quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Hoje faz anos o autor do golo de ouro francês na final do Euro 2000. Quem se lembra de David Trezeguet?

Trezeguet somou 34 golos em 71 jogos pela seleção francesa
Foi um dos principais goleadores da sua geração. Não era propriamente muito dotado tecnicamente nem o tal avançado associativo de que hoje tanto se fala, mas conseguia encontrar espaços na linha defensiva, antecipar-se aos defesas e finalizar com ambos os pés e de cabeça. Foi autor do Golo de Ouro que deu o título europeu a França em 2000 e marcou mais de 300 golos na carreira, mais de metade ao serviço da Juventus.
 
David Trezeguet nasceu a 15 de outubro de 1977 na cidade francesa de Rouen, mas cresceu na Argentina, país do pai e onde começou a dar os primeiros passos no futebol. Foi no Club Atlético Platense que fez toda a formação e os primeiros anos enquanto sénior, tendo despertado o interesse de clubes europeus.
 
No verão de 1995 transferiu-se para o Mónaco e tornou-se internacional jovem francês. Apesar de ter jogado pouco nos primeiros dois anos no Principado, foi dando nas vistas nas seleções jovens, tendo conquistado o Europeu de sub-18 em 1996 e apontado cinco golos no Mundial de sub-20 em 1997.
 
Embora se tivesse sagrado campeão de França em 1996-97, foi em 1997-98 que começou verdadeiramente a afirmar-se no emblema monegasco, tendo formado uma dupla atacante temível com outro jovem, Thierry Henry. Nessa época foi eleito melhor jogador jovem da Ligue 1 e marcou 24 golos, entre os quais um ao Manchester United nos quartos de final na Liga dos Campeões através de um remate fez a bola atingir 157,3 km/h.
 
 
Em janeiro de 1998 estreou-se pela seleção principal de França, diante de Espanha, e convenceu Aimé Jacquet a convoca-lo para o Mundial desse ano. Com apenas 20 anos, fez parte do grupo que conquistou o primeiro Campeonato do Mundo da história do futebol francês. Embora não fosse ainda um titular indiscutível, foi utilizado em todos os jogos à exceção da final, tendo marcado à Arábia Saudita na fase de grupos.
 
 
Em 1999-00 voltou a conquistar o campeonato francês e reforçou o estatuto de um dos avançados mais promissores da Europa, sobretudo após ter ajudado França a ganhar o Euro 2000. Embora não fosse um habitual titular, marcou dois golos no torneio, incluindo o “Golo de Ouro” que deu a vitória sobre Itália na final disputada em Roterdão, numa altura em que estava em vigor uma regra que dava o triunfo à primeira equipa a marcar no prolongamento, em caso de empate no final dos 90 minutos.
 
 
Depois de 62 golos em 125 jogos pelo Mónaco, transferiu-se para a Juventus no verão de 2000, por 23,24 milhões de euros. Esta mudança representou um passo importante na carreira de Trezegol, que se afirmou numa equipa repleta de estrelas e num campeonato conhecido pela exigência tática e pela qualidade defensiva.
 
Depois de uma primeira época de adaptação, explodiu em 2001-02, quando se sagrou campeão de Itália e melhor marcador da Serie A, com 24 golos – em igualdade com Dario Hübner, do Piacenza. Nessa mesma temporada foi eleito futebolista do ano do campeonato transalpino. Em 2002-03 voltou a conquistar o título nacional, tendo ainda atingido a final da Liga dos Campeões, desperdiçando um penálti no desempate por grandes penalidades perdido para o AC Milan. Pelo meio, não evitou o fracasso francês no Mundial 2002, torneio em que les bleus foram eliminados ainda na fase de grupos.
 
Em Turim formou uma dupla lendária com Alessandro Del Piero, com a criatividade e qualidade técnica do capitão a serem complementadas pelo instinto goleador do ponta de lança. Juntos ganharam ainda os campeonatos de 2004-05 e 2005-06, retirados na secretaria na sequência do escândalo conhecido como Calciopoli, que ditou ainda a despromoção administrativa da Juventus à Serie B.
 
Embora muitos jogadores de renome tivessem abandona o clube após a descida de divisão, Trezeguet permaneceu no plantel, ajudando a equipa a regressar imediatamente à Serie A. Pelo meio foi finalista vencido do Mundial 2006, dois anos após não ter ido além dos quartos de final do Euro 2004.
 
Haveria de ficar na vecchia signora até 2010, despedindo-se da Juve com 171 remates certeiros em 320 jogos ao longo de uma década, um registo que faz dele, ainda hoje, o estrangeiro com mais golos pelo clube.

 
Na fase final da carreira experimentou vários campeonatos. Passou pelos espanhóis do Hércules em 2010-11, não conseguindo impedir a descida de divisão, e depois pelo Baniyas, dos Emirados Árabes Unidos, antes de voltar à Argentina para representar River Plate e Newell's Old Boys. Por fim, defendeu as cores do Pune City, durante a temporada inaugural da Super Liga Indiana, em 2014, tendo anunciado a retirada em janeiro de 2015, aos 37 anos. 










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