domingo, 22 de setembro de 2019

A minha primeira memória de... um jogo entre Sporting e Famalicão

Phil Babb com dificuldades para travar o ataque do Famalicão
Ainda não era nascido aquando das passagens do Famalicão pela I Divisão nas décadas de 1940 e 1970 e no início da de 1990. Curiosamente, no dia em que eu nasci, a 26 de janeiro de 1992, os famalicenses defrontaram o Sporting em casa e empataram a zero. E como podem imaginar, ainda era um bebé quando as duas equipas se defrontaram nos campeonatos de 1992-93 e 1993-94.


Assim sendo, o primeiro jogo de que tenho memória entre os dois emblemas remonta a 2000-01, quando ambos se defrontaram nos quartos de final da Taça de Portugal. Recordo-me de ter assistido ao jogo através da SIC, que nessa altura tinha os direitos televisivos da competição.

Os minhotos, orientados por José Alberto Costa, eram uma das três equipas da II Divisão B que resistiam na prova raínha naquela fase, a par de Bragança e Moreirense. Antes de receber os leões, o Famalicão tinha afastado em casa os primodivisionários Belenenses e Gil Vicente. Uma campanha notável, da qual fizeram parte alguns jogadores que já tinham estado na I Liga, como o guarda-redes Candeias (Farense), e outros que haveriam de lá chegar, como Pinheiro (Paços de Ferreira), Joca (Gil Vicente) e Djalmir (Belenenses e Olhanense).


O Sporting era claro favorito, mas ameaça de mais um tomba-gigantes pairou no ar durante quase uma hora de jogo. Foi essa a duração da vantagem do Famalicão, entre os 21 e os 78 minutos. Coube a Hélder inaugurar o marcador através de um remate de pé esquerdo que fez a bola embater no poste antes de entrar na baliza à guarda de Nélson, na sequência de um lance de contra-ataque.

Os minutos foram passando e a equipa do terceiro escalão parecia confortável no jogo, perante um leão imponente. Desesperado, o treinador Manuel Fernandes foi acrescentando progressivamente pendor ofensivo à sua equipa: ao intervalo trocou Bruno Caires por Rodrigo Fabri, a 25 minutos do fim Hugo por Rodrigo Tello e à entrada do último quarto de hora Mbo Mpenza por Robert Spehar.

As alterações lá surtiram efeito e Spehar, avançado croata que em mais de um ano de verde e branco só tinha participado em três jogos, todos na condição de suplente utilizado, revelou-se decisivo. Primeiro, cruzou para o remate à meia volta de Acosta que deu o empate, aos 78 minutos. Depois, estreou-se finalmente a marcar com a camisola do Sporting, de cabeça, após desvio de Acosta ao segundo poste na sequência de um canto apontado no lado esquerdo por Rodrigo Fabri (83'). E para acabar a noite em beleza, bisou num lance em que foi desmarcado por Fabri e contornou o guarda-redes Candeias antes de atirar para o fundo das redes.


“O Sporting venceu em Famalicão, por 1-3, mas sofreu muito durante mais de uma hora, o tempo que o Famalicão esteve à frente no marcador. Depois de uma primeira parte em que o Famalicão esteve confortavelmente em campo, marcando um golo e defendendo sem problemas, Manuel Fernandes meteu a sua força de intervenção rápida (Rodrigo Fabri, Tello e Spehar) e conseguiu dar a volta ao resultado”, escreveu o Record na crónica do jogo.

Diz-se muitas vezes que os avançados por vezes só precisam de confiança para começar a marcar golos com alguma cadência e foi isso que aconteceu com Spehar, que nessa temporada faturou por mais cinco vezes (em oito jogos). Feitas as contas, terminou a temporada com uma média de um golo a cada 70 minutos. Nada mau!



























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