terça-feira, 7 de abril de 2026

Hoje faz anos o craque das cicatrizes que se chegou a intrometer entre Ronaldo e Messi. Quem se lembra de Ribéry?

Ribéry venceu a Liga dos Campeões pelo Bayern em 2012-13
Com cicatrizes visíveis no rosto devido a um grave acidente de viação que sofreu quando tinha apenas dois anos, chegou a trabalhar na construção civil e subiu a pulso no futebol, mas chegou ao topo da montanha. Ganhou a Liga dos Campeões e o prémio de melhor jogador na Europa, foi finalista de um Mundial e, para muitos, teria sido o justo vencedor da Bola de Ouro em 2013.
 
Nascido a 7 de abril de 1983 em Boulogne-sur-Mer, uma cidade portuária no norte de França, Franck Ribéry é considerado um dos melhores futebolistas da sua geração, um extremo talentoso, veloz, habilidoso e desequilibrador.
 
Apesar do nível que atingiu, iniciou a carreira em modestos clubes franceses como o Boulogne, o Alès e o Brest, no quarto e no terceiro escalão do futebol gaulês.

 
Somente em 2004-05, quando já tinha 21 anos, é que se estreou na Ligue 1, com a camisola do Metz, começando logo a ganhar notoriedade, o que lhe permitiu estrear-se pela seleção de sub-21 da França em setembro de 2004. As boas exibições valeram-lhe também comparações com Robert Pirès, um antigo jogador do Metz.
 
A 1 de fevereiro de 2005 assinou pelo Galatasaray, com os adeptos turcos rapidamente a apelidá-lo de “Ferraribery”, em alusão à sua capacidade de aceleração com a bola no pé, e de “Scarface”, devido à grande cicatriz no rosto.

 
Embora tivesse assinado por três anos e meio, em junho de 2005 rescindiu unilateralmente com o emblema de Istambul, alegando falta de pagamentos e ameaças por parte de um dirigente, e voltou a França para se vincular ao Marselha. O emblema do sul de França catapultou-o para a seleção nacional A em maio de 2006, mesmo à beira de sair a convocatória para o Mundial da Alemanha, no qual Ribéry não só marcou presença como participou nos sete jogos que les bleus disputaram no torneio, incluindo a final diante de Itália, perdida no desempate por penáltis.

 
Entretanto, transferiu-se no verão de 2007 para o Bayern Munique, clube no qual viveu o auge da carreira. Ao longo de mais de uma dúzia de anos no futebol germânico colecionou mais de duas dezenas de troféus, entre os quais uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia em 2013, nove Bundesligas, seis Taças e quatro Supertaças da Alemanha. Nesse período formou uma parceria lendária com o neerlandês Arjen Robben, que ficou conhecida como “Robbery”.
 
Em 2013 foi considerado a grande figura do ano dourado dos bávaros, o que lhe valeu os prémios de melhor jogador na Europa para a UEFA, jogador do ano da Bundesliga, homem do ano para a revista Kicker e melhor jogador da Supertaça Europeia e do Mundial de Clubes. Ficou a faltar a Bola de Ouro, tendo ficado atrás de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi numa das atribuições mais polémicas da história do galardão.

 
Paralelamente, em termos internacionais teve participações discretas nos Europeus de 2008 e 2012 e no Mundial de 2010, tendo falhado o Mundial 2014 devido a lesão antes de anunciar o adeus à seleção em agosto de 2014, quando tinha 31 anos, ao fim de 81 jogos e 16 golos. Pelo meio envolveu-se em algumas polémicas, nomeadamente durante o ano de 2010.

 
Após deixar o Bayern, em 2019, mudou-se para Itália, onde representou Fiorentina e Salernitana antes de colocar um ponto final na carreira em 2022, aos 39 anos, devido a problemas físicos persistentes.









  

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