Hoje faz anos um dos melhores laterais esquerdos de sempre. Quem se lembra de Roberto Carlos?
Roberto Carlos marcou golos que desafiavam as leis da física
Um dos melhores laterais esquerdos
e um dos mais fortes rematadores de sempre, dono do pontapé-canhão mais famoso
da história do futebol. Baixo (1,68 m), mas extremamente potente, era um
especialista em livres diretos e marcou golos que pareciam impossíveis.
Nascido a 10 de abril de 1973, em
Garça, no estado de São Paulo, cresceu no seio de uma família humilde e chegou
a trabalhar numa fábrica de têxtil. No que ao futebol diz respeito, começou a
jogar nas camadas jovens do União São João. Mesmo a competir na Série B, foi
convocado para a seleção
brasileira em março de 1992, tendo feito a estreia no dia 26 desse mês,
numa vitória sobre os Estados
Unidos num jogo particular (3-0). Um ano antes, sagrou-se vice-campeão
mundial de sub-20, em Lisboa, tendo atuado os 120 minutos na final perdida para
Portugal
no desempate por penáltis. Quando se mudou para o Palmeiras,
no início de 1993, passou a ter ainda mais destaque, tendo vencido dois
campeonatos brasileiros (1993 e 1994) e outros tantos campeonatos paulistas
(1993 e 1994). Pelo meio participou na Copa América 1993.
No verão de 1995, após ter sido
finalista vencido na Copa América desse ano, deu o salto para o futebol europeu,
mais precisamente para o Inter
de Milão. Acabou por passar apenas um ano em Itália.
Se a nível individual esteve em bom plano, com sete golos em todas as provas,
coletivamente as coisas correram mal, com os nerazzurri
a terminar o campeonato em 7.º lugar.
No final dessa temporada ajudou o
Brasil
a vencer a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta, mas passou a ser
considerado transferível, com o então recém-contratado treinador do Real
Madrid, Fabio
Capello, a aproveitar, tendo pedido a sua contratação imediatamente. No Santiago
Bernabéu viveu onze anos gloriosos, sempre como titular indiscutível no
lado esquerdo da defesa. Em 1997-98 contribuiu para a conquista do título
europeu que escapava aos merengues
há 32 anos e voltou a vencer a Liga
dos Campeões em 1999-00 e 2001-02. Paralelamente também ganhou quatro campeonatos
espanhóis (1996-97, 2000-01, 2002-03 e 2006-07), três Supertaças de Espanha
(1997, 2001 e 2003), duas Taças Intercontinentais (1998 e 2002) e uma Supertaça
Europeia (2002). Fez parte da mítica equipa dos Galácticos, juntamente
com Luís
Figo, Zinédine
Zidane, Ronaldo e David
Beckham, entre outros.
Essa fase dourada com a camisola blanca
coincidiu com um período glorioso na seleção
brasileira, ao serviço da qual somou 125 internacionalizações e dez golos e
venceu duas edições da Copa América (1997 e 1999), uma Taça das Confederações
(1997) e um Mundial
(2002), tendo ainda sido finalista vencido do Campeonato do Mundo de 1998.
Em termos individuais viu os seus
desempenhos reconhecidos com o segundo lugar no prémio de melhor jogador do
mundo da FIFA em 1997 e na Bola de Ouro em 2002, a distinção de defesa do ano
para a UEFA em 2002 e 2003 e a presença na equipa ideal dos Mundiais de 1998 e
2002 e das provas da UEFA em 2002 e 2003. Para todo esse reconhecimento
contribuíram golos icónicos que desafiaram as leis da física como o que marcou ao
Tenerife quase da linha lateral em fevereiro de 1998 e sobretudo o pontapé-livre
com um efeito extraordinário diante da seleção
francesa em junho de 1997.
Após deixar o Real
Madrid em 2007, na altura como estrangeiro com mais jogos pelo clube (527),
foi para a Turquia representar o Fenerbahçe,
regressou ao Brasil para vestir a camisola do Corinthians,
teve uma experiência na Rússia ao serviço do Anzhi e ainda passou pelos indianos
do Delhi Dynamos como jogador-treinador. Pelo meio orientou os turcos do
Sivasspor e do Akhisarspor, após ter sido adjunto de Guus
Hiddink no Anzhi.
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