Um dos melhores defesas da sua
geração, um dos centrais mais goleadores da história e também um dos mais
emblemáticos jogadores do Real
Madrid nas décadas de 1990 e 2000, parte integrante do regresso do clube aos
títulos europeus.
Nascido a 23 de março de 1968 em Vélez-Málaga,
Fernando Hierro chegou a integrar as camadas jovens do Málaga,
mas foi dispensado. Um início improvável, mas não assim tão incomum para um
futebolista com uma carreira tão gloriosa. Enquanto sénior começou no
Valladolid em 1987, mas dois anos depois já estava no Real
Madrid para iniciar um período de 14 épocas no Santiago
Bernabéu. Ao longo desse trajeto notabilizou-se
como um líder de balneário, um jogador que combinava características
essencialmente defensivas com uma notável capacidade de finalização. Começou
como trinco, mas afirmou-se plenamente como defesa central. Ao serviço dos merengues
marcou 128 golos em 602 partidas e conquistou três Ligas
dos Campeões (1997-98, 1999-00 e 2001-02), cinco campeonatos espanhóis
(1989-90, 1994-95, 1996-97, 2000-01 e 2002-03), uma Taça do Rei (1992-93),
quatro Supertaças de Espanha (1990, 1993, 1997 e 2001), duas Taças
Intercontinentais (1998 e 2002) e uma Supertaça Europeia (2002), tendo erguido
alguns desses troféus na condição de capitão de equipa. Paralelamente, somou 89 jogos e
29 golos pela seleção
espanhola, tendo marcado presença nos Mundiais de 1990, 1994,
1998 e 2002
e nos Europeus de 1996
e 2000.
No ocaso da carreira passou ainda
pelo Al-Rayyan, do Qatar, e pelo Bolton,
de Inglaterra, antes de pendurar as botas em 2005, aos 37 anos. Posteriormente iniciou um
percurso como dirigente e treinador. Trabalhou como diretor desportivo da seleção
espanhola e, em 2018, assumiu temporariamente o cargo de selecionador
durante o Mundial
da Rússia.
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