sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Bruno Henrique, um box-to-box à inglesa no Palmeiras de Scolari

Bruno Henrique jogou na liga italiana ao serviço do Palermo

No Brasil, dizem que é volante. Mas aos olhos dos adeptos europeus, sobretudo aqueles que estão habituados ao futebol britânico, é um box-to-box.  Com a braçadeira do Palmeiras envergada, Bruno Henrique é o médio do time de Luiz Felipe Scolari que tem a missão de fazer constantes vaivéns de área a área, a defender e a atacar, e com qualidade.

Dotado de um enorme pulmão, posiciona-se numa linha intermédia do meio-campo do verdão, ligeiramente adiantado em relação a Felipe Melo (ou Thiago Santos) e atrás do meia Moisés. Ajuda na construção dos ataques ainda no seu meio-campo, faz a equipa progredir através dos seus passes bem calibrados e criteriosos ou então queima linhas através de um transporte de bola muito seguro e objetivo.


Tal como os box-to-box de referência que estamos habituados a seguir na Premier League – como Frank Lampard ou Steven Gerrard, salvo as devidas proporções -, também aparece bem sem bola nos últimos 30 metros, fazendo aquilo a que na Europa chamam de “chegada à área”. Foi precisamente numa dessas chegadas à área que esta quinta-feira inaugurou o marcador diante do Colo Colo, na primeira mão dos quartos-de-final da Copa Libertadores, atirando para o fundo das redes através de um remate forte e colocado, logo aos três minutos.


No entanto, Bruno Henrique não se destaca só no capítulo ofensivo. Defensivamente, aparece recorrentemente a pressionar os adversários, a reduzir-lhes o espaço e a inviabilizar linhas de passe, quase sempre bem posicionado, fazendo lembrar Adrien Silva no Sporting de Jorge Jesus. Muita da solidez defensiva do Palmeiras de Felipão – apenas três golos sofridos em 13 jogos - passa pela forma como este médio de 28 anos não permite que a bola chegue em condições aos atacantes adversários junto à área do emblema paulista.

Depois de um percurso ascendente que o guiou desde o levou do modesto Iraty do campeonato estadual paranaense à elite europeia pela porta dos italianos do Palermo, com passagens por Londrina, Portuguesa e Corinthians pelo meio, está há pouco mais de um ano no Allianz Parque, onde é um dos esteios de um time que ainda está bem vivo em três frentes: Brasileirão (3.º lugar), Libertadores (com um pé nas meias-finais) e Copa do Brasil (semifinal).






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