segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Premier League | Tottenham 2-0 Aston Villa
O Tottenham bateu esta noite o Aston Villa por 2-0 em White Hart Line, para a Premier League, com dois golos do avançado togolês Emmanuel Adebayor.
Eis a constituição das equipas:
Tottenham

O Tottenham tem esta noite uma oportunidade de ouro para ultrapassar o Chelsea e igualar o Newcastle no 3º lugar, e mesmo assim, ter um jogo a menos que essas duas equipas. Ou seja, caso ganhe ao Aston Villa e a partida que tem em atraso até fica a um ponto do Manchester United que está em 2º.
Ainda não vi nenhum jogo dos “Spurs” esta época, mas dando uma olhada nos nomes que compõe o plantel, há muita qualidade.
Este encontro fica marcado pelo regresso ao banco de suplentes do treinador Harry Redknapp, após ter sido operado ao coração.
Aston Villa

O Aston Villa ocupa o 8º lugar, e tendo em conta que os sete primeiros são equipas candidatas à Liga dos Campeões, pode-se dizer que os “Villages” estão em 1º no seu campeonato.
Também ainda não tinha visto nenhum jogo desta formação esta época, em termos de nomes no plantel não me parece tão forte como o Tottenham, mas mesmo assim conta com atletas de renome internacional.
O gráfico acima parece confuso, mas a verdade é que o Aston Villa jogou em 4-4-2 que muitas vezes se desdobrava em 4-3-3 em função das movimentações de Emile Heskey.
Como seria de se esperar, o Tottenham entrou por cima, dominava o adversário em termos de posse de bola (cerca de 80% nos primeiros 15 minutos) e jogava mais perto da baliza contrária, mas a primeira grande ocasião só aconteceu aos 11’ quando após uma jogada no flanco direito, Aaron Lennon cruzou para um cabeceamento de Emmanuel Adebayor ao lado.
Pouco tempo depois, um remate de Kaboul interceptado por um defesa e passou perto da baliza de Shay Given, e na sequência do canto, após um alivio da defesa dos homens de Birmingham, a bola sobra para Gareth Bale que em esforço colocou-a na área onde Adebayor com um pontapé de bicicleta fez o 1-0.
O Aston Villa reagiu de uma forma tímida mas foi a formação londrina quem continuou a mandar na partida e a criar oportunidades, especialmente com um remate forte do lado direito de Rafael van der Vaart à malha lateral, e mais perto do intervalo, acabou mesmo por ampliar a vantagem. Após um cruzamento vindo da esquerda junto à relva por Bale, Collins e Given não conseguem interceptar a bola e esta acaba por sobrar para Adebayor, que à boca da baliza fez o 2-0.
A formação de Harry Redknapp chegou assim ao interregno em vantagem com toda a justiça, porque dominou o jogo na primeira metade em termos territoriais, de posse de bola e até de oportunidades, e o que se seguiu nos últimos 45 minutos acabou por ser mais do mesmo.
O Aston Villa ainda esboçou uma reacção no inicio da segunda parte, mas depois só deu Tottenham.
Adebayor falhou o 3-0 por duas vezes de forma em que lhe era exigido mais (52’ isolado por um grande passe de Luka Modric e 61’ após movimento na diagonal na sequência de uma assistência de van der Vaart).
Walker, jovem lateral dos “Spurs”, também esteve perto de marcar num remate de fora da área, e já mais perto do fim, uma sequência de defesas de Given também impediram que o resultado correspondesse de uma forma mais justa ao que foi a partida: um jogo de sentido único, em que parecia que o campo estava inclinado.
Fazendo uma análise às equipas, tenho de fazer rasgados elogios ao Tottenham.
É certo que o adversário até nem foi muito exigente, mas o que vi esta noite foi uma equipa muito completa, com grandes jogadores em todas as posições e que na minha opinião não é inferior ao Chelsea, e não sei até que ponto não será superior ao United (que esta época tarde em convencer a nível exibicional).
Brad Friedel teve uma noite tranquila, Walker e Assou-Ekotto têm as características dos bons laterais modernos e Ledley King e sobretudo Kaboul mostraram ser bons centrais que embora sem grande qualidade técnica, têm um grande físico e são muito fortes no desarme.
Scott Parker fez um grande jogo sobretudo em termos defensivos pois recuperou imensas bolas e desenrascou-se em situações complicadas sem jogar feio e fazer faltas, já ofensivamente falhou alguns passes que podiam ter comprometido a sua equipa mas isso acontece a todo o bom jogador. Van der Vaart e especialmente Modric impressionaram-me pela qualidade de passe e de dinâmica que dão àquele meio-campo, o croata é um excelente jogador que me faz lembrar João Vieira Pinto, tanto em termos físicos como na condução do esférico.
Já quanto ao trio da frente, já tinha ouvido falar imenso deste Gareth Bale mas confesso que nunca tive oportunidade de o ver jogar e hoje fiquei rendido a este jogador que faz da verticalidade a sua principal arma, Aaron Lennon é um excelente jogador também e o que se pode apontar a Emmanuel Adebayor que fez os dois golos dos “Spurs”?
Uma equipa completíssima que me deixou água na boca. Quero vê-los em acção mais vezes, sobretudo frente às principais equipas do campeonato inglês, pois fiquei com a sensação de que está aqui um sério candidato ao pódio.
Quanto ao Aston Villa, por muito que me esforce, não consigo destacar especialmente pela negativa e muito menos pela positiva qualquer jogador. Pareceu-me uma formação muito homogénea mas neste caso isso não é positivo pois toda a equipa esteve apagada.
Exigia-se mais aos avançados que afinal de contas são habitualmente convocados para a selecção inglesa, e também à defesa que foi muito permissiva.
Surpreende-me como é que o Villa está em 8º.
Com esta vitória do Tottenham por 2-0, conclui-se a 12ª jornada da Premier League e esta é a classificação:
domingo, 20 de novembro de 2011
Taça de Portugal | Sporting 2-0 Sp. Braga
O Sporting qualificou-se para a próxima eliminatória da Taça Portugal após bater esta noite o Sp. Braga por 2-0 em Alvalade, com golos de Diego Capel e Insúa.
Eis a constituição das equipas:
Sporting

O Sporting mostra todo o seu respeito pelo valor do adversário e não mexe muito naquele que costuma ser a sua equipa habitual. A única novidade acaba por ser a titularidade de André Santos, relegando Pereirinha para o banco de suplentes. Com toda a normalidade, Polga, Onyewu e Insúa recuperaram de lesões e regressam ao onze.
Os leões voltam a iniciar uma partida sem um extremo de raiz no lado direito, situação à qual tenho vindo a ser um crítico pois a equipa geralmente “coxeia”, ataca sobretudo pelo flanco esquerdo, não joga a toda a largura, torna-se previsível e Diego Capel desgasta-se mais facilmente.
Sporting de Braga

Esta época ainda só vi um jogo completo do Braga, e foi ao vivo, no Bonfim, numa partida em que os minhotos venceram o Vitória de Setúbal por 1-0. Pareceu-me ser uma formação que está uns furos abaixo da temporada transacta, mas que no entanto continua muito forte.
Para Leonardo Jardim, a lista de jogadores impedidos de jogar é extensa, há oito lesionados e sem laterais-direitos de raiz, a solução encontrada pelo técnico madeirense foi adaptar o médio Leandro Salino a essa posição.
Na baliza, estará Berni (guarda-redes da Taça), em detrimento do habitual titular Quim.
O Braga começou melhor no jogo, com transições rápidas a tentar criar perigo, e logo aos 8’ Lima teve uma grande arrancada, entrou na grande área mas rematou ao lado.
No entanto, os minhotos abriram-se um pouco na sua zona defensiva, e num contra-ataque conduzido em velocidade por Matías, o chileno colocou no flanco direito em Wolfswinkel, que cruzou para a área onde Capel recebeu a bola, tirou Berni do caminho e com a baliza aberta fez o 1-0 à passagem do primeiro quarto de hora.
Nos minutos que se seguiram o Sporting pela primeira vez estava por cima da partida, e após um livre marcado do lado esquerdo por Matías, o guarda-redes italiano dos bracarenses defendeu para a frente onde Insúa de forma involuntária acabou por marcar com o peito. Golpe rude para a formação de Leonardo Jardim.
Nesta altura o Braga reagiu e tentou a todo o custo reduzir o mais cedo possível, e até esteve perto de marcar, mas viu negadas as suas oportunidades sobretudo por Rui Patrício.
Primeiro por um livre de Hugo Viana aos 24’, depois através de um cruzamento na esquerda e posteriores tentativas de recarga após o desvio do guarda-redes português e finalmente, mais perto do intervalo, por um cabeceamento de Djamal.
O Sporting chegava então ao interregno com uma vantagem de dois golos, algo exagerada nesta altura, na minha opinião, até porque a formação leonina pouco mais produziu ofensivamente do que os lances em que marcou. Mas já se sabe, a eficácia também conta.
O segundo tempo começou logo com uma contrariedade para os arsenalistas, Elderson foi expulso após derrubar Elias ainda fora da grande área quando este se isolava, e acabou por ser o que o Sporting também precisava para controlar esta partida, o que com ou sem bola, foi acontecendo, ainda que com algumas oscilações.
A melhor oportunidade para o Sp. Braga igualar foi aos 68’, por Paulo César (acabado de entrar), a cabecear à trave após cruzamento na direita por Leandro Salino.
Nesta fase do jogo, e já a pensar no “derby” do próximo sábado, Domingos Paciência tinha retirado Matías (que trabalhou condicionado ao longo da semana) e André Santos (foi-lhe mostrado o cartão amarelo) e colocou em campo Carrillo e Carriço, e mais tarde ainda trocou o queixoso e amarelado Insúa por Evaldo.
O Sporting também teve oportunidades para ampliar o marcador, primeiro por João Pereira, aos 73’, de trivela ao lado, e aos 86’, Carrillo num remate espectacular atirou ao ferro, mas o resultado ficou mesmo em 2-0, uma vitória justa dos leões.
Com esta vitória, a equipa de Alvalade segue para a próxima eliminatória onde já não entram FC Porto, Sp. Braga e Vitória de Guimarães, entre outros.
Fazendo uma análise às equipas, terei de começar pela de arbitragem. Não gosto de comentar as decisões dos juízes da partida, penso que a velocidade do jogo e a ilusão de óptica influenciam algumas decisões, mas quanto aos critérios, não há desculpas, e esta noite Jorge Sousa apitou demasiado, mostrou muitos cartões e estragou um pouco um jogo que tinha condições para ser electrizante.
O Sporting não fez uma exibição de encher o olho, não foi aquela equipa que em jogos anteriores criava dezenas de ocasiões de golo, mas fez o suficiente, mostrou eficácia e maturidade, e sobretudo, que consegue também bater adversários com a valia do Sporting de Braga, um adversário directo na Liga ZON Sagres e também um candidato a vencer esta Taça de Portugal.
Rui Patrício fez uma série de boas defesas, o sector defensivo esteve bem, André Santos ainda não está ao nível da época passada mas não esteve mal, Elias fez mais um grande jogo tanto a atacar como a defender, Schaars como de costume não deu nas vistas mas é sempre importante, Matías não brilhou mas não se lhe pode apontar nada, Capel fez mais das suas e Wolfswinkel não marcou, mas esteve muito mais em jogo do que nas recentes partidas.
Quanto aos que entraram, Carriço esteve bem a trinco, Carrillo teve um grande momento em que atirou ao ferro e mostrou argumentos para lutar pela titularidade e Evaldo esteve menos tempo em campo mas juntamente com o peruano teve algumas jogadas na esquerda.
Quanto ao Braga, entrou em Alvalade com uma atitude positiva, foi-se um pouco abaixo após sofrer o primeiro golo, mas reagiu assim que sofreu o segundo e durante todo o jogo foi criando algumas situações de perigo e talvez merecesse pelo menos um golo.
Berni falhou no segundo golo, não aproveitou a oportunidade, de resto, Leandro Salino não esteve mal como lateral-direito e a defesa acabou por sofrer golos nos poucos erros que cometeu.
A atacar Hugo Viana foi importante sobretudo nas bolas paradas, Alan mostrou vontade, mas foi mesmo Lima o mais inconformado, ainda que tudo isso tenha sido insuficiente para pelo menos marcar um golo.
Premier League | Chelsea 1-2 Liverpool
O Liverpool foi esta tarde a Stamford Bridge vencer o Chelsea por 2-1 num jogo a contar para a Premier League. Maxi Rodríguez e Glenn Johnson marcaram para os “reds”, Sturridge fez o golo dos “blues”.
Eis a constituição das equipas:
Chelsea

À entrada para este jogo, o Chelsea está num desolador 4º lugar e tem agora a oportunidade de alcançar o Newcastle no 3º posto.
A equipa de André Villas-Boas ainda não venceu nenhuma equipa que luta por uma vaga na Liga dos Campeões, e começa assim a contestação ao treinador português.
Já vi alguns jogos dos londrinos esta temporada, penso que tem uma formação composta por grandes jogadores em quase todas as posições, mas que para este nível falta-lhe mais soluções ofensivas, pois Drogba esteve lesionado por algum tempo, Torres marca poucos golos, Anelka o mesmo e não há alternativas nas alas aos jogadores que actualmente actuam, onde há o incansável Juan Mata que é um grande dinamizador dos “blues” mas também Sturridge que ainda está muito verde para ser titular no Chelsea.
Liverpool

O Liverpool está a fazer um campeonato abaixo das expectativas, continuando abaixo dos lugares que dão acesso às competições europeias, perdendo muitos pontos em jogos em que a vitória era mais que uma obrigação.
Do pouco que vi dos “reds” esta época, arrisco-me a dizer que é Suárez + 10.
Os minutos iniciais foram muito intensos e disputados, sobretudo a meio-campo, com ligeiro ascendente do Chelsea que foi a primeira equipa a criar perigo, num remate de Mata que foi interceptado perto da linha de baliza por Glenn Johnson.
Pouco depois, o lateral do Liverpool subiu pelo flanco mas demorou demasiado a cruzar a bola e já com pouco ângulo Petr Cech conseguiu ficar com o esférico.
Aos 21’, deu a sensação de golo em Stamford Bridge. Um livre directo de Drogba enganou até o realizador que pensou que a bola tinha entrado, mas na verdade passou muito perto do poste, bateu no placard publicitário, voltou para três e bateu na rede do lado de fora, iludindo muitos espectadores.
Aos 33’, golo do Liverpool. Petr Cech arriscou na marcação do pontapé de baliza ao passar a bola por Obi Mikel, que face à pressão perdeu-a para Craig Bellamy, e o galês tabelou bem com Suárez para posteriormente assistir Maxi Rodríguez, que sozinho na esquerda, deu vantagem aos “reds”.
Para o segundo tempo, Villas-Boas mexeu na equipa a retirou de campo Obi Mikel para colocar Sturridge, e acertou em cheio na substituição, pois aos 55’, o recém-entrado atacante inglês acabaria por marcar ao desviar à boca da baliza um remate rasteiro e torto de Malouda.
Assim que alcançou o empate, o Chelsea colocou-se por cima do jogo, galvanizando os seus adeptos e tendo algumas oportunidades para chegar à vantagem, encostando por completo o Liverpool ao seu meio-campo defensivo. Entre as ocasiões para marcar destaca-se um pontapé de bicicleta de Malouda ao lado e poucos minutos depois o francês respondeu de primeira a um cruzamento de Ivanovic mas o remate saiu mais uma vez bastante desenquadrado com a baliza.
Na minha opinião já tarde do jogo, Fernando Torres e Raúl Meireles entraram na partida para substituir Didier Drogba e Ramires, mas até foi o Liverpool (que tinha colocado no jogo Henderson e Downing) que beneficiou com as alterações do seu adversário.
Primeiro, aos 86’, após uma grande jogada de Henderson na direita, Kuyt em boa posição atira ao lado, mas no minuto seguinte, a formação de Kenny Dalglish marcou mesmo, após uma grande arrancada no flanco direito por Glenn Johnson, este passou por Ashley Cole e de pé esquerdo na cara de Petr Cech fez o 1-2, resultado com que terminou a partida.
Foi um jogo intenso, sobretudo nos primeiros 10 minutos e em toda a segunda parte. Se o resultado é justo? Bem, na minha opinião ambas as equipas mostraram querer vencer, o Chelsea acabou por sofrer dois golos um pouco contra a corrente do jogo, mas há que dar mérito ao Liverpool que aproveitou as oportunidades e defendeu bem.
Fazendo uma análise a ambas as formações, volto a bater na mesma tecla no que concerne aos londrinos. Villas-Boas tem jogadores pouco completos que acrescentam pouco, e posso dar uma série de exemplos: Ivanovic jogou a lateral e é pouco rápido, não tem grande domínio de bola e até me pergunto porque razão não foi o mais móvel David Luiz a ocupar essa posição, ou então, porquê Bosingwa no banco? Obi Mikel é um “6” que defensivamente é melhor que Meireles, sem dúvida, mas o português também defende bem e sobretudo é extremamente importante a transportar o jogo. Nas alas, Sturridge parece estar ainda verde, falta-lhe experiência e potenciar algumas qualidades, mas ao olharmos para as alternativas vemos um pouco explosivo Malouda que só na segunda parte apareceu e esteve quase sempre mal, até na assistência que acabou por fazer tentou rematar à baliza, e deixou de acompanhar Glenn Johnson no 1-2. Na frente de ataque, Didier Drogba está em sub-rendimento, e já se sabe que Fernando Torres também não é o goleador que foi outrora.
Para uma equipa que quer lutar pelo título inglês, foram mostrados muito poucos argumentos comparativamente ao que já vi das equipas de Manchester.
Quanto a outros jogadores, é difícil pedir mais de John Terry mas David Luiz teve muito nervoso, Ramires, Lampard e Mata tentaram dinamizar o ataque mas não fizeram dos seus melhores jogos. E como já disse, Torres e Meireles entraram bastante tarde.
Villas-Boas continua sem vencer concorrentes directos.
No que concerne ao Liverpool, sendo os menos favoritos neste jogo, não deixaram de mostrar ambição e organização e foi assim que basicamente venceram a partida.
Tinha dito que do pouco que vi, esta equipa parecia Suárez e mais dez mas hoje vi mais, vi os “reds” a ter no uruguaio o seu melhor jogador mas com uma boa dinâmica no ataque criada por Craig Bellamy, Kuyt e também Maxi Rodríguez. E porque não falar de Henderson que entrou no segundo tempo?
A defesa não tremeu, antes pelo contrário, susteve muito bem a grande pressão que o Chelsea exerceu na segunda parte, e até foi um jogador desse sector que resolveu o jogo após uma grande arrancada, falo de Glenn Johnson.
Desta vez, pareceu-me uma formação que com alguns ajustes pode fazer coisas bonitas em Inglaterra.
Com esta vitória do Liverpool no terreno do Chelsea, fica assim a classificação da Premier League:
sábado, 19 de novembro de 2011
Taça de Portugal | Académica 3-0 FC Porto
A Académica venceu hoje o FC Porto por 3-0 em Coimbra e eliminou assim os «dragões» da Taça de Portugal, impedindo-os de concretizar o sonho de conquistar a competição pela quarta vez consecutiva.
Eis a constituição das equipas:
Académica

A Académica, depois de entrar com todo o gás no campeonato está agora a acumular alguns resultados menos positivos, não vencendo um jogo há mais de um mês (16 de Outubro, 1-0 ao Oriental, Taça de Portugal) e se tivermos em conta apenas partidas com equipas do principal escalão, não vence um encontro desde 26 de Setembro (4-0 ao Feirense, Liga ZON Sagres).
Ainda assim, ocupa a tranquila 7ª posição, com os mesmos pontos que o Olhanense que está em 6º.
A única ausência importante é o defesa-central Abdoulaye.
FC Porto

Os dragões apresentam-se em Coimbra sem grandes surpresas, as únicas novidades são as titularidades de Rafael Bracali (guarda-redes da Taça) e Maicon (fruto das lesões de Fucile e Sapunaru). Sem tão grande alarido, porque são jogadores habituados a jogar de inicio, Otamendi, Varela e Walter entram para os lugares que se previam que fossem de Mangala, James e Kléber.
Esta partida é fundamental para Vítor Pereira, visto que após a derrota em Chipre para a Liga dos Campeões e o empate em Olhão, uma eliminação na Taça de Portugal podia levá-lo ao desemprego.
A primeira parte não teve oportunidades de golo e grandes motivos de interesse, disputou-se a um ritmo muito lento, mesmo com muito tempo útil, de tal forma que o árbitro praticamente não deu descontos.
O jogo foi sempre equilibrado, e o único remate que levou relativo perigo foi por Adrien Silva aos 23’, que passou uns bons metros acima da trave.
Nos primeiros 45 minutos, a Académica optou maioritariamente por atacar pelo flanco esquerdo, aproveitando a inexperiência de Maicon na lateral.
A segunda metade foi diferente, as equipas entraram com uma atitude diferente, mostraram vontade de marcar e vimos mais ocasiões em poucos minutos logo a seguir ao recomeço, como um remate de Hulk para defesa apertada de Ricardo ou um remate de Pape Sow à malha lateral.
Depois, aos 58’, aconteceu o primeiro de vários acontecimentos que desmoronou o FC Porto. Quem acompanha a minha opinião sabe que sou um adepto confesso do talento de James Rodríguez, mas ao colocá-lo em campo quase que para a posição de “10” para retirar Belluschi, a equipa perdeu um elo de ligação entre os sectores, alguém que ajudasse João Moutinho a transportar a bola do meio-campo defensivo para o ofensivo e ganhou um homem na frente para tentar gerar desequilíbrios, mas de que vale isso se a formação perdeu capacidade de fazer com que o esférico pisasse esses terrenos?
No minuto seguinte, Éder apareceu isolado por Sissoko mas Alvaro Pereira fez um corte decisivo e na quase na sequência do lance, do outro lado do campo, Hulk volta a rematar para defesa de Ricardo, que foi uma espécie de último suspiro dos dragões até ao que estava para vir.
E o que estava para vir eram os golos da Académica, primeiro por Marinho, a encostar ao segundo poste, sozinho e em posição regular, um passe cruzado de Sissoko pela esquerda, aos 64’.
Vítor Pereira quis dar a volta ao resultado, mas fez duas alterações que ainda pioraram a sua equipa no que concerne à construção de jogo. Varela deu lugar a Kléber e o FC Porto passou então a jogar com dois pontas-de-lança posicionais cujas características pouco ou nada acrescentam no que concerne a fazer com que a bola chegue às zonas de conclusão, e ainda trocou Moutinho por Defour, e apesar das semelhanças, o belga não tem ainda o nível do português.
Ou seja, nesta fase tínhamos uma espécie de 4-1-1-4 em que Defour pouco ou nada podia fazer na construção de jogo, os alas não tinham muitas hipóteses de poder mexer com o jogo e os avançados não tinham oportunidades porque as bolas não chegavam lá.
Quem agradeceu foram os “estudantes” que estavam sólidos a defender, estavam a conseguir sacudir a pressão, aliviar com maior ou menor dificuldade as bolas que apareciam na sua grande área e foram-se aventurando no contra-ataque, geralmente conduzidos por Sissoko, que aos 82’ conseguiu ultrapassar Maicon (que desistiu do lance para reclamar falta) e cruzou atrasado para Adrien Silva rematar para o 2-0. Segundo golo que foi uma fotocópia do primeiro, apenas mudaram os protagonistas.
A seguir ao golo sofrido, o FC Porto reagiu na marcação de um livre directo, mais uma vez por Hulk, para mais uma grande defesa de Ricardo.
Nas bancadas, as imagens da Sporttv captavam as expressões faciais de Pinto da Costa e era bem audível a insatisfação dos adeptos portistas para com o seu treinador: “Vítor, cabrão, pede a demissão!”
Os homens de Coimbra foram fazendo o seu jogo, e aos 89’, com um bom passe Éder isolou Diogo Valente que perante Bracali fez o 3-0, resultado com que a partida iria terminar minutos mais tarde.
Este, para já, foi o resultado mais negro (e não digo isto pela cor do equipamento do adversário) desde que a contestação a Vítor Pereira começou, não só pelos números, mas também por significar a eliminação precoce do FC Porto da Taça de Portugal.
Analisando as equipas, começo pela de arbitragem. Sou um crítico habitual de Bruno Paixão, mas tenho que dar a mão à palmatória, pois foi discreto e nunca prejudicou o jogo, ao contrário do que é habitual.
Quanto à Académica, penso que demonstrou organização, paciência e qualidade. Organização porque em todas as fases do jogo esteve sempre equilibrada, soube defender e atacar, conseguiu dois golos parecidíssimos e isso trata-se de uma situação muito treinada, ou então, coincidência, mas acredito na primeira opção. Paciência porque não foi atrás do ritmo lento do FC Porto na primeira parte para abrir-se em demasia, e esperou pelas oportunidades para criar perigo e marcar. Qualidade porque tudo o que fez foi devido ao valor da formação tanto individual como colectivamente, obtendo uma vitória justa e folgada perante o campeão nacional, que não perdia por tais número há mais de um ano e meio.
Ricardo esteve sempre no caminho da bola, a defesa foi organizada e não deu muitas hipóteses, Hélder Cabral foi um lateral ofensivo quando teve oportunidade, no meio-campo Pape Sow e Diogo Melo deram músculo, Adrien Silva foi o dínamo da equipa pelo centro e mostrou qualidades para dar que pensar aos dirigentes do Sporting que querem ir ao mercado contratar um jogador para a sua posição (recordo que ele está emprestado pelo clube de Alvalade), Sissoko (de apenas de 19 anos) fez o que quis de Maicon e parece ter um futuro muito promissor, Marinho marcou mas em termos de criatividade não esteve ao nível do extremo do outro flanco, e Éder, ponta-de-lança, não marcou mas fez uma assistência e também foi importante a destabilizar.
No que concerne ao FC Porto, faltou ritmo na primeira parte, os jogadores não corriam, não criaram desequilíbrios, não procuraram o golo, e na segunda metade, quando até estavam por cima, Vítor Pereira destruiu a capacidade da equipa construir jogo e retirou Belluschi de campo, colocando um homem para apoiar o ponta-de-lança, mas como já disse mais atrás, sem alguém lá atrás para transportar a bola, era impossível ela chegar a James Rodríguez para auxiliar o ponta-de-lança.
Bracali não teve culpas nos golos, Maicon foi uma nulidade, um lateral inventado, no entanto, se a solução passava por uma adaptação de um central, porque não Otamendi que já fez essa posição pelo menos na selecção argentina ou Mangala que de entre os homens do eixo defensivo do FC Porto é o mais rápido? Foi do lado do brasileiro que surgiram os dois primeiros golos da Académica e ofensivamente nada acrescentou. De resto, no que diz respeito a este sector, Otamendi falhou menos que Rolando e Alvaro Pereira já se sabe, não fez um jogo brilhante mas não sabe jogar mal.
O meio-campo nunca soube aumentar o ritmo de jogo, Varela esteve apagado, Hulk foi o mais inconformado mas ainda não está ao nível que nos habituou e Walter nem se deu por ele.
Os homens que entraram também pouco ou nada acrescentaram.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Qualificação EURO 2012 | Portugal 6-2 Bósnia-Herzegovina
Portugal goleou esta noite a Bósnia por 6-2 no Estádio da Luz e apurou-se para o EURO 2012.
Eis a constituição das equipas:
Portugal

Paulo Bento mantém o mesmo onze que jogou na Bósnia.
Portugal não falha uma grande competição desde 1998, joga em casa, tem o apoio de dezenas de milhares de adeptos nas bancadas do maior estádio do país, tem à sua volta um clima de grande confiança e por isso também de grande responsabilidade.
Bósnia-Herzegovina

É verdade que a Bósnia nunca esteve numa fase final, mas também é verdade que nunca ficou tão perto de chegar a uma: tem provavelmente a sua melhor geração de jogadores e está à distância de um empate com golos de ser apurada.
Em relação ao jogo da 1ª mão, há algumas alterações no sector defensivo: Salihovic não pode jogar devido a castigo mas Papac e Pandza, que estavam suspensos no jogo em Zenica, estão agora disponíveis. No entanto, só o primeiro vai jogar de inicio, pois será Jahic a ocupar o lado esquerdo da defesa, substituindo Salihovic.
Portugal começou muito bem, pressionante e com vontade de resolver o assunto e após um aviso num remate de Raúl Meireles ao lado, Cristiano Ronaldo viria a fazer o 1-0 aos 8’ na marcação de um livre directo.
Apesar da vantagem, a equipa das quinas não abrandou, quis mais um golo, para ter mais tranquilidade (como diria Paulo Bento), e aos 21’, na marcação de um livre directo, CR7 atirou forte para uma grande defesa de Begovic.
Mas este era apenas um aviso já que dois minutos depois, Nani, do meio da rua, rematou forte e colocado e fez um golo do outro Mundo.
A partir daqui os lusos abrandaram o ritmo, quiseram controlar o jogo de uma forma menos intensa, tanto com ou sem bola, mas a Bósnia aproveitou para chegar mais perto e aos 33’, Dzeko cabeceia à trave num lance em que foi marcado fora-de-jogo, mas deu para assustar o até então descansado Rui Patrício.
Nos cinco minutos seguintes, Hélder Postiga caiu na área e pediu-se grande penalidade, mas o avançado do Saragoça levou cartão amarelo supostamente por ter simulado a falta, e pouco depois, João Moutinho contornou o guarda-redes e em óptima posição falhou um passe para o meio da área e perdeu-se uma oportunidade de luxo para o 3-0.
Como quem não marca sofre, no minuto seguinte foi assinalada um penalty a favor da Bósnia após Fábio Coentrão ter tocado a bola com o braço na grande área, e na sua conversão Misimovic, que instantes antes já tinha proporcionado uma grande defesa a Rui Patrício, converteu em golo.
Até ao intervalo, apenas um livre de Ronaldo mereceu destaque. Nesta altura do jogo, ficou a sensação de que Portugal podia estar bem mais tranquilo, visto que teve oportunidades de fazer o 3-0 e o próprio golo dos bósnios surgiram quando os próprios não tinham feito muito para o justificar.
No segundo tempo os jogadores portugueses voltaram a dar intensidade ao jogo e a encostar o adversário lá atrás, e voltaram a marcar nos primeiros 10 minutos, mais uma vez por Cristiano Ronaldo que isolou-se após passe de João Moutinho, contornou o guarda-redes e atirou de pé esquerdo para o 3-1.
Lulic protestou por alegado fora-de-jogo mas acabou expulso por duplo amarelo.
Portugal com dois golos de vantagem e em superioridade numérica, procurou o quarto, teve uma grande oportunidade com um cabeceamento de Fábio Coentrão e numa grande penalidade que ficou por assinalar por mão de Papac, no entanto, contra o contra a corrente do jogo, foi a Bósnia a marcar, aos 65’, por Spahic, a aparecer em posição irregular na sequência de um livre.
O resultado voltava a estar perigoso, mas a equipa das quinas fez o 4-2 sete minutos depois, por Hélder Postiga, isolado e de pé esquerdo, após um grande passe de Rúben Micael.
Este parecia ser o KO para os balcânicos, mas por via das dúvidas, aos 80’, na marcação de um livre directo descaído para a direita, Miguel Veloso fez um golo fantástico.
No Estádio da Luz o clima era de festa mas o resultado ainda não estava feito, e aos 82’, Hélder Postiga cabeceou para o 6-2 após cruzamento de Coentrão na esquerda. Dois caxineiros a participar no último tento da partida.
Até final, Rúben Micael ainda podia ter feito o sétimo mas a bola saiu ao lado.
Foi um grande jogo, sempre com Portugal por cima, mas com a Bósnia a fazer dois golos em três remates que efectuou durante todo o jogo que deram sempre um toque emotivo, que só foi desfeito quando chegou a goleada.
Quantos às equipas, é uma partida para recordar mais tarde, com uma exibição da selecção portuguesa como já não se via há algum tempo.
Rui Patrício não teve culpas nos golos e fez uma grande defesa, os centrais estiveram bem sobretudo Pepe, João Pereira atacou e defendeu bem ainda que não tenha sido muito exuberante e Coentrão esteve na jogada que deu o primeiro golo da Bósnia, mas redimiu-se, podia ter marcado de cabeça e acabou por fazer a assistência para o sexto.
Miguel Veloso fez um GRANDE jogo, “varreu” muitas transições dos bósnios, foi importante na construção de jogo, marcou um golo fantástico e parece ter agarrado o lugar. Raúl Meireles e João Moutinho também estiveram muito bem, Cristiano Ronaldo fez dos seus melhores jogos por Portugal, Nani marcou um grande golo, esteve a bom nível mas acabou por ser ofuscado pela grande exibição do madeirense, e Postiga, que andou desaparecido e apagado durante boa fase da partida, mas apareceu na parte final para bisar.
Em relação à Bósnia, foi dominada praticamente durante 90 minutos, e só por Misimovic (bom remate aos 39’) e algumas iniciativas de Dzeko foram tentando remar contra a maré, mas foi insuficiente. Pjanic esteve limitado e não pode dar um melhor contributo à sua selecção.
Com esta vitória, Portugal carimbou o apuramento para o EURO 2012, marcando presença no seu quinto Campeonato da Europa consecutivo.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Qualificação EURO 2013 (Sub-21) | Albânia 2-2 Portugal
A selecção portuguesa de Sub-21 foi este final de tarde à Albânia empatar a dois frente à selecção local.
Eis a constituição das equipas:
Albânia (Sub-21)

A Albânia ocupa o penúltimo posto no Grupo 6, tendo apenas uma vitória em quatro jogos (restantes três foram derrotas) e um “score” de 7-11 em golos. O apuramento é uma tarefa quase impossível, mas com metade dos jogos por disputar e uma diferença para o segundo lugar de quatro pontos, não é de admirar que esta formação queira ganhar o jogo para ainda sonhar.
Portugal (Sub-21)

Os portugueses actualmente ocupam o 2º lugar neste grupo, com sete pontos em três jogos, e um saldo de 9-3 em golos. Com a Rússia na primeira posição (12 pontos/4 jogos) e a Polónia na terceira mas em igualdade pontual (7/4), é fundamental que Portugal não vacile perante o previsível frágil adversário para ter hipótese de pelo menos se qualificar como um dos segundos melhores classificados para o “Play-Off”.
Vi os jogos frente à Polónia e Moldávia em casa e gostei do que vi, um conjunto de jogadores que sabe mexer bola, organizados na defesa, mas que tal como é de prever nestas selecções jovens, tem alguma falta de maturidade e de entrosamento.
Em relação à equipa que jogou na última quinta-feira perante os moldavos, André Almeida será o trinco depois de cumprir castigo e Diogo Amado estará na bancada, e Salvador Agra e Wilson Eduardo entrarão para os lugares de Saná e Rui Fonte.
Portugal começou bem num relvado difícil e criou a primeira oportunidade logo aos 2’, quando Josué atirou por cima, no entanto, os minutos iniciais revelarem-se produtivos em termos de posse de bola, aproveitando o piso enquanto este tinha alguma decência, mas inconclusivos em termos de concretização, mas ainda assim, aos 20’, após um bom cruzamento de Rúben Ferreira na esquerda, Josué aparece vindo de trás e cabeceia para o 0-1.
A vantagem ajustava-se ao que se estava a ver, um jogo não muito intenso, por vezes aborrecido, mas com controlo total da equipa das quinas, que mesmo não tendo muitas ocasiões para ampliar o resultado, iam mantendo o esférico muito longe da baliza de Mika, que até ao final do primeiro tempo foi um mero espectador.
Na segunda parte, houve mais intensidade, mais abertura por parte dos albaneses, e aproveitando isso, os portugueses subiram mais e acabaram também por abrir mais o seu jogo, e isso beneficiou o jogo que se tornou mais emocionante e teve muitas mais ocasiões de golo. A primeira foi logo aos 46’, com Pelé (entrou ao intervalo para o lugar de Salvador Agra) a rematar de fora da área a proporcionar uma grande defesa a Frasheri.
Quando nada o fazia prever, aos 55’, Bala ganha uma bola de cabeça à defensiva portuguesa, e quem aproveitou foi Sadiku que atirou para o fundo das redes, repondo o empate.
Minutos depois, Rui Jorge substituiu Nélson Oliveira por Rui Fonte, trazendo para um avançado mais posicional, o que se percebe pelo difícil relvado que obrigava a um jogo mais directo, e ainda que a alteração não tenha produzido efeitos directos, Portugal chegou ao golo sete minutos depois, com Wilson Eduardo a responder bem de cabeça a um cruzamento na direita de Cédric Soares.
Com o tento obtido, a selecção portuguesa voltou a abrandar, mas desta vez sem ter tanto tempo a bola, até porque o relvado não permitia tal circulação, e a Albânia, sem nada a perder, foi atacando, e aos 77’, volta a empatar, num lance com algumas semelhanças com o primeiro golo. Bala voltou a ganhar nas alturas à defesa portuguesa, amortecendo para Sadiku que rematou para o 2-2.
Até final do jogo, foi Portugal quem esteve mais perto do 3-2, criou mais oportunidades e conseguiu empurrar o adversário para o seu meio-campo, por culpa também da expulsão de Imami, mas nem Josué de livre directo, nem Wilson à boca da baliza conseguiram dar os três pontos à equipa.
Fazendo a análise às equipas, começando pelos albaneses, penso que entraram algo apáticos na primeira parte, não reagiram ao golo, mas no segundo tempo mudaram de atitude, e ainda que com menos qualidade e menos bola, fizeram uso das suas armas e conseguiram o empate.
O guarda-redes esteve a bom nível, e na frente, Bala e Sadiku combinaram muito bem, especialmente nos golos, e este último já leva 6 golos em 5 jogos na fase de qualificação, o que para um jogador da Albânia é muito. Certamente um jogador para se seguir com atenção e que poderá dar cartas no futebol.
Quanto a Portugal, voltou a marcar primeiro como de resto tem feito em todos os jogos neste apuramento, mas tal como frente à Polónia e Rússia, deixou-se empatar, desta vez por duas vezes, comparando com os polacos, mas não perderam, algo que fizeram com os russos.
Nota-se então três defeitos principais nesta equipa:
1) Apesar de ter marcado em todos os jogos, ficou sempre a sensação de que podia ter feito mais, e Rui Jorge disse mesmo isso na vitória por 5-0 frente à Moldávia.
2) Há pouca capacidade para controlar o jogo, e mesmo que houvesse a desculpa do relvado, também é possível controlar uma partida sem ter a bola.
3) Os portugueses são baixos, os portugueses sofreram golos após duas bolas divididas pelo ar entre os seus centrais e Bala, em lances em que talvez tenha havido mais mérito para o albanês do que demérito para Pedro Mendes e João Pereira.
Em termos individuais, é difícil destacar alguém, creio que a equipa foi sempre homogénea, ainda que esteja a apreciar o bom trabalho de André Martins como dínamo do meio-campo e das boas acções, quer defensivas como ofensivas, de ambos os laterais.
Com este empate, Portugal conseguiu isolar-se no segundo lugar, já que a Polónia perdeu surpreendentemente em casa frente à Moldávia, no entanto, como só os quatro melhores segundos se apuram, pode ter perdido uma oportunidade de ouro para chegar ao “Play-Off” por essa via.

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