quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Os 10 jogadores com mais jogos pelo Benfica na Liga Europa

Dez futebolistas que fizeram história pelo Benfica na Liga Europa
Duas vezes campeão europeu, o Benfica já esteve perto, mas nunca saboreou a glória na competição que outrora era denominada por Taça UEFA e que desde 2009 se chama Liga Europa, embora esteja entre os 20 clubes com mais presenças na prova.

 

Estreantes em 1978-79, as águias atingiram a final em três ocasiões: em 1982-83, sendo derrotadas a duas mãos pelos belgas do Anderlecht; em 2012-13, perdendo em Amesterdão para o Chelsea; e em 2013-14, com derrota no desempate por grandes penalidades ante o Sevilha em Turim.

 

O emblema encarnado chegou ainda às meias-finais em 2010-11 e aos quartos em 1992-93, 2006-07, 2009-10 e 2018-19.

 

No total, 243 futebolistas representaram o Benfica na Taça UEFA/Liga Europa. Vale por isso a pena recordar os dez que o fizeram por mais vezes.

 

 

10. Veloso (21 jogos)

António Veloso
A vida e a carreira de futebolista de António Veloso começou a quase 300 quilómetros de Lisboa, em São João da Madeira, tendo dado o salto do Beira-Mar para o Benfica no verão de 1980.

Conhecido pela polivalência e pelo espírito combativo, fez a estreia na Taça UEFA numa temporada que ficou marcada pela primeira presença do Benfica na final da competição, tendo atuado em sete jogos (todos a titular), incluindo o da segunda-mão da final, na Luz.

Seguiram-se mais três participações na prova, todas já depois de ter atingido pela primeira vez a final da Taça dos Campeões Europeus em 1988, tendo falhado o penálti decisivo na derrota por grandes penalidades ante o PSV no jogo decisivo.

Em 1992-93, na despedida da prova, contribuiu para a caminhada até aos quartos de final.

Após pendurar as botas em 1995 experimentou a carreira de treinador. Em 2000-01 foi adjunto de Toni no plantel principal do Benfica e na época seguinte dirigiu a equipa B, não evitando a despromoção à III Divisão.


9. Salvio (22 jogos)

Toto Salvio
Extremo que despontou no Lanús e entrou na Europa pela porta do Atlético Madrid, chegou pela primeira vez ao Benfica em 2010-11 por empréstimo dos colchoneros.

Embora os encarnados tivessem iniciado essa temporada na Liga dos Campeões, foram repescados para a Liga Europa após terminarem a fase de grupos da Champions atrás de Schalke 04 e Lyon, tendo atingido as meias-finais com a ajuda de Salvio, que apontou três golos em seis jogos. Um dos seus remates certeiros contribuiu para uma vitória no terreno do Estugarda nos oitavos de final, naquele que foi o primeiro triunfo de sempre das águias na Alemanha – os outros dois foram ao PSV numa goleada por 4-1 na Luz.

Na temporada seguinte voltou ao Vicente Calderón, mas as águias não o perderam de vista, fazendo-o regressar em 2012-13, desta vez a título definitivo. Nessa época também começou na Liga dos Campeões, mas acabou por ser repescado para a Liga Europa, tendo marcado um golo ao Newcastle em oito partidas (cinco a titular), entre as quais a final perdida para o Chelsea.

Em 2013-14, mais do mesmo: após eliminação na Champions, o Benfica seguiu para a Liga Europa e atingiu a final. Salvio, que até se tinha lesionado no início da época, aproveitou os jogos europeus para adquirir ritmo competitivo, tendo apontado um golo ao AZ Alkmaar em seis partidas (quatro a titular) na caminhada até à final.

Já sem a influência de outrora na equipa, voltou a disputar a Liga Europa em 2018-19, participando em dois jogos e apontado um golo ao Galatasaray numa participação que terminou nos quartos de final.


8. Gaitán (22 jogos)

Nico Gaitán
Disputou 22 jogos tal como Salvio, mas amealhou mais 351 minutos em campo – 1749 contra 1398.

Médio ofensivo/extremo contratado ao Boca Juniors no verão de 2010 e rotulado de internacional argentino, foi incumbido da difícil missão de fazer esquecer Di María, que tinha acabado de partir para o Real Madrid.

Com um percurso muito idêntico ao de Salvio, até porque coincidiram na Luz em cinco temporadas, estreou-se na Liga Europa em 2010-11, marcando um golo ao Paris Saint-Germain em oito jogos na caminhada até às meias-finais.

Em 2012-13 e 2013-14 voltou a estar em evidência, em duas campanhas que culminaram em chegadas às finais. Na primeira época participou em nove jogos (oito a titular) e marcou um golo ao Fenerbahçe, tendo atuado os 90 minutos na final frente ao Chelsea. “O jogo contra o Chelsea marcou-nos muito. A equipa fez um jogo muito bom, mas perdemos a final no último minuto e doeu-nos muito”, recordou Gaitán.

Na temporada seguinte esteve em cinco encontros (quatro a titular) e também apontou um golo, ao PAOK, voltando a participar na final, desta vez perdida para o Sevilha no desempate por grandes penalidades.


7. Petit (22 jogos)

Petit
Disputou 22 jogos tal como Salvio e Gaitán, mas amealhou mais minutos em campo: 1795.

Médio defensivo internacional português nascido em Estrasburgo e que se notabilizou ao serviço do Boavista, chegou ao Benfica em 2002, numa época em que as águias não participaram nas competições europeias pelo segundo ano consecutivo.

Porém, foi a tempo de disputar a Liga Europa por quatro vezes com a camisola encarnada. Em 2003-04 esteve na caminhada até aos oitavos de final, façanha que repetiu na temporada de despedida da Luz, em 2007-08.

Pelo meio, não foi além dos 16 avos de final em 2004-05 e atingiu os quartos de final em 2006-07, numa campanha em que até marcou um magnífico golo ao Paris Saint-Germain, depois de o Benfica ter caído na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Por falar em Champions, em 2005-06 ajudou a formação benfiquista a chegar aos quartos de final da prova milionária.


6. Simão (22 jogos)

Simão Sabrosa
Disputou 22 jogos tal como Petit, Salvio e Gaitán, mas amealhou mais minutos em campo: 1934.

Já depois de ter participado na Taça UEFA com as camisolas de Sporting e Barcelona, regressou a Portugal em 2001 para representar o Benfica e esteve em três presenças das águias na competição.

Em 2003-04 e 2004-05 foi uma das figuras da equipa que conseguiu manter-se na prova após a passagem de ano, tendo apontado um golo em oito jogos na primeira época e quatro em oito na segunda.

Em 2005-06 ajudou os encarnados a atingir os quartos de final da Liga dos Campeões e iniciou a temporada seguinte na Champions, mas o Benfica acabou por ser repescado para a Taça UEFA e chegou aos quartos de final da prova com o precioso contributo de Simão, que faturou por quatro vezes em seis partidas.

Depois voltou a emigrar para Espanha, desta vez para o Atlético Madrid.


5. Carlos Martins (24 jogos)

Carlos Martins
Médio formado no Sporting, que inclusivamente esteve na campanha que levou os leões à final da Taça UEFA em 2004-05, chegou ao Benfica no verão de 2008, proveniente do Recreativo Huelva.

Pelas águias jogou pela primeira vez na competição em 2008-09, na última época com a antiga designação, não tendo ido além da fase de grupos.

Na temporada seguinte foi um elemento importante na caminhada da equipa até aos quartos de final da já então renomeada Liga Europa, tendo participado em oito jogos (cinco a titular).

Em 2010-11 começou na Liga dos Campeões, mas os encarnados foram repescados para a segunda prova europeia e acabaram por chegar às meias-finais, com Carlos Martins a disputar sete encontros (três a titular).

Na época que se seguiu foi cedido aos espanhóis do Granada, mas regressou à Luz em 2012-13 para ajudar o Benfica a atingir novamente a final da Liga Europa, participando em quatro partidas (duas a titular).

O médio internacional português continuou no clube por mais um ano, mas depois rumou ao Belenenses, onde encerrou a carreira.

 

 

4. Nuno Gomes (35 jogos)

Nuno Gomes
Avançado que chegou ao Benfica no verão de 1997, proveniente do Boavista, não viveu uns primeiros anos de águia ao peito propriamente felizes em termos europeus, tendo sido precocemente eliminado pelos franceses do Bastia em 1997-98 e pelos espanhóis do Celta de Vigo em 1999-00.

Em 2000 transferiu-se para a Fiorentina, mas no verão de 2002 regressou à Luz. Nessa segunda aventura no clube, até 2011, atuou num total de 29 encontros e apontou 11 golos, ajudando os encarnados a chegar aos quartos de final em 2006-07 e 2009-10.

De 2006-07 fica a lamentação de não ter chegado mais longe, após a eliminação às mãos do Espanyol. “Há um golo que falho em Barcelona, com o Espanyol. Está 3-2 para eles e tenho o 3-3 nos pés. Se marcasse, íamos para a meia-final da Taça UEFA. É uma jogada do Rui Costa, ele cruza e a bola está quase lá dentro. Em vez de empurrar com o pé, vou de carrinho. Como é que te explico? Faço o carrinho e não calculo bem a velocidade da bola. Eu atiro-me, a bola bate-me nas pernas e eu fico ali sem saber como empurrar a bola para a baliza”, recordou ao Observador.

Ainda assim, a melhor campanha em termos de golos foi a de 2003-04, quando somou cinco remates certeiros em outros tantos jogos, ajudando os benfiquistas a chegar aos oitavos de final.

Depois mudou-se para o Sp. Braga.


3. Maxi Pereira (35 jogos)

Maxi Pereira
Disputou 35 jogos tal como Nuno Gomes, mas amealhou mais 475 minutos em campo – 2833 contra 2358.

Proveniente do Defensor Sporting no verão de 2007, Maxi Pereira era na altura um médio que atuava preferencialmente pelo corredor direito. Na primeira época começa na Liga dos Campeões e marca inclusivamente um golo ao AC Milan, mas o Benfica acaba repescado para a Taça UEFA, prova na qual o uruguaio haveria de cumprir os seus dois primeiros jogos.

Na temporada seguinte foi adaptado com sucesso à lateral direita por Quique Flores, mas em termos europeus não passou a fase de grupos da Taça UEFA.

Depois a competição ganhou a designação de Liga Europa e a partir daí foi sempre a subir. Em 2009-10 ajudou as águias a chegar aos quartos de final com dois golos ao Marselha nos oitavos e na época que se seguiu contribuiu para a caminhada até às meias-finais com um golo ao Paris Saint-Germain nos oitavos.

Em 2011-12 o Benfica chegou até aos quartos de final da Liga dos Campeões, mas nas duas temporadas que se seguiram atingiu a final da Liga Europa. Em Amesterdão não foi utilizado na derrota ante o Chelsea, mas em Turim atuou os 120 minutos do jogo que culminou no triunfo do Sevilha no desempate por penáltis.


2. Cardozo (42 jogos)

Óscar Cardozo
Um jogador marcante no Benfica nas primeiras duas décadas do século XXI e que conseguiu tornar-se no melhor marcador estrangeiro da história do clube, com um total de 172 golos em todas as competições, 21 dos quais na Taça UEFA/Liga Europa.

O primeiro remate certeiro aconteceu na primeira época que disputou a competição, em 2007-08, tendo marcado na Alemanha um dos golos que contribuíram para que as águias empatassem no terreno do Nuremberga (2-2) e carimbassem o apuramento para os oitavos de final, onde haveriam de cair aos pés dos espanhóis do Getafe.

Na temporada seguinte ficou em branco, numa participação em que os encarnados não foram além da fase de grupos, mas redimiu-se em 2009-10 ao sagrar-se num dos melhores marcadores da então recém-criada Liga Europa, ao apontar nove golos – os mesmos do peruano Claudio Pizarro (Werder Bremen) -, ajudando o Benfica a chegar aos quartos de final.

Na época que se seguiu começou na Liga dos Campeões, mas as águias foram repescadas para a segunda prova europeia e o internacional paraguaio correspondeu com quatro golos na caminhada até às meias-finais.

Em 2011-12 ajudou os encarnados a atingirem os quartos de final da Champions, mas nas temporadas que se seguiram brilhou na Liga Europa, tendo apontado sete golos em 2012-13, incluindo um na final frente ao Chelsea. Em 2013-14 voltou a chegar à final, mas sem faturar ao longo do percurso até ao jogo decisivo, que teve lugar em Turim.

“Superei as minhas expectativas, marquei muitos golos e conquistei vários troféus. Só tenho pena de não ter ganho a Liga Europa, mas fomos duas vezes à final, algo que muitos outros gostariam de conseguir”, assumiu, em declarações à BTV.

Depois transferiu-se para os turcos do Trabzonspor.


1. Luisão (56 jogos)

Luisão
Defesa central brasileiro, chegou ao Benfica proveniente do Cruzeiro no verão de 2003, numa fase em que os encarnados jogavam no Jamor enquanto terminavam as obras do novo estádio e numa altura em que as águias estavam há dois anos sem competir nas competições europeias.

Nas duas primeiras épocas competiu na Taça UEFA e ajudou a equipa benfiquista a manter-se em prova para lá de dezembro, ainda que sem conseguir atingir as fases mais adiantadas do torneio.

Depois de ter estado na caminhada até aos quartos de final da Liga dos Campeões em 2005-06, na temporada que se seguiu chegou até à mesma fase, mas da Taça UEFA, tendo participado em três jogos dessa caminhada que começou após a eliminação na fase de grupos da Champions.

Em 2007-08 chegou aos oitavos de final da Taça UEFA após nova repescagem da Liga dos Campeões e na época que se seguiu não passou da fase de grupos da competição.

Depois começou a era Jorge Jesus e o Benfica subiu de nível, tendo atingido os quartos de final em 2009-10, as meias-finais em 2010-11 e a final em 2012-13 e 2013-14, sempre com Luisão como um dos pilares da equipa.

Em março de 2014 viveu uma noite memorável ao bisar numa vitória sobre o Tottenham em White Hart Lane. E um mês antes completou um total de 100 jogos nas competições europeias. “Sinto-me muito feliz por fazer 100 jogos nas provas europeias. É uma marca muito grande num só clube. Fico feliz por jogar todos os jogos pelo Benfica como se fossem o primeiro, mas claro que esta marca me deixa muito contente”, afirmou na altura.

No final de 2018 pendurou as botas e passou a integrar a estrutura do clube.

















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