Lateral nascido a 26 de janeiro
de 1971 em Posadas, na Argentina, foi jogar para o país dos avós, o Paraguai, quando
tinha 20 anos. Começou pelo Cerro Corá em 1991, mas no ano seguinte mudou-se
para o mais conceituado Libertad, no qual se começou a destacar. Em 1994 voltou à Argentina para vestir
a camisola do Estudiantes,
clube ao serviço do qual disputou mais de 120 jogos em cinco anos. Curiosamente, foi enquanto jogava
no país-natal que decidiu representar a seleção
do Paraguai, pela qual se viria a estrear em junho de 1997, num particular
diante dos Estados
Unidos antes da Copa América, prova em que veio a participar. Nos meses que
se seguiram manteve-se nas escolhas da albirroja,
tendo sido convocado para o Mundial 1998, torneio em que não chegou a jogar.
Depois não voltou a ser chamado, tendo encerrado a carreira internacional com
apenas oito internacionalizações. No verão de 1999, quando já tinha
28 anos, transferiu-se para o Benfica
na companhia do companheiro de equipa Carlos Bossio, uma mudança à qual Ricardo
Rojas se referiu como o “ponto mais alto” do seu percurso como futebolista
profissional. “Um empresário espanhol estava mandatado por Jupp Heynckes para
ver jogadores na Argentina. Esteve num jogo do Estudiantes,
viu-me e recomendou-me. Depois disso, chegaram a um acordo e fui jogar para lá”,
recordou, em entrevista ao jornal O
Jogo, em dezembro de 2013. Na primeira temporada na Luz
foi titularíssimo para o treinador alemão, tendo atuado em 30 jogos em todas as
competições, entre os quais a célebre
goleada sofrida em Vigo (0-7) e uma derrota em casa diante do Sporting
que ditou a eliminação na Taça
de Portugal (1-3). Em 2000-01 também começou no onze,
mas foi expulso logo na primeira
partida da época, uma derrota às mãos do FC Porto nas Antas na primeira jornada
do campeonato (0-2). Voltou num desaire com o Halmstads na Suécia (1-2),
ainda com Heynckes como homem do leme, e a 23 de setembro de 2000 foi titular
no Bessa, no primeiro
jogo de sempre de José Mourinho como treinador principal. Porém, esteve
diretamente associado a essa derrota frente ao Boavista
(0-1), conforme lembrou o técnico num livro biográfico da autoria de Luís
Lourenço: “Nas minhas preleções defino sempre situações-tipo do adversário, ou
seja, aquelas jogadas que eles normalmente ensaiam, que são estudadas. O Boavista,
na manobra atacante, apostava muito nos cruzamentos e nas diagonais dos alas,
igualmente ao primeiro poste. Disse e redisse estas situações aos jogadores do Benfica
antes do início do jogo. Nem de propósito! Na primeira jogada ofensiva do Boavista
houve um cruzamento, com uma entrada ao primeiro poste e golo. Disse para mim:
'que jogador é este, o Rojas? Será que ele percebe português ou tenho de falar
em espanhol para me entender?'”
Entretanto foi perdendo espaço
para o recém-contratado lateral direito jugoslavo Ivan Dudic e para o jovem
lateral esquerdo Diogo
Luís, proveniente da equipa B, não tendo ido além de 12 jogos oficiais disputados
nessa sua segunda época em Lisboa, o último dos quais numa goleada
sofrida às mãos do FC Porto, nas Antas, para a Taça de Portugal (0-4). No início de 2001 regressou à
Argentina para defender as cores do River
Plate, inicialmente por empréstimo e posteriormente já como jogador do emblema
de Buenos Aires a título definitivo. Ao serviço dos millonarios
alternou com Matías Lequi no lado esquerdo da defesa, venceu três campeonatos
argentinos (clausura em 2002, 2003 e 2004) e marcou um golaço num dérbi
com o Boca
Juniors, que lhe valeu a alcunha de “vaselina”. Pelo meio rejeitou a
convocatória para o Mundial
2002, para que o seu filho não sentisse a ausência do pai durante mais de
um mês.
Ficou no River até 2006, tendo
encerrado a carreira no ano seguinte, aos 36 anos, após uma curta passagem pelo
Belgrado. Após deixar o futebol voltou à terra-natal
e dedicou-se à agricultura.
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