Hoje faz anos o craque das cicatrizes que se chegou a intrometer entre Ronaldo e Messi. Quem se lembra de Ribéry?
Ribéry venceu a Liga dos Campeões pelo Bayern em 2012-13
Com cicatrizes visíveis no rosto
devido a um grave acidente de viação que sofreu quando tinha apenas dois anos,
chegou a trabalhar na construção civil e subiu a pulso no futebol, mas chegou
ao topo da montanha. Ganhou a Liga
dos Campeões e o prémio de melhor jogador na Europa, foi finalista de um Mundial
e, para muitos, teria sido o justo vencedor da Bola de Ouro em 2013.
Nascido a 7 de abril de 1983 em
Boulogne-sur-Mer, uma cidade portuária no norte de França, Franck Ribéry é
considerado um dos melhores futebolistas da sua geração, um extremo talentoso,
veloz, habilidoso e desequilibrador. Apesar do nível que atingiu, iniciou
a carreira em modestos clubes franceses como o Boulogne, o Alès e o Brest, no
quarto e no terceiro escalão do futebol gaulês.
Somente em 2004-05, quando já
tinha 21 anos, é que se estreou na Ligue
1, com a camisola do Metz, começando logo a ganhar notoriedade, o que lhe
permitiu estrear-se pela seleção de sub-21 da França
em setembro de 2004. As boas exibições valeram-lhe também comparações com Robert
Pirès, um antigo jogador do Metz. A 1 de fevereiro de 2005 assinou
pelo Galatasaray, com os adeptos turcos rapidamente a apelidá-lo de “Ferraribery”,
em alusão à sua capacidade de aceleração com a bola no pé, e de “Scarface”,
devido à grande cicatriz no rosto.
Entretanto, transferiu-se no
verão de 2007 para o Bayern
Munique, clube no qual viveu o auge da carreira. Ao longo de mais de uma
dúzia de anos no futebol
germânico colecionou mais de duas dezenas de troféus, entre os quais uma Liga
dos Campeões, um Mundial
de Clubes e uma Supertaça
Europeia em 2013, nove Bundesligas,
seis Taças e quatro Supertaças da Alemanha. Nesse período formou uma parceria
lendária com o neerlandês Arjen Robben, que ficou conhecida como “Robbery”. Em 2013 foi considerado a grande
figura do ano dourado dos bávaros,
o que lhe valeu os prémios de melhor jogador na Europa para a UEFA, jogador do
ano da Bundesliga,
homem do ano para a revista Kicker e melhor jogador da Supertaça
Europeia e do Mundial
de Clubes. Ficou a faltar a Bola de Ouro, tendo ficado atrás de Cristiano
Ronaldo e Lionel
Messi numa das atribuições mais polémicas da história do galardão.
Paralelamente, em termos
internacionais teve participações discretas nos Europeus de 2008
e 2012
e no Mundial
de 2010, tendo falhado o Mundial
2014 devido a lesão antes de anunciar o adeus à seleção
em agosto de 2014, quando tinha 31 anos, ao fim de 81 jogos e 16 golos. Pelo
meio envolveu-se em algumas polémicas, nomeadamente durante o ano de 2010.
Após deixar o Bayern,
em 2019, mudou-se para Itália, onde representou Fiorentina
e Salernitana antes de colocar um ponto final na carreira em 2022, aos 39 anos,
devido a problemas físicos persistentes.
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