 2013 (1-0). Em 2013-14, às ordens de Leonardo
Jardim, viveu a melhor época de leão ao peito, tendo atuado em 29 jogos e
apontado três golos. Formou, com William
Carvalho e Adrien
Silva, um meio-campo sólido que ajudaram os verde
e brancos a sagrarem-se vice-campeões nacionais apesar do pouco
investimento no reforço do plantel. Em agosto de 2013, somou a segunda e última
internacionalização pela seleção
A, ao entrar a cerca de um quarto de hora do fim num empate com os Países
Baixos no Algarve (1-1). Em 2014-15, com Marco
Silva no comando técnico, foi destronado por João
Mário no meio-campo leonino e não mais voltou a recuperar esse espaço,
apesar da consolação de ter vencido a Taça
de Portugal. A chegada de Jorge Jesus e a
implementação do 4x4x2 em detrimento do 4x3x3 que vigorava até então retirou-lhe
ainda mais margem de manobra, ao ponto de não ter ido além de sete partidas
oficiais em 2015-16. “Se calhar em alguns momentos acomodei-me, não fui
ambicioso o suficiente para ser um bocadinho mais. (…) Por exemplo, quando
passo a ser titular do Sporting,
se calhar devia ter sido mais ambicioso: era titular do Sporting,
tinha chegado à seleção,
mas devia ter querido mais. Podia ter pensado: ‘Agora quero ir para um clube
maior do que o Sporting,
melhor do que o Sporting
e quero chegar lá e afirmar-me’. Mas para mim aquilo passou a ser a minha
cadeira de sonho. Acomodei-me, relaxei um bocadinho e houve jogadores que
apareceram, trabalharam e brilharam mais do que eu em certas fases e isso
acabou por condicionar um bocado a minha carreira”, confessou ao Maisfutebol
em fevereiro de 2024.
Sem espaço em Alvalade,
emigrou, ao fim de 102 jogos oficiais e quatro golos de leão ao peito. Após ter
marcado presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro vestiu a camisola do
Olympiacos ao longo de dois anos, tendo vencido o campeonato grego em 2016-17.
Já entre 2018 e 2021 defendeu as
cores do Legia Varsóvia, clube pelo qual conquistou dois títulos polacos
(2019-20 e 2020-21).
Por fim, entre o início de 2022 e
meados de 2023 representou o Hapoel Beer Sheva, tendo vencido a Supertaça de
Israel em 2022-23. Depois de um ano sem clube,
decidiu terminar a carreira em 2024, aos 34 anos. Após pendurar as botas tornou-se
comentador da Sport TV.
Sem comentários:
Enviar um comentário