sábado, 20 de abril de 2019

Luiz Phellype tomou o gosto e leva o Sporting à oitava vitória seguida

Tissone e Luiz Phellype lutam pela posse de bola
Num duelo entre extremos, um Sporting em terceiro lugar e a viver uma das melhores fases na temporada foi à Madeira bater um Nacional que também é terceiro, mas a contar do fim, e que está cada vez mais aflito para fugir à despromoção.

Quase sempre por cima no jogo, mas com dificuldades em traduzir essa superioridade em golos, a equipa de Marcel Keizer não contou com Bruno Fernandes ao nível das últimas jornadas, mas teve em jogadores que em condições normais não seriam titulares, Doumbia, Jovane Cabral e Luiz Phellype, três unidades a quererem mostrar serviço.


Sem Wendel, sob alçada disciplinar do clube depois de ter ido a Turim na terça-feira assistir ao Juventus-Ajax, os leões apresentaram-se na Choupana com uma inversão no triângulo do meio-campo, com dois homens como médios estabilizadores (Gudelj e Doumbia) nas costas do outro lado. E sem o canhoto Raphinha, os dois extremos apresentaram-se no lado do melhor pé - Jovane Cabral na direita e Diaby na esquerda - para estimular cruzamentos para o raio de ação de Luiz Phellype, que tem rendido o lesionado Bas Dost nas últimas semanas.

Daniel foi adiando o golo

Com uma dinâmica interessante, os verde e brancos conseguiam chegar com frequência à zona de finalização, mas encontraram durante a primeira parte um inspirado Daniel Guimarães na baliza do Nacional. O guarda-redes brasileiro travou as tentativas de Jovane Cabral (23, 27 e 38 minutos) e de Diaby (26' e 31'). Do outro lado, os homens de Costinha procuravam chegar ao último terço através de ataques rápidos mas foram quase sempre inofensivos.

Na segunda parte, o Sporting até se mostrou menos acutilante em ataque posicional, mas acabou por chegar ao golo num lance de bola parada: livre lateral batido por Acuña na esquerda e desvio ao segundo poste de Luiz Phellype (em posição duvidosa), pouco depois da hora de jogo.

A vantagem leonina obrigou o Nacional a fazer mais pela vida, até pela notícia da vitória do concorrente direto Tondela imediatamente antes do jogo da Choupana, e o Sporting a baixar um pouco o bloco e a tentar chegar à baliza contrária através de ataque rápido, mas o resultado acabou por não sofrer mais alterações.

Na Madeira, o Sporting somou a oitava vitória consecutiva e o 11.º jogo sem perder em todas as competições, enquanto o Nacional aumentou para seis o número de encontros seguidos sem vencer.


A figura: Luiz Phellype

Demorou a convencer e passou os primeiros 11 jogos de leão ao peito sem qualquer golo apontado, mas ainda era demasiado cedo para falar dele como um flop. Desde a lesão de Bas Dost que tem jogado mais minutos e com mais regularidade e tem provado que apenas era isso de que necessitava para se encontrar com as redes contrárias. Marcou pela quarta jornada consecutiva e vai mostrando também qualidade a segurar no último terço do campo.


Ficha de jogo:

Jogo no Estádio da Madeira, no Funchal.

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco).

Assistência: 3.804 espetadores.

Nacional: Daniel Guimarães, Nuno Campos, Júlio César, Rosic, Filipe Ferreira (Riascos, 81), Tissone, Palocevic, Vítor Gonçalves, Avto (Witi, 62), João Camacho (Okacha, 75) e Rochez.

Treinador: Costinha.

Sporting: Salin, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña, Gudelj (Miguel Luís, 85), Doumbia, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Jefferson, 82), Diaby (Francisco Geraldes, 90) e Luiz Phellype.

Treinador: Marcel Keizer.

Marcador: 0-1, Luiz Phellype, 63 minutos.

Disciplina: Cartão amarelo para Acuña (7), Gudelj (55), Júlio César (62), Jovane Cabral (65) e Witi (89).


Resumo:










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