quinta-feira, 24 de setembro de 2020

A minha primeira memória de… um jogo entre Sporting e equipas escocesas

Liedson em dificuldades para se impor ante os defesas escoceses
Tendo eu nascido em 1992 e só ter pouco mais de um ano e meio quando o Sporting defrontou o Celtic numa eliminatória da Taça UEFA no final de 1993, as minhas primeiras memórias de jogos entre leões e equipas escocesas remontam a abril de 2008, quando os verde e brancos mediram forças com o Glasgow Rangers nos quartos de final da segunda prova europeia.

Na altura, ainda estava fresca a campanha que tinha levado o Sporting à final da Taça UEFA em 2005. Por isso, a equipa portuguesa tinha razões para acreditar que podia chegar longe na competição, até porque vinha da Liga dos Campeões, onde só tinha sido superado pelo Manchester United e pela Roma na fase de grupos, antes de ter afastado Basileia e Bolton da Taça UEFA.

E, verdade seja dita, o Rangers não era propriamente um bicho papão, embora também tivesse caído da Champions (atrás de Barcelona e Lyon) e dividisse a hegemonia do futebol escocês com o rival Celtic. A formação do Ibrox tinha um núcleo duro composto por jogadores da seleção da Escócia, aos quais se juntavam os defesas Sasa Papac e Carlos Cuéllar, o médio Hemdani, o extremo Steven Davis e os avançados Darcheville e Nacho Novo.

A primeira mão foi no ambiente sempre escaldante de Glasgow e o Sporting saiu de lá com um empate a zero. Um empate satisfatório, mas simultaneamente perigoso, pois uma igualdade com golos em Alvalade atiraria os leões para fora da competição.

“A primeira mão dos quartos-de-final da Taça UEFA terminou com um empate a zero, num encontro que o Sporting até podia ter aproveitado para selar o destino da eliminatória, uma vez que demonstrou ser claramente superior a um Glasgow Rangers que, mesmo a jogar em casa, fez da missão de não sofrer golos a principal prioridade”, sintetizou jornal O Jogo.


Em Lisboa, o Sporting esteve por cima durante grande parte do tempo, mas o golo tardava em chegar. Porém, o Rangers aproveitou o facto de os leões estarem a arriscar muito para explorarem o contra-ataque e inaugurarem o marcador à passagem da hora de jogo, por Jean-Claude Darcheville, com o ex-avançado do Bordéus a só ter de encostar após passe de Steven Davis. E já em tempo de compensação Steven Whittaker arrancou pelo meio-campo leonino, deixou meia equipa verde e branca para trás e bateu Rui Patrício.

“O Sporting estava avisado para o estilo retranqueiro, cobarde, mas eficaz, do Rangers, que se apoia numa organização defensiva sólida, sempre à espreita do erro adversário, empreendendo loucas correrias no contra-ataque. Proibida de sofrer golos, a equipa leonina tropeçou na sua própria ansiedade: aos 60’, quando carregava e, com maior pressão ofensiva, tentava escancarar a baliza de McGregor para abrir a porta das meias da UEFA, uma falha à entrada do seu meio campo defensivo, num lance aparentemente controlável – por Veloso e Gladstone –, concedeu a Davis a hipótese de arrancar na direção da grande área para depois convidar Darcheville a depositar uma imensa pedra de gelo nas redes. A maior valia atlética da formação escocesa – a mesma que neutralizou pequenotes como Romagnoli, Moutinho, Izmailov ou Liedson – sobrepunha-se à dimensão técnica dos lisboetas. O 0-2 final, obtido já nos descontos, embora tenha resultado de outro brinde – de Abel, no caso –, não foi mais do que consequência da descompensação tática a que os verdes e brancos se expuseram a partir dos 77’ – saída de Grimi e entrada de Tiuí, ficando a linha de retaguarda reduzida a três elementos –, na esperança (vã) de alcançar um golo redentor”, explicou o jornal O Jogo.


Três anos depois, os dois clubes voltaram a defrontar-se. A primeira-mão foi novamente no Ibrox, onde o Sporting até arrancou um empate positivo, a um golo, com Matías Fernández a estabelecer a igualdade ao minuto 88 depois de o Rangers se ter adiantado no marcador por intermédio de… Steven Whittaker (66’).


Em Alvalade, o Sporting até começou a perder, quando o avançado senegalês El-Hadji Diouf inaugurou o marcador para os escoceses aos 20 minutos. No entanto, Pedro Mendes empatou ainda na primeira parte (42’) e Yannick Djaló marcou o golo da reviravolta já na reta final da segunda (83’). Contudo, quando os leões já tinham um pé e meio nos oitavos de final da Liga Europa, Sasa Papac fez o 2-2 ao cair do pano (90+2’), apurou o Rangers para a próxima ronda e fez o então treinador sportinguista Paulo Sérgio deixar o cargo.




















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