Hoje faz anos o antivedeta devoto a Cristo que ganhou a Bola de Ouro em 2007. Quem se lembra de Kaká?
Kaká somou 307 jogos e 104 golos pelo AC Milan
O antivedeta. Um craque cujas
elegância, qualidade técnica e visão de jogo exibidas dentro das quatro linhas
contrastavam com o comportamento muito discreto fora dos relvados. Conhecido
pela devoção a Jesus Cristo, venceu a Bola de Ouro e a Liga
dos Campeões pelo AC
Milan em 2007.
Ricardo Izecson dos Santos Leite
nasceu a 22 de abril de 1982, em Gama, Distrito Federal, no Brasil, mas no
futebol todos o conhecem por Kaká, por ser assim que o irmão mais novo Digão o
chamava quando era criança. Amplamente considerado um dos
melhores futebolistas da sua geração, fez toda a formação no São
Paulo, estreando-se pela equipa principal em 2001, contribuindo para a
conquista do Torneio Rio-São Paulo no ano de estreia e do supercampeonato
paulista no ano seguinte.
Teve um impacto tão imediato no tricolor
paulista que Luiz
Filipe Scolari o fez estrear na seleção
principal do Brasil quando tinha apenas 19 anos, num amigável diante da Bolívia
a 31 de janeiro de 2002. Menos de meio ano depois foi convocado para o Mundial
na Coreia do Sul e no Japão, que a canarinha
viria a ganhar, mas foi utilizado somente num jogo, tendo entrado a cerca de 20
minutos do fim na vitória sobre a Costa
Rica (5-2), na fase de grupos. No verão de 2003 transferiu-se
para o clube no qual viveu o auge da carreira, o AC
Milan, numa transação que rendeu 8,5 milhões de euros ao São
Paulo. Em San Siro ganhou quase tudo o
que havia para ganhar: Serie
A (2003-04), Supertaça de Itália (2004), Liga
dos Campeões (2006-07), Supertaça Europeia (2007) e Mundial de Clubes
(2007). Foi ainda finalista vencido da Champions
em 2004-05. O impacto que teve para a conquista do cetro
continental em 2007, traduzido em números em dez golos e três assistências
em 13 jogos, valeu-lhe a Bola de Ouro e o prémio de melhor jogador do ano para
a FIFA.
Em 2009 transferiu-se para o Real
Madrid, por 68,5 milhões de euros, tendo sido uma das primeiras
contratações do recém-eleito presidente Florentino Pérez, juntamente com Cristiano
Ronaldo, Karim
Benzema e Xabi
Alonso, entre outros. Apesar das expetativas elevadas,
a sua passagem pelo Santiago
Bernabéu ficou marcada por lesões que limitaram os seus desempenhos nas
duas primeiras épocas. E quando passou a estar fisicamente mais disponível, não
conseguiu roubar a titularidade a Mesut Ozil.
Ainda assim, venceu uma Taça do Rei (2010-11) e um campeonato espanhol
(2011-12).
Em 2013 voltou ao AC
Milan a custo zero, curiosamente na mesma altura em que tinha acabado de
chegar ao Real
Madrid o treinador que o havia orientado em Itália,
Carlo
Ancelotti. Apresentou-se a relativo bom nível, tendo marcado nove golos em
37 jogos, mas não conseguiu replicar o êxito vivido ao serviço dos rossoneri
na década anterior. No verão de 2014 rescindiu com os
milaneses
e comprometeu-se com o Orlando City para reforçar a equipa que se iria estrear
na Major League Soccer (MLS) no ano seguinte. Mas como tinha ainda vários meses
pela frente até se mudar para os Estados Unidos em janeiro de 2015, decidiu
regressar ao São
Paulo para se ir mantendo ativo. No país do soccer encerrou
a carreira em 2017, aos 35 anos.
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