segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Os 10 clássicos mais marcantes entre Benfica e FC Porto

Nuno Gomes e Jorge Costa, dois históricos de cada clube
Um jogo que muitas vezes se confunde com a rivalidade entre Lisboa e Porto, mas que se transformou num clássico por mérito desportivo, entre os dois clubes portugueses mais bem-sucedidos de sempre a nível nacional e internacional, sendo ambos bicampeões europeus. O primeiro duelo entre Benfica e FC Porto remonta a um jogo amigável em 1912, mas desde então que os encontros entre águias e dragões têm ficado marcados pela animosidade, nomeadamente desde o final dos anos 1970, quando os portistas ressurgiram no topo do futebol português e têm quase todas as épocas protagonizado lutas acesas pelo título com o rival lisboeta.



28 de junho de 1931 – Campeonato de Portugal (final)
Benfica 3-0 FC Porto
O primeiro jogo oficial entre ambos os clubes e logo numa final, disputada no Campo do Arnado, em Coimbra. O Benfica do treinador inglês Arthur John venceu o FC Porto do húngaro Joseph Szabo por 3-0 com um golo de Augusto Dinis e dois de Vítor Silva, considerado por muitos como a principal estrela do futebol português naquela época. O triunfo permitiu às águias conquistar o seu segundo Campeonato de Portugal, igualando os dragões e o Belenenses à passagem pela 10.ª edição da prova.

Imagem do Campo do Arnado, em Coimbra


7 de fevereiro de 1943 – I Divisão (5.ª jornada)
Benfica 12-2 FC Porto
A maior goleada num clássico entre Benfica e FC Porto e uma das maiores de toda a história da I Divisão/Liga, num jogo curiosamente disputado no Campo Grande, local fortemente associado ao… Sporting. Destaque para os quatro golos de Júlio e os bis de Valadas, Teixeira e Manuel da Costa, num encontro referente a uma época em que os dragões terminaram o campeonato no 7.º lugar. Nos bancos estavam dois húngaros: János Biri no dos encarnados e Lippo Hertzka no dos azuis e brancos.

Fotografia do jogo mais desnivelado entre os rivais


28 de maio de 1978 – I Divisão (28.ª jornada)
FC Porto 1-1 Benfica
Há 19 anos sem conquistar o título nacional, o FC Porto com José Maria Pedroto como treinador e Pinto da Costa como diretor para o futebol entrou para a antepenúltima jornada com mais um ponto do que o rival Benfica, orientado pelo inglês John Mortimore. As águias estiveram quase todo o encontro em vantagem, devido a um autogolo de Carlos Simões logo aos 3 minutos, porém, Ademir empatou aos 83’ e colocou as Antas em delírio. Duas semanas depois, confirmar-se-ia que o campeonato cairia para os portistas, embora tivessem terminado com os mesmos pontos que os encarnados.



21 de agosto de 1983 – Taça de Portugal (final)
FC Porto 0-1 Benfica
No início da época 1982/83 o então presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Romão Martins, ofereceu a organização da final da Taça de Portugal à Associação de Futebol do Porto. No entanto, quando ficaram definidos os finalistas, o novo presidente da entidade, Silva Resende, decidiu mover o jogo para o Estádio Nacional. O FC Porto insurgiu-se e não cedeu sequer à possibilidade de realizar a final em Coimbra, a meio caminho entre Lisboa e a Invicta, chegando mesmo a decidir não comparecer depois de uma Assembleia Geral muito concorrida, assumindo o risco de despromoção à III Divisão. Entretanto, o Conselho de Justiça da FPF decidiu adiar o jogo para uma data anunciar e, já após a temporada encerrar, a Federação cedeu e o Benfica aceitou disputar o encontro nas Antas. Apesar disso, as águias levaram a melhor, vencendo pela margem mínima graças a um grande golo de Carlos Manuel.



28 de abril de 1991 – I Divisão (34.ª jornada)
FC Porto 0-2 Benfica
Mais uma época de luta a dois pelo título marcada por um clássico na reta final do campeonato. O FC Porto vinha de uma vitória em Alvalade, mas era o Benfica que liderava a I Divisão, com mais um ponto do que o rival. Num jogo decisivo para a atribuição do campeão, o nulo persistia à entrada para os últimos dez minutos, quando o treinador benfiquista decide colocar em campo César Brito. E, apesar do pouco tempo em campo, o avançado português respondeu com dois golos, o primeiro de cabeça na resposta a um cruzamento de Vítor Paneira e o segundo através de um chapéu a Vítor Baía a aproveitar um passe de Valdo para as costas da defesa portista. Depois deste triunfo crucial, as águias tiveram de esperar 14 anos para voltar a vencer no reduto dos azuis e brancos.



22 de março de 1992 – I Divisão (27.ª jornada)
Benfica 2-3 FC Porto
Mais um clássico importante para as contas de um título nacional. O FC Porto de Carlos Alberto Silva entrou para a 27.ª jornada (de 34) em primeiro lugar, com cinco pontos de vantagem sobre o Benfica de Sven-Göran Eriksson, numa altura em que as vitórias ainda só valiam dois pontos, ou seja, era a derradeira oportunidade para as águias se aproximarem do rival. O nulo ao intervalo levou a incerteza para a segunda parte, onde os encarnados responderam por duas vezes a golos portistas. Se William (74’) e Yuran (85’) anularam os golos de João Pinto de grande penalidade (64’) e Kostadinov (84’), o tardio remate certeiro do romeno Timofte (89’) garantiu mesmo a vitória aos azuis e brancos, que saíram da Luz praticamente com as faixas de campeão já encomendadas.



18 de setembro de 1996 – Supertaça Cândido de Oliveira (2.ª mão)
Benfica 0-5 FC Porto
O FC Porto vinha de uma vitória nas Antas por 1-0, com golo de Domingos, mas poucos perspetivavam um desfecho destes no jogo da segunda mão, na Luz. Em contra-ataque, os dragões começaram por dar um duro golpe nas aspirações do Benfica ao marcar logo aos 3 minutos, por Artur, e chegaram ao segundo golo à beira do intervalo, por Edmilson. No segundo tempo, foi hecatombe total para os homens de Paulo Autuori, que haveriam de sofrer mais três golos: cortesia de Jorge Costa, Wetl e Drulovic.  Numa era em que as goleadas em clássicos começavam a cair em desuso, a formação orientada por António Oliveira fez questão de esmagar o rival.



3 de abril de 2011 – I Liga (25.ª jornada)
Benfica 1-2 FC Porto
Numa fase de enorme crispação entre os rivais, o Benfica apresentava-se como campeão em título, mas o FC Porto tinha possibilidades de se sagrar campeão em casa do rival, um ano depois de ter sido privado durante vários meses de um dos seus principais craques, Hulk, devido ao famoso caso do túnel da Luz. As trocas de provocações e acusações eram diárias e os duelos entre dragões e águias bastante quentinhos. Depois de terem goleado por 5-0 na primeira volta, no Dragão, os nortenhos voltaram a bater o rival e não se fizeram rogados nos festejos da conquista do campeonato, apesar de as luzes terem sido desligadas e o sistema de rega ativado.



11 de maio de 2013 – I Liga (29.ª jornada)
FC Porto 2-1 Benfica
Numa das lutas pelo título mais apaixonantes da história, Benfica e FC Porto entraram para a penúltima jornada ainda sem derrotas e separados por apenas dois pontos, com vantagem para os encarnados. As águias festejariam o título no Dragão em caso de vitória e ficaram em posição privilegiada mesmo se empatassem, mas seriam ultrapassadas se perdessem. Tudo começou a correr bem para a equipa de Jorge Jesus, que inaugurou o marcador por Lima, aos 19 minutos. Pouco depois, um autogolo de Maxi Pereira deixou o resultado empatado. A igualdade haveria de permanecer até aos 92 minutos, quando Kelvin tentou a sorte à entrada da área e bateu Artur Moraes, colocando o Dragão em delírio e... Jesus de joelhos.



15 de abril de 2018 – I Liga (30.ª jornada)
Benfica 0-1 FC Porto
Mais um jogo decisivo para a atribuição do campeão. O Benfica jogava em casa e entrava no clássico com um ponto de vantagem sobre o rival, com a possibilidade de disparar para um inédito pentacampeonato em caso de vitória. O encontro foi equilibrado e podia ter caído para qualquer um dos lados, mas acabou por cair para o dos dragões, mais uma vez com um golo nos minutos finais, desta vez da autoria do capitão Héctor Herrera, através de um remate fortíssimo de fora da área.






























1 comentário:

  1. falta ai o que o benfica eliminou o porto para a taça de Portugal na luz na segunda mão por 3-1 com uma obra de arte do andre gomes

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