quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Onze ideal de jogadores que jogaram por Vasco da Gama de Sines e União de Santiago

União e Vasco vão defrontar-se domingo em Santiago do Cacém
Uma das rivalidades mais intensas do distrito de Setúbal, apesar de se tratarem de dois clubes que nunca estiveram na I Divisão e que não pertencem ao mesmo concelho.
 
O Vasco da Gama de Sines teve como pontos altos da sua história o terceiro lugar na II Divisão Nacional – Zona Sul em 1976-77, a eliminação do Vitória de Guimarães na Taça de Portugal em 1988-89 e a conquista do título nacional da III Divisão em 1979-80 e 1990-91.
 
Já o melhor que o União de Santiago do Cacém conseguiu foi três presenças na II Divisão Nacional e quatro na II Divisão B, nas décadas de 1980 e 1990.
 
Não só o auge de ambos os emblemas do litoral alentejano, mas também o declínio, coincidiu no tempo, uma vez que desde 2005 e 2006 que santiaguenses e sineenses, respetivamente, estão remetidos para os campeonatos distritais.
 
Vale por isso a pena conferir o nosso onze ideal de jogadores que jogaram por União e Vasco, que este domingo (15h) se defrontam no Estádio Municipal Miróbriga, em Santiago do Cacém, distribuídos em campo num 4x4x2.
 

Nuno Pinoia (guarda-redes)

Nuno Pinoia
Guarda-redes com uma carreira superior a um quarto de século, concluiu a formação no União de Santiago e transitou para sénior em 1992, mas somente durante a temporada 2018-19, quando já tinha 44 anos, é que deixou de jogar, quando também pertencia ao plantel dos santiaguenses.
Mas, pelo meio, também representou outros clubes. Entre 1993 e 1995 defendeu as cores do Vasco da Gama de Sines na III Divisão Nacional, tendo regressado aos sineenses em 2004-05, para competir na II Divisão B. Paralelamente, também teve passagens por Castrense (1998-99), Desportivo de Beja (2004 a 2006), Praia Milfontes (2011 a 2013) e Estrela de Santo André (2013-14).
Ao serviço do União vivenciou momentos como a conquista do título distrital da AF Setúbal em 2001-02, a despromoção à III Divisão em 1993 e a descida aos distritais em 1998.
Após pendurar as luvas integrou a equipa técnica do emblema de Santiago do Cacém na condição de treinador de guarda-redes.
 
 

Chico Fernandes (defesa central)

Chico Fernandes
Defesa central natural da localidade de Cabeça Gorda, concelho de Beja, foi internacional sub-20 e começou a carreira no Desportivo de Beja, de onde saiu para o Vasco da Gama de Sines em 1981.
Na única temporada que passou no emblema sineense contribuiu para a obtenção de um honroso quinto lugar na II Divisão Nacional – Zona Sul.
Seguiram-se sete anos na ilha da Madeira, divididos entre União da Madeira e Nacional, e o regresso ao continente para representar o Olhanense antes de se mudar para a União de Santiago no verão de 1990, quando já tinha 30 anos.
Titularíssimo no eixo defensivo, logo na primeira época participou em 30 jogos na II Divisão B, ajudando a assegurar a permanência. Na temporada seguinte foi utilizado em 28 encontros e contribuiu para a obtenção de um fantástico terceiro lugar. Porém, 1992-93 foi impotente para evitar a despromoção, tendo apenas atuado em 17 partidas (16 a titular), além de ter dirigido a equipa enquanto treinador em oito desafios, não indo além de uma vitória e um empate.
Ainda continuou mais um ano no clube, na III Divisão, e depois rumou a sul para representar o Odemirense.
Entretanto terminou a carreira de jogador e iniciou a de treinador, tendo alcançado vários títulos e promoções, entre os quais uma subida da II Divisão B ao leme do Vasco da Gama de Sines em 2004.
 
 

Januário (defesa central)

Januário
Defesa central natural de Beja, fez a formação no Despertar, mas iniciou o seu percurso como sénior no Desportivo de Beja, tendo ainda passado por Lusitano de Évora antes de ingressar no Vasco da Gama no verão de 1982.
Na primeira época que passou em Sines atuou em 23 jogos na II Divisão Nacional, não conseguindo impedir a descida à III Divisão, patamar no qual competiu pelos sineenses em 1983-84.
Depois ingressou no União de Santiago, clube no qual passou sete anos. Em 1985-86 alcançou a subida à II Divisão Nacional, patamar em que amealhou 64 encontros (59 a titular) entre 1986 e 1989, não conseguindo impedir a descida à III Divisão.
Haveria de permanecer mais dois anos no clube, tendo contribuído para a promoção à II Divisão B em 1990.
No verão de 1991 transferiu-se para O Grandolense.
 
 

Almir (defesa direito)

Almir
Defesa brasileiro que no seu país apenas tinha passado por clubes modestos e que atuava preferencialmente no lado direito do setor mais recuado, entrou no futebol português pela porta do Portimonense, emblema pelo qual chegou a atuar na I Divisão em 1979-80.
Entre 1980 e 1983 representou o Vasco da Gama de Sines, sempre na II Divisão Nacional, contribuindo para a obtenção de um honroso quinto lugar tanto em 1980-81 como em 1981-83. Na última época nos vascaínos, porém, não conseguiu impedir a despromoção à III Divisão.
Seguiram-se passagens por Estrela da Amadora, Ginásio da Alcobaça, Atlético e Lixa antes de voltar ao litoral alentejano para assumir as funções de jogador-treinador do União de Santiago em 1987-88, na II Divisão Nacional. Viria a permanecer como técnico dos santiaguenses até 1990-91, tendo posteriormente regressado ao cargo em 1994-95.  
 
 

Jorginho (defesa esquerdo)

Jorginho
Defesa natural de Sines de elevada estatura (1,88 m) e polivalente, capaz de atuar no centro ou à esquerda do quarteto defensivo, fez toda a formação no Vasco da Gama, clube que o revelou para o futebol sénior ainda com 18 anos, em 1996-97, na altura para competir na III Divisão Nacional.
Em 2003-04 ajudou os sineenses a subir à II Divisão B e, a meio da época seguinte, quando levava 14 jogos e dois golos no campeonato, transferiu-se para o Modena, então na Série B italiana.
Entretanto reentrou no futebol português pela porta do Estoril Praia, de onde saltou para o Vitória de Setúbal, clube ao serviço do qual conquistou a Taça da Liga. Depois mudou-se para os gregos do Asteras Tripolis, seguindo-se passagens por Paços de Ferreira e Arouca.
Numa altura em que procurava continuar a jogar futebol depois de uma lesão num pé, reforçou o União de Santiago em janeiro de 2012, tendo contribuído para a conquista do título distrital da II Divisão em 2012-13.
A meio da temporada seguinte voltou ao Vasco da Gama de Sines, também para competir na II Divisão Distrital ao longo de época e meia.
Depois de uma passagem pelo Praia Milfontes voltou a vestir a camisola dos santiaguenses entre 2016 e 2018, ajudando a equipa a atingir a final da Taça AF Setúbal em 2017-18.
 
 

Roçadas (médio centro)

Roçadas
Médio dotado de um potente pé direito nascido em Leiria e que concluiu a formação no Torreense, representou o Vasco da Gama de Sines entre 1977 e 1981, tendo competido na primeira e na última época na II Divisão Nacional e nas duas do meio na III Divisão, despedindo-se com um honroso quinto lugar na Zona Sul da II Divisão em 1980-81.
Depois de representar Portimonense, Vitória de Setúbal e Marítimo na I Divisão, Sheffield Wednesday no segundo escalão inglês e Sanjoanense na III Divisão Nacional e de se ter tornado internacional sub-21 e olímpico, em 1990-91 defendeu as cores da União de Santiago II Divisão B, tendo depois regressado ao emblema de São João da Madeira.
 
 

Silvério (médio ofensivo)

Silvério
Um filho de Santiago do Cacém e um produto da formação do União, que ascendeu à equipa principal em 1978-79, então na III Divisão.
Em 1981 mudou-se para o vizinho e rival Vasco da Gama de Sines, ao serviço do qual competiu na antiga II Divisão Nacional ao longo de dois anos. Depois de contribuir para a obtenção de um honroso quinto lugar na Zona Sul em 1981-82, não conseguiu impedir a despromoção à III Divisão na época seguinte.
Depois voltou ao Miróbriga dois anos depois para contribuir para duas promoções, à III Divisão em 1984 e à II em 1986.
Os bons desempenhos deste médio captaram a atenção do Belenenses, que lhe deu a possibilidade de se tornar profissional e jogar na I Divisão em 1986-87, tendo até sido alvo de uma utilização bastante razoável.
Porém, no final dessa temporada regressou a Santiago do Cacém, tendo amealhado 51 jogos (42 a titular) e cinco golos na II Divisão entre 1987 e 1989, mostrando-se impotente para evitar a descida à III Divisão.
Em 1990 contribuiu para a subida à II Divisão B, patamar no qual competiu nos três anos que se seguiram.
Em 1990-91 participou em 30 jogos (23 a titular) e marcou dois golos, ajudando os santiaguenses a assegurar a permanência.
Na época seguinte foi utilizado em 26 partidas (16 a titular) e contribuiu para a obtenção de um fantástico terceiro lugar, atrás de Amora e Quarteirense.
Em 1992-93 disputou 23 encontros (20 a titular) e somou três remates certeiros, insuficientes para evitar a despromoção.
Continuou no clube na III Divisão e em 1994 alcançou nova subida à II B, escalão em que cumpriu 26 jogos (18 a titular) e marcou um golo na derradeira temporada da carreira, 1994-95, não evitando nova descida de divisão.
 
 

Nélson Raimundo (extremo)

Nélson Raimundo
Jogador polivalente, capaz de atuar como lateral direito e fazer várias posições do meio-campo, foi campeão nacional de juniores no Benfica ao lado de José Carlos e transitou diretamente da formação das águias para os seniores do União de Santiago no verão de 1986.
Nas três primeiras temporadas no clube amealhou 94 partidas (93 a titular) e seis golos na II Divisão Nacional, não conseguindo evitar a descida à III Divisão em 1989, tendo competido nesse patamar na época seguinte.
Em 1990-91 participou em oito jogos pelos santiaguenses na então recém-criada II Divisão B. Na temporada seguinte foi mais influente, tendo participado em 25 encontros (23 a titular) e marcado um golo ao Lusitano de Évora, ajudando a formação do Litoral Alentejano a alcançar um fantástico terceiro lugar.
Após uma passagem pel’O Elvas, representou o Vasco da Gama em 1993-94 na III Divisão, tendo ficado pertíssimo da subida à II Divisão B – nessa época, os sineenses somaram os mesmos 43 pontos que o rival União, que acabaram por subir.
Ora, o Vasco não subiu à II B, mas Nélson Raimundo sim, uma vez que regressou ao União de Santiago. Atuou em 24 partidas no campeonato em 1994-95, mas não conseguiu impedir a descida à III Divisão.
Muito penalizado por uma lesão grave no joelho direito, haveria de se manter no clube até 1997.
 
 

Nelinho (extremo)

Nelinho
Extremo natural de Almada, formado no Sporting ao lado de Rui Correia, Fernando Mendes e Cadete e sete vezes internacional pelas seleções jovens de Portugal, jogou na II Divisão ao serviço de Trofense e Gil Vicente antes de se mudar no verão de 1988 para o União de Santiago, que na altura atuava no mesmo escalão.
Na primeira temporada no Miróbriga desceu à III Divisão, mas subiu logo a seguir à II B, patamar em que disputou 13 jogos (dois a titular) e marcou dois golos, frente a Olhanense e União de Almeirim, em 1990-91.
Entretanto passou dois anos no Quarteirense, tendo regressado ao litoral alentejano em 1993-94 para representar o Vasco da Gama na III Divisão, tendo ficado pertíssimo da subida à II Divisão B – nessa época, os sineenses somaram os mesmos 43 pontos que o rival União, que acabaram por subir.
Ora, o Vasco não subiu à II B, mas Nelinho sim, uma vez que regressou ao União de Santiago. Em 1994-95 atuou em 27 partidas (23 a titular) e apontou dois golos no campeonato, não evitando a descida à III Divisão.
Haveria de se manter no clube até 1998, quando o União caiu nos distritais. Depois mudou-se para o Alcacerense.
 
 

Alfredo (avançado)

Alfredo
Avançado oportuno e hábil natural de Setúbal e formado no Vitória, iniciou-se no futebol sénior com a camisola de outro emblema sadino, o Comércio e Indústria, tendo depois representado o União de Montemor e cumprido serviço militar antes de ingressar no União de Santiago no verão de 1974.
Nessa primeira passagem pelo Miróbriga, de três anos, que coincidiram com os primeiros três anos nos campeonatos nacionais, competiu na III Divisão Nacional.
Depois mudou-se para o Vasco da Gama. Na primeira temporada, 1977-78, mostrou-se impotente para impedir a despromoção da II à III Divisão Nacional. Mas redimiu-se em 1979-80 ao ajudar os sineenses a sagrarem-se campeões nacionais da III Divisão e a subirem ao segundo escalão, no qual competiu na época seguinte.
Em 1981-82 representou o Lusitano de Évora, mas depois voltou ao Vasco na temporada que se seguiu, mais uma vez para não conseguir evitar a descida à III Divisão.
Por fim, voltou a vestir a camisola do União de Santiago entre 1983 e 1986. Na época de regresso ao clube conquistou o título distrital da AF Setúbal, enquanto em 1985-86 contribuiu para subida à II Divisão Nacional.
Depois pendurou as botas e tornou-se treinador, tendo orientado vários clubes alentejanos, entre os quais o União de Santiago, tanto nas camadas jovens como nos seniores (em 1986-87, 1993-94 e 1994-95).
 
 

Flávio (avançado)

Flávio
Avançado nascido na Guiné-Bissau, fez praticamente toda a carreira no Litoral Alentejano.
Concluiu a formação e iniciou-se como sénior no Vasco da Gama em 1982. Na primeira época na equipa principal desceu à III Divisão Nacional, patamar no qual competiu nas duas temporadas que se seguiram.
Em 1985-86 passou pela primeira vez pelo União de Santiago, contribuindo para a promoção à II Divisão Nacional.
Na época seguinte representou o Juventude de Évora, mas logo a seguir voltou ao Miróbriga para totalizar 69 partidas (67 a titular) e seis golos na II Divisão Nacional entre 1987 e 1989, não conseguindo impedir a descida à III Divisão.
Porém, em 1990 contribuiu para a subida à II Divisão, patamar no qual disputou 33 jogos (32 a titular) e apontou oito golos em 1990-91, ajudando os santiaguenses a assegurar a permanência.
Na temporada que se seguiu atuou em 27 partidas (23 a titular) e marcou quatro golos, contribuindo para a obtenção do histórico terceiro lugar.
Em 1992-93 participou em 30 encontros (27 a titular) e somou uma mão cheia de remates certeiros, mas não evitou a despromoção.
Porém, Flávio continuou no clube após a descida à III Divisão e ajudou-o a voltar à II B, patamar em que se despediu de Santiago do Cacém em 1994-95, época em que cumpriu 31 jogos (30 a titular) e marcou três golos, não evitando nova despromoção.
Depois mudou-se para o Alcacerense. 









Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...