sábado, 4 de julho de 2026

Ultra Psycho, o português que defrontou (e… levou um “raspanete” de) Sami Zayn

Ultra Psycho e El Generico defrontaram-se em 2009
Recém-coroado campeão da WWE, Sami Zayn é um dos homens do momento no mundo do wrestling. Já veio a Portugal por duas vezes ao serviço da promotora norte-americana, em 2017 e este ano, mas a primeira ocasião em que visitou o nosso país foi ainda como lutador independente, no evento WSW Impacto Total 3, da World Stars Of Wrestling, em 28 de fevereiro de 2009.
 
Na ocasião, sob o ring name El Generico, com o qual se celebrizou em empresas como Pro Wrestling Guerrilla (PWG) e Ring of Honor (ROH), defrontou o português Ultra Psycho, na altura um dos wrestlers mais conceituados da APW. O combate nunca esteve disponível na Internet, mas quem assistiu refere que ficou marcado por um dive no qual Psycho não protegeu Generico.
 
“O combate não foi mau e também não foi nada de especial. O que há na Net são clips, não há o combate todo. Eu tenho o combate todo e já vi o combate todo. O problema foi que depois dessa dive eu apaguei e aí passei a pedir-lhe desculpa o tempo inteiro. E ele dizia para continuar. No final ele deu-me um raspanete e, curiosamente, não foi por causa do dive. O raspanete foi porque eu depois apaguei. Fiquei a pensar no que tinha acontecido em vez de ficar concentrado no resto do combate”, contou o já retirado Ultra Psycho ao videocast Espaço do Fontes em janeiro de 2020.
 
“O que aconteceu foi o seguinte: quando estávamos a combinar o combate, ele falou-me desse dive, mas eu fiquei a perceber que seria um dive… [mais convencional, tipo Suicide Dive]. Mas o que ele fez foi uma cambalhota no ar. Não o apanhei porque me posicionei mais atrás, à espera de outro tipo de dive. Ainda estiquei os braços, o que não faz sentido, mas foi a minha reação natural. As minhas mãos ainda tocaram nas pernas dele, mas ele caiu de rabo. Não foi de cabeça, como andaram a dizer. Não se aleijou, mas podia ter-se aleijado. O erro foi de falta de comunicação”, recordou o wrestler português, que chegou a ser campeão nacional da APW durante 111 dias entre 31 de julho e 19 de novembro de 2011.
 
“As pessoas metem a culpa toda em mim, mas eu faço uma pergunta: como é que um gajo que faz uma dive se atira sem se certificar que o adversário está na posição certa para o apanhar?”, questionou.
 
Ultra Psycho lembra que, nessa altura, aquele que atualmente conhecemos como Sami Zayn era um high-flyer, um “luchador do Canadá”, e que gostava de planear o combate ao detalhe.
 
“Ele montou o combate todo, porque ele é assim e acho que até o Chris Jericho se queixou do mesmo. Ele combina tudo. Tem de ser tudo spot a spot. Tentei funcionar assim e não consigo. E acho que quase ninguém consegue, por isso não é vergonha nenhuma. Até acho mal que se façam combates assim, tudo scriptado. Depois dá no que dá. Depois do dive eu apaguei e a partir daí é que começou a correr mal. Até aí não estava a correr mal. Para o meu nível de experiência, que não era muito – o dele era muito mais –, fizemos o que conseguimos. Foi muito claro com ele: lucha libre não é a minha cena. Sou um gajo que não é de acrobacias, não tenho atleticismo para isso. Sou um gajo mais de contar estórias no ringue, cenas técnicas. Também não sou um powerhouse. Nem powerhouse nem lucha libre. Estou ali no meio, gosto de contar estórias”, prosseguiu.
 
 




 



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