terça-feira, 10 de setembro de 2019

O Ghilas que vimos há uns anos daria bastante jeito ao Vitória FC

Nabil Ghilas assinou por duas épocas pelo Vitória de Setúbal
Já o mercado de transferências tinha fechado há vários dias quando o Vitória de Setúbal anunciou a contratação do avançado argelino Nabil Ghilas, que em Portugal passou por Moreirense e FC Porto. Se será um reforço de peso ou apenas um nome sonante no plantel sadino, só o tempo o dirá, mas uma coisa é certa: o Ghilas que vimos há uns anos no nosso país e em Espanha daria bastante jeito à formação orientada por Sandro Mendes.


Do atacante, agora com 29 anos, recordo essencialmente uma temporada fantástica em 2012-13 ao serviço do Moreirense, onde mostrou um nível bem acima da média para o emblema minhoto, tendo apontado quase 50 por cento dos golos dos cónegos nesse campeonato – 13 de 30 -, que culminou na despromoção à II Liga. Foi uma das revelações dessa época no patamar maior do futebol português e foi sem surpresa que rumou ao FC Porto, numa altura em que o Sporting também se mostrava muito interessado.

Em Moreira de Cónegos, mostrou velocidade, agilidade, poder de impulsão, potência física, rapidez de desmarcação, combatividade, qualidade no jogo aéreo, capacidade para segurar a bola e frieza na finalização, como comprovaram os 16 golos em todas as competições.

No FC Porto esteve tapado por Jackson Martínez, numa temporada complicada, depois das saídas de unidades importantes como João Moutinho, James Rodríguez e Christian Atsu. Mas na época seguinte, na liga espanhola, voltou a apresentar um registo muito interessante no Córdoba, pelo qual apontou sete golos, dois deles ao Atlético Madrid e um ao Real Madrid.


Porém, depois iniciou uma trajetória descendente. Não voltou à seleção argelina depois do Mundial 2014, passou uma temporada sem qualquer golo marcado no Levante e rumou à Turquia. Primeiro, no Gaziantepspor, apontou oito em 30 jogos em 2016-17 – arrisco dizer que, se repetir esses números no Bonfim, os vitorianos assinariam por baixo.

Contudo, nos últimos dois anos disputou apenas 30 jogos (sete golos) ao serviço do Goztepe, sendo que apenas jogou nove na última temporada. 1348 minutos em duas épocas, o equivalente a 15 encontros completos, não é um registo nada animador no que concerne a ritmo de jogo. Além disso, ganhou a reputação de levar uma vida boémia fora dos relvados, com excesso de peso e algumas polémicas. Resta saber se os ares do Sado o conseguirão reabilitar e se vai voltar a ser feliz de verde e branco, como no Moreirense e no Córdoba.





















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