terça-feira, 19 de novembro de 2019

A simplicidade e a importância de Fabrício Simões no Farense

Fabrício Simões é titular indiscutível no Farense de Sérgio Vieira
Seis golos em 14 jogos oficiais pelo Farense neste início de temporada depois de ter sido uma peça importante na promoção do Famalicão à I Liga não são números extraordinários para Fabrício Simões, mas o seu contributo para o coletivo não se mede pela frieza das estatísticas.


O avançado brasileiro de 34 anos não é particularmente muito alto (1,83 m), rápido ou virtuoso tecnicamente, e até chega a passar discreto durante as partidas, mas é inteligente, tem grande conhecimento dos terrenos que pisa e das funções que desempenha, pelo que a simplicidade das ações dele têm lugar cativo no onze de Sérgio Vieira. Foi titular em todos os jogos dos algarvios nesta época e apenas foi substituído em dois, um aos 88 e outro aos 90 minutos.

O antigo jogador de União de Leiria, Estoril, Sp. Covilhã e Famalicão, entre outros, é uma espécie de porto seguro, para onde os companheiros sabem que em qualquer situação lhe podem enviar a bola porque ele encontrará uma situação benéfica.

Embora não seja propriamente uma viga, é dotado de um grande poder de impulsão, o que lhe permite ganhar as chamadas primeiras bolas no futebol aéreo, quando os colegas mais recuados optam por bombear o esférico para a frente ou em lançamentos laterais. E além de ganhar o duelo aéreo aos defesas, penteia a bola com critério, procurando colocá-la num local para onde os companheiros de ataque se estejam a desmarcar, a fim de ganharem a chamada segunda bola.

Noutra situação, quando está desapoiado mas recebe a bola, sabe segurá-la bem, retendo-a durante vários segundos enquanto os companheiros se aproximam, não deixando que se desperdice uma oportunidade de a equipa progredir ou, caso quem o marque seja mais imprudente, ganhando uma falta.


Fabrício Simões tem poucas ações individuais que galvanizem os adeptos. Não contem com ele para levantar o estádio. Mas é o somatório de todas as decisões que toma que fazem dele uma pedra imprescindível na luta do Farense pela subida ao patamar maior do futebol português.

Este avançado brasileiro natural de Cachoeiro, do estado de Espírito Santo, é dos tais que passam muitos e bons anos na Segunda Liga mas que por uma ou outra razão não impõe a sua qualidade na Primeira. Ajudou às promoções de Estoril (2011-12) e Famalicão (2018-19) e está em Faro para provar que o ditado verdadeiro é o que diz que “não há duas sem três”.

































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