Entrou no futebol português pela
porta da União
de Leiria, destacou-se no Vitória
de Setúbal e brilhou no Boavista
antes de se sagrar campeão nacional ao serviço do Sporting,
ajudando os leões a quebrar um jejum que durava há 18 anos.
Avançado móvel e bom finalizador de 1,76 m nascido a 28 de dezembro de 1973 em Tamale, no Gana, é irmão mais novo do
famoso internacional ganês Abedi Pele e, tal como o mano, deixou África rumo a
França, onde concluiu a formação no Metz. Em 1992 ajudou o Gana
a vencer a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Barcelona, com seis golos
em seis jogos, e mudou-se para o Al Ahli do Qatar, destacando-se imediatamente
ao apontar 14 remates certeiros em 22 encontros. Entretanto, também somou as
primeiras de 25 internacionalizações pela seleção
principal ganesa.
Em 1993 regressou à Europa para
representar os italianos do Lecce e não foi particularmente feliz, com apenas
três golos na Serie
A na primeira época no futebol transalpino, um deles à Juventus
em Turim, não conseguindo impedir a despromoção à Serie B, patamar no qual faturou
por quatro vezes em 1994-95.
Na ressaca desses dois anos menos
conseguidos em Itália – com uma participação na CAN 1994 pelo meio –, reforçou
a União
de Leiria no verão de 1995. Voltou a não ser particularmente feliz, com
apenas um golo (ao Gil
Vicente) em 16 jogos (dez a titular), numa época em que foi orientado por
Vítor Manuel e na qual participou em mais uma edição da Taça das Nações
Africanas. Na temporada seguinte continuou
em Portugal, mas com a camisola do Vitória
de Setúbal, clube ao serviço do qual se começou verdadeiramente a destacar.
Em 25 jogos entre campeonato e Taça
de Portugal, apontou nove golos, entre os quais um que deu um triunfo sobre
o Sporting
no Bonfim
(1-0). Valorizado, deu o salto para o Boavista
para substituir Nuno Gomes, notabilizando-se ao longo de dois anos com 40 golos
em todas as competições, o primeiro dos quais numa vitória sobre o FC
Porto que contribuiu para a conquista da Supertaça
de 1997. Em 1997-98 foi o terceiro melhor marcador da I
Liga, com 16 golos – à sua frente só o portista Mário
Jardel (26) e o benfiquista Nuno Gomes (18).
Na época que se seguiu até marcou
menos um golo no campeonato, mas ajudou os boavisteiros
a alcançar um honroso segundo lugar, na altura a melhor classificação de sempre
do clube – igualando 1975-76.
No verão de 1999, Ayew deu um novo
salto na carreira, desta feita para o Sporting,
apesar de os leões
não estarem, na altura, propriamente melhor que os axadrezados.
Tudo mudou também com a ajuda do avançado ganês, que em 1999-00 apontou nove
golos, incluindo um na última jornada diante do Salgueiros,
que contribuíram para a conquista
do título nacional que fugia há 18 anos e para a caminhada até à final
da Taça de Portugal. Pelo meio disputou a CAN 2000, prova na qual somou dois
remates certeiros.
Na época seguinte o Sporting
investiu fortemente no reforço do plantel e Ayew perdeu espaço. Esteve perto de
ser cedido aos alemães do Estugarda,
mas acabou por ser emprestado aos turcos do Yozgatspor, clube ao serviço do
qual apontou onze golos em 19 jogos no campeonato, tendo bisado diante de Fenerbahçe
e Galatasaray.
Em 2001-02 voltou a fazer a pré-época
com a equipa principal, tal como na temporada anterior, mas foi novamente
emprestado a um clube turco, o Kocaelispor, ao serviço do qual faturou por dez
vezes no campeonato e venceu a Taça da Turquia.
Seguiram-se cinco anos na China,
distribuídos por Shenyang Ginde (2003) e Inter Shanghai (2004 a 2006). Em janeiro de 2007, quando já
tinha 33 anos, regressou ao futebol português para representar novamente o Vitória
de Setúbal, tendo apontado três golos e somado duas assistências (em 12
jogos) sem os quais os sadinos
teriam assegurado a permanência na I
Liga.
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