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| Lima disputou 71 jogos e marcou oito golos pelo Sporting |
Extremo esquerdo que no início da
carreira era comparado a
Paulo
Futre, disputou 71 jogos em sete temporadas na equipa principal do
Sporting
e chegou a ser internacional A, mas ao longo dos anos foi-se tornando uma
promessa adiada. Pendurou as botas em 1999, aos 32 anos, e desde então que é
treinador, tendo estado quase sempre ligado ao
futebol de formação.
Nascido a 16 de outubro de 1966,
começou por jogar no Mira Sintra, de onde saltou para as camadas jovens dos
leões
em 1981, na transição de iniciado para juvenil. No início do ano seguinte
tornou-se internacional jovem por Portugal, quando se estreou pela seleção
nacional de sub-14.
Extremo canhoto à moda antiga,
tinha como principal arma a velocidade e jogava encostado à linha sempre à
procura de cruzar para a área. Como apareceu na equipa principal do
Sporting
poucos anos depois de
Paulo
Futre, em 1985-86, pela mão de Manuel José, foi sempre comparado ao
montijense,
acabando prejudicado.
Esteve sete anos no
plantel
leonino, mas nunca se afirmou como um titular indiscutível. Na melhor
época, em 1988-89, atuou em 22 jogos em todas as competições (16 a titular) e
apontou cinco golos. No total, somou 71 encontros e oito remates certeiros com
a camisola verde e branca entre 1985 e 1992.
Ainda assim, somou duas
internacionalizações pela
seleção
nacional A, ambas em outubro de 1989 e fora de portas, diante da
Checoslováquia
e do Luxemburgo, após 16 partidas pelas seleções jovens.
Depois transferiu-se para o
Vitória
de Guimarães, mas também não foi feliz, uma vez que não foi além de nove encontros
e um golo ao longo da temporada 1992-93.
Seguiu-se o regresso a Lisboa
para representar o
Atlético
nas divisões secundárias e dedicar-se aos estudos. Licenciou-se em Educação
Física e Desporto pela
Faculdade de Motricidade Humana e tirou o curso de
treinador. Paralelamente, voltou a atuar nas ligas profissionais com a camisola
do
Alverca
entre 1997 e 1999, ajudando os
ribatejanos
a subir à
I
Liga em 1998.
Em 1999 pendurou as botas, aos 32
anos, e iniciou a carreira de treinador, também no
Alverca.
Começou como adjunto de José Romão na equipa principal, mas depois passou a ser
o treinador dos juniores, tendo conquistado o título nacional da categoria em
2001-02.
Voltou a ser adjunto na equipa
principal, desta feita de
José
Couceiro, entre 2002 e 2004, ajudando os
ribatejanos
a subir à
I
Liga em 2003. Porém, não conseguiu impedir a descida de divisão no ano
seguinte.
Em 2004-05 teve a única
experiência como treinador principal de uma equipa principal, também no
Alverca,
ajudando os
ribatejanos
a assegurar a permanência na
II
Liga antes de o clube extinguir o futebol profissional no final da
temporada.
Depois foi adjunto de
José
Couceiro no
Belenenses
antes de iniciar, em 2006, um período de oito anos nas camadas jovens do
Sporting.
Ao longo desse tempo foi treinador dos juniores e dos juvenis, tendo também
desempenhado as funções de adjunto na equipa principal e de coordenador da formação.
Venceu o título nacional de juniores em 2007-08 e 2008-09, tendo-lhe passado
pelas mãos jogadores como
Rui
Patrício, Daniel Carriço,
Adrien
Silva, Fábio Paim,
William
Carvalho, Cédric Soares,
João
Mário,
Bruma,
André
Martins,
Gelson
Martins ou João Palhinha.
Em janeiro de 2015 passou a
trabalhar no
1º
de Agosto, no âmbito de uma parceria estratégica entre o
Sporting
e o
clube
angolano, mas regressou à Academia de Alcochete em 2018-19 para orientar
sub-23 e juniores, tendo orientado jogadores como Gonçalo Inácio, Tiago Djaló,
Thierry Correia,
Daniel
Bragança, Matheus Nunes ou Gonzalo Plata.
No início da temporada seguinte
mudou-se para as seleções jovens da
Federação Portuguesa de Futebol. Desde
então já foi adjunto dos sub-15 e selecionador nacional de sub-16, sub-17,
sub-18 e
sub-19,
tendo guiado a equipa das quinas às meias-finais do
Europeu de sub-17 em 2022.
Presentemente também orienta os sub-17, estando com dificuldades para apurar
Portugal para o Europeu da categoria.
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