segunda-feira, 25 de março de 2019

Bruno Cortez confirma no Grêmio o que Jorge Jesus viu nele

Bruno Cortez venceu a Libertadores pelo Grêmio em 2017
Sete jogos oficiais e alguns erros individuais pelo Benfica na segunda metade 2013 bastaram para que fosse apelidado de flop. Porém, o que Bruno Cortez já mostrava no São Paulo e exibe agora no Grêmio é que a passagem malsucedida por Portugal se deveu mais a questões de inadaptação ou de ansiedade do que propriamente a falta de qualidade.

Quando chegou à Luz, tinha 26 anos e vinha rotulado de um lateral muito ofensivo, característica que mantém e concilia com uma boa leitura de jogo, consistência e capacidade física a fazer os vaivéns no corredor esquerdo, como se de uma locomotiva se tratasse, e facilidade em recuperar a posição nas transições defensivas.


Hoje é um dos melhores laterais esquerdos do Campeonato Brasileiro, se não o melhor. Se tivesse 22 e não 32 anos, certamente que os colossos europeus estariam dispostos em abrir cordões à bolsa para o levar para o velho continente.

Sempre preparado para embalar em passada larga pelo flanco esquerdo, gosta de subir e fazer a equipa progredir através de tabelinhas com os jogadores que lhe estão mais próximos, invariavelmente o volante e o extremo do seu lado. A sua vocação ofensiva é de tal forma patente que lhe permite fazer todo o corredor, libertando o extremo esquerdo Everton aparecer em zonas interiores. Noutras ocasiões, é o próprio Bruno Cortez que surge mais por dentro, e bem, com Everton a aparecer por fora a dar largura.


À capacidade física e tática para se envolver constantemente no ataque, junta-se a qualidade técnica que o torna capaz de desenvencilhar-se em situações de um contra um e cruzar com precisão para o interior da área.

Este Bruno Cortez, com todos estes atributos, foi certamente o que Jorge Jesus viu quando decidiu avançar para a sua contratação no 2013, com o intuito de finalmente fazer esquecer Fábio Coentrão, depois de os sucessores Emerson, Capdevila, Melgarejo e Luisinho terem ficado aquém das expetativas. Mas o lateral natural do Rio de Janeiro, que também tem capacidade para executar lançamentos laterais longos, por esta ou por aquela razão não foi feliz na Luz.

















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