quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Stefan Stu: “Camisola do Benfica no Porto? Toda a gente me dizia que eu era maluco, que me iam querer bater”

Stefan Stu é campeão da APW desde 18 de outubro do ano passado
Campeão nacional da APW há quase um ano, Stefan Stu prepara-se para a sua quinta defesa de título este sábado, diante de Rafael Pedras, um velho rival e um adversário com quem protagonizou aquele que foi considerado o melhor combate do ano em 2022.
 
Em entrevista, o wrestler moldavo há duas décadas radicado em Portugal fala sobre a transformação física por que passou ao longo dos anos, o heel work que faz para gerar reações negativas nos fãs, a evolução de Rodrigues e o momento da APW e recorda os primeiros tempos no wrestling, incluindo o “horrível” primeiro combate, e comenta as palavras do primo Michael Stu, que disse que os dois são a melhor tag team de sempre em Portugal.
 
DAVID PEREIRA - És campeão nacional da APW desde 18 de outubro do ano passado, pelo que estás quase a fazer um ano enquanto detentor do título, sendo que até agora o defendeste por quatro vezes, diante de Paulinho (APW Super Impacto, a 8 de novembro), Ricky Boy (APW Dominação, 7 de fevereiro), Paulo “Knockout” Cruz (Porto Wrestlefest Revolta, 25 de abril) e Damião (APW Confronto Final, 2 de maio). Que balanço fazes deste reinado?
STEFAN STU - Acho que está a correr muito bem, tendo em conta que é o título da APW, onde, na minha ótica, eu tenho de o defender na minha promotora. E, até agora, todas as defesas têm sido um sucesso. Tenho defendido o título em todos os shows que temos feitos. Está a correr muito bem e acho que não vai acabar tão cedo.
 
A próxima defesa será este sábado à noite (21h), no APW Terror no Ringue, no Clube Desportivo Recreativo da Pedra Mourinha, diante de Rafael Pedras, um velho rival, com quem tiveste dois singles matches no Wrestling Portugal na Season 2022-2023. O primeiro, no evento Cara ou Coroa, a 4 de dezembro de 2022, foi eleito melhor combate desse ano nos prémios “Hoje Falo Eu”. Depois ganhaste na desforra, na Batalha Final, a 18 de junho de 2023. O que podemos esperar deste combate de desempate?
Acho que vamos superar os outros dois, que foram dos meus combates favoritos na minha carreira, ainda por cima o Título Nacional da APW vai estar em jogo. Acho que não podia ser melhor do que isto.
 

 
Tens estado algo desaparecido dos ringues durante os últimos tempos, uma vez que em quase cinco meses só estiveste no Porto Wrestlefest: Bingança, a 1 de agosto. Há alguma justificação que os fãs de wrestling possam saber?
Na verdade, eu decido as minhas datas. A minha promotora é a APW e sempre será a APW. Sou um lutador também contactável para outras promotoras, mas às vezes a vida pessoal não deixa que esteja disponível para possíveis datas. Então, como sou campeão da APW, tenho de estar sempre a defender o meu título na minha promotora. Tudo o resto que eu conseguir, eu faço, mas por vezes é um bocado complicado devido à minha vida pessoal.
 
Fora do ringue também pautas pela discrição, mesmo enquanto campeão, notando-se que ligas muito mais ao aspeto desportivo do wrestling do que propriamente a promos e storylines. É mesmo assim?
Não propriamente, porque isto é tudo na storytelling. Promos valem imenso, mas aqui em Portugal até que ponto valerão. Mas, para mim, é dentro do ringue que contamos a história, onde fazemos tudo, e foco-me mais nessa parte de passar aos fãs dentro do ringue. Tenho que começar a fazer mais fora, claro, mas para mim, o objetivo será sempre esse.
 
Segundo um teste de força, és o lutador mais forte do Wrestlefest, curiosamente depois de teres começado a carreira como high-flyer. Como explicas a tua transformação ao longo dos anos? Foi algo planeado ou simplesmente foi acontecendo?
Sim e não. Quando entrei no mundo do wrestling em 2017, com o meu primo, éramos muito magros, sem músculo, éramos uns skinny guys. Mas foram-nos dizendo para aumentar de tamanho, ganhar peso, que estávamos muito magros, e havia sempre comparações. Então sempre quis construir uma versão melhor para mim.
Entretanto o meu primo tornou-se Personal Trainer (PT), eu tirei Desporto também, então, para mim, o físico vale bastante. Atualmente o melhor primo é que o tem o melhor shape cá em Portugal, a nível de estética, o que vale imenso.
Acredito imenso que o físico vale muito, pois diz muito de uma pessoa. Se nos queremos carregar como lutadores independentes, o físico passa por aí. E temos de estar sempre em forma, cuidar de nós. Para mim, sempre foi muito importante, o meu foco foi esse e nunca mais olhei para trás.


 
Mas mesmo assim, em termos de estilo em ringue, poderias ter seguido um caminho mais parecido ao do teu primo, que é high flyer, mas aumentaste o peso de uma maneira que te levou a tornar num powerhouse. Isso foi planeado?
Não, não. Antes eu pesava uns 69 ou 70 quilos. Em 2022, quando eu voltei de uma pequena pausa, já estava a pesar perto de 82. Então, estava ligeiramente maior. Nunca foi minha intenção ser powerhouse, até porque sou bastante ágil e rápido. Mas trabalhando como heel, não destaco muito essas partes por razões óbvias.
Nunca foi o meu objetivo ser powerhouse, simplesmente me atribuíram isso, digamos assim, em questão de força. Adoro treinos de força, é o que me motiva mais, e foi o que me fez ganhar tanto volume, mas o verdadeiro powerhouse no nosso grupo é o Rodrigues.

"Stus melhor tag team de sempre em Portugal? Sem dúvida! Nem há comparação possível"

Na entrevista que me concedeu, o teu primo, Michael Stu, afirmou que vocês são a melhor tag team de sempre em Portugal. Concordas?
Sem dúvida! Nem há comparação possível. Se nos perguntassem isso no início da carreira, óbvio que não, mas como o passar do tempo, provámos que sim. Aliás, o tag team wrestling em Portugal começa connosco. Se a conversa começar por aí, o primeiro nome que vem é o nosso. Nós somos a única equipa resistente e a melhor que temos cá.
 
A Stuciedade (ainda com André Mota)
Que balanço fazes do vosso reinado enquanto campeões, que foi superior a um ano?
Vai ser difícil alguém nos passar. Não em termos de tempo de reinado, porque é provável que aconteça, mas em termos de dinâmica e trabalho. Nada nos afastou dos ringues durante esse período, nem a vida pessoal. Demos tudo por tudo. Em termos de combates de tag team, nós demos durante esse reinado e um pouco antes de começar esse reinado, se calhar, aqueles que foram os melhores combates de tag team de sempre em Portugal. Não vejo mais nada a não ser isso.
 
Gostas mais de atuar em singles ou em tag team?
Depende. Depende do que for o plano para o show, mas sinto que é em tag é mais confortável, porque tenho o meu primo lá, o que torna sempre as coisas muito mais tranquilas, sabendo que tenho sempre alguém ali ao meu lado. Mas também adoro singles, porque há vários oponentes que eu gosto de enfrentar e há sempre desafios.
 
As comparações entre primos são inevitáveis. Agora o estilo de ambos já é diferente, mas há quem diga que o Michael Stu tem mais paixão pelo wrestling…
Acho que ele adora isto mais do que eu sim, mas mostramo-lo de maneiras diferentes. Acho que cada um tem a sua maneira de mostrar paixão.
 

"Orgulhoso" de Rodrigues

Ainda no âmbito da Stuciedade, como tens visto a evolução e crescente protagonismo do Rodrigues, que no Caparica Wrestlefest ganhou uma oportunidade para lutar pelo Cinturão de Lisboa?
Orgulhoso. Ele tem crescido bastante. Foi ideia do Michael trazê-lo para formarmos a Stuciedade. Acabou por ser uma excelente ideia. Ele traz imenso para o nosso grupo. Ele complementa-nos. Para termos um grupo, não podemos ser todos iguais. Se formos todos iguais, vale a pena ter fotocópias uns dos outros e sermos um grupo? Acredito que cada um tem de ter a sua personalidade. O Michael é diferente, eu sou diferente, o Rodrigues é diferente e temos o Tony, que também é diferente, é da geração antiga. E nós pegámos nisso: temos o Tony, da antiga geração; eu e o Michael, que somos de há uma década atrás; e o Rodrigues, da nova geração. Acho que isso acrescenta muito à nossa dinâmica, as nossas maneiras diferentes de pensar e atuar nas situações. Estou bastante orgulhoso de Rodrigues, acho que ele tem crescido imenso e ficou imensamente popular aqui na cena portuguesa.
 
Por falar em Stuciedade e Caparica Wrestlefest, como é que o Stefan Stu viu a aliança entre Leo Rossi, Michael Stu e Rodrigues?
Não estava à espera. O meu primo disse-me que tinha algo para me contar, mas não sabia que ia ser isso. Estava bastante confiante na parte do Rodrigues ganhar e fiquei muito contente por ele. Terem ajudado o Rossi? Acredito que tudo acontece por alguma razão, mas vamos falar sobre isso neste sábado, quando nos voltarmos a encontrar, no show da APW, na Pedra Mourinha. Mas fiquei surpreendido.
 
Nas entrevistas que me concederam, Leo Rossi e Baltazar elogiaram todo o trabalho da Stuciedade enquanto vilões. No teu caso em particular, tens feito questão de vestir camisolas do Benfica em eventos no Porto. Como é que surgiu essa ideia?
Sempre gostei de controvérsia. Desde o primeiro show do Wrestlefest tivemos sempre de criar aquele buzz, razões para nos odiarmos. O pessoal sabia quem éramos, mas lá no fundo não a 100%. Em cada show temos feito coisas diferentes, até chegarmos ao Porto Wrestlefest. Aí pensei: “estou no Porto, porque não levar uma das minhas melhores camisolas? Pode ser que gere alguma coisa.” Isso aconteceu no Porto Wrestlefest 2, quando fiz equipa com o Rodrigues contra o Daniel [de Pombal] e o Arménio. Toda a gente me dizia: “Não faças isso. Isso é doido. Eles vão ficar malucos, vão querer-te bater.” E eu: “Tenho força para isso.” Fui em frente entrei com a camisola. E aparentemente foi das coisas mais polémicas que aconteceu lá no Porto Wrestlefest. E decidi voltar a repetir. No último show do Wrestlefest lá no Porto, correu bastante bem, acho que gerou aquilo que era para gerar. Eles odeiam o Benfica lá.
 
Voltando atrás na linha do tempo. Nasceste a 20 de abril de 1998 na Moldávia, um país de que se tem falado mais nos últimos anos, devido à proximidade com a Ucrânia, que está em guerra, e a uma possível adesão à União Europeia. Que memórias tens do teu país-natal?
Bastantes. Ainda visito o país de dois em dois anos ver os meus avós. Memórias de lá é mesmo só a minha infância com os meus avós. Na altura os meus pais já tinham vindo para Portugal e só me lembro de estar com os meus avós e de brincar com o meu primo também, porque ele veio para cá primeiro do que eu. Entretanto os meus pais trouxeram-me também.
Infelizmente não é um dos países mais desenvolvidos. Na verdade, é considerado o país mais pobre da Europa e espero que consiga entrar na União Europeia.
 
Vieste para Portugal em 2006. Quando começaste a ver wrestling, quais são tuas as primeiras memórias e o que achas que te atraiu?
Vi lá [Moldávia] uma vez, nem sabia o que era, algo com o Batista após ganhar o título mundial. Essa foi a primeira vez. Mas foi cá em Portugal que comecei a ver mais. A partir daí comecei a gostar bastante e a comprar o jogo. O meu primeiro jogo foi o SmackDown vs. Raw 2006 e a partir daí comecei a gostar e o gosto cresceu. Sempre que o meu primo me vinha visitar, andávamos à porrada em casa. Eu tinha títulos e fingíamos que lutávamos pelo título, contra as almofadas e tudo mais. Isto quando éramos miúdos, claro, por volta dos meus oito ou nove anos.
 

"Odiava bastante os heels"

Quais eram os teus wrestlers favoritos em criança e de que forma é que as tuas inspirações têm mudado ao longo dos anos?
Em criança, sem dúvida Jeff Hardy, Rey Mysterio e John Cena. Os três. Odiava bastante os heels. Depois comecei a apreciar o trabalho, mas na altura não era fã. Esses três continuam a ser os meus maiores de sempre, mas as minhas inspirações foram mudando. Olho e adoro bastante AJ Styles, Finn Bálor, John Cena e Randy Orton, esses quatro marcaram-me mais para a frente.
 
Stefan (em baixo) e Michael Stu em início de carreira
É curioso, porque olhando para o teu move-set, por exemplo, encontramos poucas associações diretas a esses nomes. O que te levou a dar o passo de fazer wrestling, quando tinhas 18 anos, e qual foi a reação da tua família?
A minha família detestou e ainda odeia a ideia de eu ir lá para me partir todo. Para eles eu estou no wrestling para me partir todo e voltar todo roxo e todo negro. Eles não vêm o que é que isto é. É o típico: “é falso, estás a fazer coisas à toa.” Respeitaram, mas não houve suporte. Para o meu pai, principalmente, seria sempre mais futebol, NBA, boxe. Mas a mim deu-me para o wrestling. Comecei a ver que cá em Portugal era possível fazer, então decidi experimentar.
 
Tinhas algum background desportivo?
Fez atletismo durante oito ou nove anos, no Sporting Clube Lagoense. Fazia velocidade, meio fundo, corta-matos e salto em comprimento. Cheguei a ganhar o Nacional de Estafetas com mais três amigos, a fazer quase profissionalmente. Mas decidi parar, não era para mim. E também me mantinha muito magrinho. Decidi focar-me mais no ginásio e no wrestling.  
 
Como é que correram os primeiros treinos e quem era o treinador?
O treinador era o Pedro, mais conhecido como Arte Gore, que agora é Johnny Love. O meu primeiro treino não foi com o meu primo, foi com quatro amigos. Decidimos ir a Portimão treinar. Soube que havia a escola, enviei mensagem e fomos lá experimentar. Vou ser sincero: a primeira queda que dei de costas foi literalmente a pior que dei. Fiquei mesmo sem ar e maldisposto, completamente tonto. Tive de parar o meu treino durante algum tempo. Também levei umas chops do Pedro e doeu imenso, ele tem umas mãos gigantes e cobriam o meu peito inteiro. Não sou grande fã. Overall, foi um treino bom, mas duro. Tive a maior sorte de ter uma companhia com ringue montado para treinos. Caso não tivesse, não sei se estaria pronto.
 

"Primeiro combate? Levei uma Clothesline no nariz e comecei a sangrar imenso"

Stefan Stu chegou a ser duplo campeão
O teu primo já contou a origem dos vossos nomes e até que escolheu logo o nome Michael por estar ligado a grandes desportistas. E tu, ficaste contente com o nome Stefan?
Na altura era estranho, porque o meu nome [Ciril Placinta] é o meu nome. Foi estranho começarem a chamar-me Stefan. Hoje em dia já estou mais habituado, já é mais natural. Não acho que seja um mau nome, mas não me vejo com cara de Stefan. Mas tudo bem.
 
Estreaste-te a 11 de junho de 2017, no evento Caminho Para a Vitória, o primeiro show da APW em quase dois anos, com uma derrota às mãos de Bernardo Barreiros. Que memórias tens desse primeiro combate e desses primeiros tempos?
Foi horrível. Nada boas memórias. Não foi nada do que eu queria que fosse. Há muita gente em Portugal que tem estreias muito bacanas. Mas a minha foi das piores. Não fiquei muito contente com o resultado. Estava a contar tudo bem até levar uma Clothesline no nariz e começar a sangrar imenso. A partir daí fiquei um bocado à nora e perdi os sentidos. Foi uma pancada muito forte mesmo na zona do nariz, quase entre os olhos. A partir daí, sei que levei um golpe e fomos para casa, porque não dava para mais. Foi horrível.
 
Aparentemente os teus primeiros tempos não foram nada fáceis, mas foste resistindo, foste continuando…
Não foi agradável até começar a ganhar reps, digamos assim.
 
Que diferenças encontras entre a APW desses tempos e a APW atual?
A APW esteve envolvida com lutadores internacionais, sobretudo no tempo da WSW, mas não tinham o knowledge que têm hoje em dia. Hoje não temos lutadores internacionais, mas temos bastante knowledge. Acho que estamos num espaço muito melhor, a evoluir bastante, e estou bastante orgulhoso tanto dos alunos como da promotora e do trabalho que tem sido feito. Todos os shows têm estado a aumentar de público na Pedra Mourinha, o que me deixa bastante orgulhoso. Toda a gente tem trabalhado imenso e estou orgulhoso de todos os envolventes.
 
A APW é a mais antiga promotora portuguesa, mas, simultaneamente, é a que realiza menos shows e a que tem uma academia menos reconhecida…
Em termos de shows, é isso, com os espaços que temos é complicado, mas tentamos realizar sempre que possível.
Em termos de academia, como nos localizamos no Algarve, é mais disperso. Em Lisboa e no Porto é mais concentrado e a deslocação não é um grande problema. Aqui no Algarve, malta de Sagres ou Faro que queira treinar precisa de um carro. O transporte é um dos grandes problemas. E a população do Algarve é menor. Aqui, ou é futebol ou não é.
 

"Estreia no WP? Quebrámos uma barreira"

Stefan Stu num evento do Wrestling Portugal em 2025
Juntamente com o teu primo quebraste um estigma de mais de uma década ao te estreares no Wrestling Portugal (no WP Ladder match, a 21 de outubro de 2018) sendo um lutador completamente made in APW. Que significado teve para ti?
Para nós foi um momento bastante importante, até porque na altura houve só uma pessoa que deu início a essa conversa e que meteu o nosso nome ao barulho, que é o Ramon Vegas, uma pessoa fantástica espetacular. Ele viu potencial em nós desde o início e estou muito agradecido a ele, do fundo do coração. Sinto que quebrámos uma barreira em que cada promotora tinha os seus lutadores e só a APW é que chamava lutadores do WP. Fomos os primeiros, conseguimos quebrar essa barreira e abrir portas para essa troca de talentos e mais malta começar a ser chamada, como agora o Paulinho e o Rodrigues. Acho que nós sabíamos o que estava a acontecer, o impacto e o quanto ia mudar as coisas em Portugal. Fomos os pioneiros.
 
Quais são os combates de que mais te orgulhas e com quem tens melhor química no ringue?
Os combates de que mais me orgulho são os meus dois com o Pedras, sem dúvida. Sem dúvida também contra os Worst Generation no Parque Mayer [Lisboa Wrestlefest 2, a 13 de julho de 2024], contra o Joey Torres e o Iker Navarro [Wrestlefest Morte Súbita, a 7 de junho de 2025], contra os Murder Business quando perdemos os títulos [Odivelas Wrestlefest, a 14 de março de 2026] e o six man tag [contra Paulo “Knockout” Cruz e os SFB (Nelson Pereira e Ricky Boy)] no Porto Wrestlefest: Bingança.
E há um que tem um lugar especial para mim, que fui eu contra o meu primo no WP. Não foi o nosso primeiro combate, mas foi um combate que adorei bastante ter, porque eu e o meu primo temos a melhor química em ringue. Também sinto que tenho a melhor química com Damião, Pedras, Ricky Boy, Knockout e Baltazar.
 

 
Por outro lado, com quem é que no cenário português gostavas de lutar entre os que nunca defrontaste? Pode ser alguém com quem tenhas lutado em tag team, mas não em singles ou dois indivíduos com quem tenhas lutado em singles, mas cuja tag team gostavas de defrontar…
Já defrontámos todas as equipas aqui, a não ser os Dragões de Ouro (Ouro Sobre Azul e Drago G). Em termos de singles, o RAFA.
 
Ainda és jovem, tens 28 anos. Quais são os teus objetivos no wrestling?
O meu objetivo sempre foi ir para fora, seja para o Reino Unido ou para a Alemanha, mas infelizmente devido a vários motivos pessoais ainda não foi possível meter isso em prática, mas tenho esse objetivo.
 
Para terminarmos com chave de ouro, peço para que contes a história mais hilariante que viveste relacionada com wrestling. Só imponho uma condição, que é não repetires as que o teu primo já contou…
Eu tenho uma que para mim vai ser sempre bué hilariante. Num evento no WP, ao sair da cortina e a fazer a minha entrada, ia cumprimentando os fãs e sem me aperceber pisei os pés de entre 10 a 15 pessoas, antes de um combate contra o Baltazar ou contra o Pedras, num dos dois. Só depois é que me disseram.
Tenho outra na APW, em que durante a minha entrada, assim que subi ao canto, caí do turnbuckle quase para fora do ringue, mas consegui segurar-me na parte da apron, do lado de fora. Fez-me lembrar o Matt Hardy, que uma vez meteu o pé na segunda corda e caiu para a frente quando escorregou, foi mais ou menos igual. Já foi há muito tempo, talvez em 2018. 



 
 

 


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