quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Ricky Boy: “Quero o Título Absoluto e os títulos de tag team para ser o 1.º Grande Slam do Wrestlefest” (Parte 2)

Ricky Boy é um dos wrestlers mais voadores do cenário português
Está na rota do Campeonato Nacional Absoluto do Wrestlefest, mas não esquece a ideia de ganhar os títulos de tag team ao lado do parceiro Nelson Pereira, depois de um reinado “bacano” de quase nove meses enquanto campeão de Lisboa.
 
Na segunda e última parte desta entrevista, Ricky Boy recorda a saída do CTW e os duros meses que se seguiram, explica o que mais aprendeu nas experiências na Lucha Libre Rebelión, Evolution Wrestling e New Wave Academy, enumera os melhores combates da ainda curta carreira, revela com quem tem mais química em ringue e conta uma história hilariante.
 
DAVID PEREIRA – Poucos meses depois de te estreares, fizeste parte da debandada no CTW na sequência do Caso da Cláudia, em março de 2023. Como viveste essa situação?
RICKY BOY – Foi estranho porque na altura, e ainda hoje em dia acontece muito, nunca sei nada do que se passa no wrestling português e descubro sempre quase à última hora. E houve um dia em que me disseram e não gostei. Estava lá muita gente com quem comecei a treinar, entre eles O Gomes, o Tiago Torres, o Mestre que foi uma das pessoas com quem comecei a treinar mais e mesmo a Cláudia. A mim diretamente não me fizeram nada, houve uma ou outra coisa que posso não ter gosto, mas achei que aquele sítio já não ia estar bacano para mim, que não me iria divertir como antes, e não concordei com o que se estava a passar, não achei que tenha sido uma cena bacana de se fazer. E que mais valia sair e aproveitar a oportunidade do Wrestlefest.  Se não fosse o Wrestlefest… o Wrestlefest ajudou-me bastante, não vou mentir. Inicialmente foi muito complicado para mim, porque via toda a gente a ter combates, via o Mestre a ir ao WP, o Milão a ir ao WP, e a terem combates. Durante aqueles meses em que estive fora foi muito complicado, fiquei mesmo triste, porque na altura não ia quase treinar wrestling, porque me estava a habituar a uma nova escola, Queluz era mais longe e não fazia shows.
 
Manténs relação com alguém do CTW?
Por acaso não. Falo com algumas pessoas de lá, mas é malta nova. Mas não tenho relação com antigos que lá ficaram.
 
Apesar das dificuldades nos meses que se seguiram a saíres do CTW, foste eleito “Estreante do Ano” em 2023 nos prémios Hoje Falo Eu. Que significado teve para ti no início de carreira?
Na altura houve malta que reclamou comigo porque não me tinha estreado nesse ano [mas sim em dezembro de 2022]. Dei-lhes razão. Eu até votei noutra pessoa, não lembro em quem. Mas esse prémio teve um significado bacano, porque me ajudou a ter um pouco mais de confiança.  Significa que nesse ano fiz alguma coisa de bem.
 
 


Tag team com Nelson Pereira ainda “tem vida”

Double team dos SFB no evento Morte Súbita
Nesse mesmo ano começaste a formar, juntamente com o Nelson Pereira, a tag team SFB. Vou fazer-te uma pergunta que não lhe fiz: qual é o significado da sigla SFB?
Pegámos em coisas dos três. Super Kid, Flow de Roddy Flow e Boy de Ricky Boy. Seria Super Flow Boys. Hoje em dia já não usamos o nome em extensão porque é gigante, usamos só a sigla SFB.
 
Enquanto tag team realizaram dez combates, entre os quais dois em six man tag team matches, sendo que vocês só atuaram uma vez juntos durante o último ano. Que balanço fazes do percurso da vossa dupla? Ainda tem vida para competir na divisão de tag team ou só para reuniões ocasionais?
Tem vida. O problema é que eu e o Nelson nunca estamos sempre sincronizados. Se pensares bem, começámos com a tag team e fizemos vários combates de tag team, mas depois o Nelson foi ao Canadá e ganhou o título [ISDub Undisputed King Of Crazy Championship] e eu ganhei o Cinturão de Lisboa e a partir daí seguimos caminhos separados. E fazíamos tag team quando não tínhamos nada singular a prender-nos, por assim dizer. Só depois de o Nelson perder o título é que fizemos o combate contra os Murder Business. Já houve ocasiões para se fazer mais coisas como tag team, por exemplo, agora na APW era para acontecer, mas não consegui ir, e já era suposto ter acontecido no WP, mas por acaso foi sempre culpa minha, nunca conseguia estar presente. Mas sinto que, ainda assim, temos vida para a divisão de tag team. Ainda por cima, com a queda da Alcateia e os títulos de tag team estarem vagos, é uma oportunidade para nós. Sinto que não vai acontecer agora também, porque o Nelson está focado no Cinturão de Lisboa e eu estou focado no Título Absoluto, mas se calhar um dia, no futuro, acontecerá. Não sei quando, honestamente, porque como equipa somos os piores parceiros um para o outro, porque nunca estamos juntos, mas acredito que ainda haja oportunidade, até porque Portugal não tem muitas equipas e nós somos uma das que pode proporcionar um show bacano para a malta. E eu quero os títulos de tag team. E quero ganhar o Título Absoluto e os títulos de tag team e poder dizer que fui o primeiro Grand Slam do Wrestlefest.
 

Reinado “bacano” enquanto campeão de Lisboa

Ricky Boy com dois cinturões após a vitória sobre Pedras
Entretanto, a 13 de julho de 2024 iniciaste, em pleno Parque Mayer, um reinado de quase nove meses enquanto campeão de Lisboa, no qual defendeste o título diante de Marcos Vitória, O Gomes, Mocho, Fausto e Rafael Pedras. Que balanço fazes desse reinado?
Quando ganhei o título foi porque o Pedras se tinha lesionado. Acho que, para o que era suposto ter acontecido e para o que aconteceu, o reinado foi bacano. Acredito que o melhor combate do reinado foi contra o Pedras, claramente. Esse reinado ajudou-me porque, por exemplo, confiaram em mim – e no Pedras, mas ele já tinha estado no main event – para estar no main event do Almada Wrestlefest III e nós entregámos, na minha opinião. E confiaram em mim para ter combates um pouco mais longos e com mais importância, o que me ajudou bastante a confiar em mim para estar nesse tipo de spots no card.
 
Poucos meses após o final desse reinado entraste em feud com Leo Rossi, com quem tiveste uma trilogia de combates que culminou num “I Quit” match no Wrestlefest Lutas e Vinho Verde, a 16 de maio deste ano. Nesse terceiro duelo entre ambos, vimos-te num registo diferente do habitual, menos saltitante e mais agressivo, o que fez todo o sentido tendo em conta o contexto e a natureza do combate. Sentes que deste aí uma grande prova do teu valor?
Sinto que provei que mostrei que podiam confiar em mim para rivalidades mais sérias, que não preciso de ser sempre o Ricky Boy feliz para poder fazer cenas. E consegui, mesmo nesse combate em que não estive tão saltitão, meter coisas minhas. Consegui fazer um salto da top rope lá para fora, um coast-to-coast que é uma cena claramente minha e que a malta achava que um dia ia acontecer – e aconteceu! Consegui levar as minhas coisas para o combate apesar de ser um combate completamente diferente e sinto que correu bem, que foi muito bacano. Acho que só provocou que não preciso de ser o gajo mais feliz do mundo e que consigo fazer outras coisas fixes continuando a ser babyface.
 

Wrestling português tem de “dar um step up”

Ricky Boy num show da Lucha Libre Rebelión
Treinaste no CTW, no Wrestling Portugal, na Lucha Libre Rebelión (de Barcelona), na New Wave Academy (do País de Gales) e na Evolution Wrestling (em Inglaterra). O que mais aprendeste em cada escola?
O CTW foi a escola que me ajudou um pouco mais, porque me ensinou os básicos do wrestling. Era bastante focada nos básicos, que não são coisas fáceis de fazer.
No WP tenho aprendido mais agora porque os treinadores são o Paulo [“Knockout” Cruz] e o Damião, que têm experiências lá fora. Não estou a dizer que os treinadores antigos não tinham nada, mas eles têm uma experiência mais recente que se adapta mais ao mesmo estilo, o wrestling moderno. Lá eu vou aprendendo mais sobre posicionamento e fazer coisas que me deixam fora da minha zona de conforto.
Na Lucha Libre Rebelión, aprendi tudo. Apendi lucha libre e coisas que não me deixavam muito confortável, como adaptar-me ao público, porque nunca tinha estado a lutar para o público espanhol. E foi, se calhar, onde aprendi mais.
Na New Wave Academy aprendi mais algumas coisinhas que eventualmente poderei usar. Não foram coisas muito complicadas.


Tendo em conta essas experiências, como situas o wrestling português?
Estamos muito bem, mas acho que temos de crescer. A produção dos nossos shows é bastante boa, consigo considerar a nossa produção melhor do que a espanhola. Mas em termos de wrestling, temos de dar um step up. Há coisas que temos de melhorar e vai ser com o tempo, até porque há muita gente a conseguir ir lá fora, não só lutar, mas também treinar, o que faz com que o nosso wrestling melhore, porque quem vai lá fora passa os ensinamentos cá para dentro. E isso tem ajudado bastante. Mas estamos muito bem.
 
Entre maio e julho participaste em três eventos da Lucha Libre Rebelión. Tive a possibilidade de ver os teus combates lá e foram todos relativamente curtos e nos quais partilhaste o ringue com três ou mais lutadores, mas constatei que ainda assim arrancaste reações bastante audíveis da parte dos fãs, incluindo cânticos. É mais uma prova do teu valor e que truques usas para sobressair?  
No primeiro combate não fiz muita coisa, eram seis lutadores, e nem pensei muito nisso de ficar over.
No segundo tentei ficar mais over, até porque me disseram para e eu o Lucio fazermos wrestling para ficarmos over, porque havia muitas histórias entre participantes do combate, mas eu e o Lucio não tínhamos nenhuma. Fiz um salto lá para fora por cima do poste e coisas com o Lucio e interagi bem com o público. Acho que esse combate me ajudou a ser mais conhecido em Barcelona. Foi nesse que consegui interagir mais com o público, não só a meio do combate, mas dentro de ringue e lá fora, a dar selling e a falar com os fãs.  



Em abril desafiaste Mustafa Ali para defender o TNA International Championship frente a ti em Portugal, depois de ele ter lançado um desafio aberto a wrestlers independentes de todo o mundo. Chegaste a obter algum feedback?
Não, não cheguei. Foi só por: porque não tentar? Gerou boas interações no Twitter [X], foi boa, porque ganhei muitos seguidores. Ele estava a da repost para ajudar a maltar a ser conhecida, mesmo que ele achasse que era uma má promo, e a promo foi má. Não cheguei a receber feedback, mas não perdi nada em tentar. Podia ter melhorado muito mais a promo, mas não gosto muito de promos, nunca foi algo que me senti confortável a fazer. Mas também foi um desafio para trabalhar nisso.
 
 

“Com quem tenho mais química é o Paulo “Knockout” Cruz”

Quais são os combates de que mais te orgulhas e com quem tens melhor química no ringue?
O meu terceiro combate, contra o MBM [no CTW Incidente Internacional, a 18 de fevereiro de 2023], porque foi o primeiro combate em que consegui fazer um estilo mais rápido e mais a minha cena. Foi bacano. Confiaram em mim para lutar com o gajo lá de fora. Podiam ter escolhido qualquer outro, mas escolheram-me a mim.
 
 
Também a three way em que ganhei o Cinturão de Lisboa [contra Fausto e Pégaso no Lisboa Wrestlefest 2, a 13 de julho de 2024], não por ganhar o belt, mas pelo combate em si. Fiquei orgulhoso como o combate foi montado, porque montei muito daquele combate sozinho.
 
 
O meu combate contra o Pedras [no Almada Wrestlefest III, a 5 de abril de 2025] também porque foi o meu primeiro main event no Wrestlefest. Eu e o Pedras estávamos mega nervosos para tentar entregar e conseguimos.
 
 
Mais recentemente tenho o combate no Porto Wrestlefest: Bingança [a 1 de agosto de 2026], porque o Nelson estava mega stressado porque tinha coisas para fazer, uma vez que é um dos donos do Wrestlefest, e ele deu-me permissão para juntar todos e disse que estrutura achava que o combate mais ou menos podia ter. Eles concordaram e fiquei orgulhoso porque foi um bom combate e confiaram em mim, quando quase todos eram mais experientes do que eu.
 
 
Também gostei muito do último combate com o Leo Rossi, o “I Quit” match [no Wrestlefest Lutas e Vinho Verde, a 16 de maio de 2026].
 
 
Com quem tenho mais química é o Paulo “Knockout” Cruz, desde o primeiro combate que tivemos na APW [no APW Sangue Frio, a 17 de março de 2024]. Tivemos quatro combates até agora (um na APW, um no WP, um no Wrestlefest e um no Face Off do Wuant e do Movemind) e acho que foram sempre bons. Os nossos estilos conseguem interagir muito bem e os nossos estilos entrelaçam-se. Até agora está 3-1 para ele. Vamos ver se no futuro se torna 3-2 por algo maior.
 
Quer defrontar Nelson Pereira (esq.) e Damião (ao centro)
Por outro lado, com quem é que no cenário português gostavas de lutar entre os que nunca defrontaste? Pode ser alguém com quem tenhas lutado em tag team, mas não em singles ou dois indivíduos com quem tenhas lutado em singles, mas cuja tag team gostavas de defrontar…
Gostava de fazer uma tag team com o Arménio só para entrar com a theme song dele e dançar no palco. Em singles quero luta contra o Nelson, contra a Cláudia, lutar novamente contra o Pedras, contra o RAFA e contra o Damião. E quero novamente contra o Paulo [“Knockout” Cruz] porque gosto sempre de lutar contra ele.
 
E de lá de fora com quem treinaste, quem trarias cás?
Nathan De Wind já veio cá, os Barcelona Blacklist já vieram cá, o Iker Navarro já veio cá... O Lucio, que é argentino. Não é o maior nome, mas sempre tivemos bastante química em ringue.
Um tipo da New Wave Academy, Mark Haskins, que era mais velho (38 anos) e estava lesionado, tinha partido a perna, mas deu-nos um treino bem bacano. Fizemos um pouco de treino de cordas, que é algo que gosto sempre, e depois fizemos um technical de maneira diferente e gostei muito.
O Brendan White com quem treinei também era fixe, a tag team dele [Greedy Souls, com Danny Jones] é a atual detentora do torneio de tag team da wXw. São muito bacanos como tag team e acho que podiam vir cá, porque iam dar show.
 
És bastante jovem, tens apenas 22 anos. Quais são os teus objetivos no wrestling?
Claramente o meu objetivo é conseguir fazer vida disto, ter um contrato, ser um lutador profissional. Fazer vida disto como indy wrestler é complicado, mas ficaria realizado de conseguir fazer o máximo de wrestling lá fora. Em Portugal já faço com regularidade. Não é denegrir Portugal, gosto muito de Portugal, mas queria abranger mais o meu wrestling, ir lá fora e dar um breakthrough lá fora. Gostava muito de um dia lutar em Inglaterra. Tenho pequenos sonhos, mas o grande sonho, claramente o grande objetivo, é chegar à América e ter um contrato.
Mas tenho outros. Um é ganhar um título de Cruiserweight ou Junior Heavyweight, só porque é claramente o meu estilo. Gostava muito de ir ao Japão e participar num Junior Tournament, seja New Japan, NOAH ou All Japan Pro Wrestling, qualquer companhia que faça. Gostava de ir à RevPro, porque eles também fazem torneios de Junior Heavyweight, se não me engano, e têm o Cruiserweight Championship. Gostava muito de percorrer o circuito todo da Europa, conseguir ser um wrestler habitual no circuito europeu. Mas se não conseguir fazer isto e oferecerem-me um contrato, claramente vou aceitar, como se pode imaginar. Duvido, é complicado, por isso é que tenho o objetivo de tornar-me em alguém habitual do wrestling europeu e ir a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e Irlanda… tudo o que eu consiga fazer.  
 
Um salto espetacular no Algarve Wrestlefest
Já enviaste vídeos?
Já enviei, mas não acredito muito em mim às vezes. As companhias de wrestling recebem bastantes mensagens, mesmo o Wrestlefest recebe bastantes mensagens de lutadores lá de fora para virem cá. Já enviei emails, o último que enviei foi para a German Wrestling Federation, porque iam fazer um torneio na altura do Mundial e vi que iam chamar espanhóis. Disse-lhes: “estou livre nesses dias, se quiserem um português para o torneio.” Também já aconteceu estar em férias fora e mandar para esses sítios, é automático.
 
Sei que recentemente te licenciaste em Animação Sociocultural na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Conseguiste transportar algum ensinamento no curso para o wrestling ou não tem nada a ver?
Não tem nada a ver. Para a parte logística de produzir um show já me vai ajudar, mas para o wrestling não.
 
Sei que os teus companheiros de wrestling te dão a alcunha de “Ricky Roids”. Como é que surgiu essa brincadeira?
Se alguém achar que eu tomo jarda ou esteroides, são burros. Essa alcunha surgiu nos tempos do CTW. Eu sempre fui o mais pequenino, o mais leve, e quando no CTW fui para as classes avançadas começámos a treinar projeções como Suplexes e eu conseguia fazer à malta toda e aguentar tudo. Então chamavam-me de Ricky Roids. Houve um dia em que eu disse que queria começar a experimentar o Blue Thunder Bomb e a primeira pessoa em que experimentei foi no Lobo Ibérico. E fiz. E eles ficaram impressionados. Foi uma piada para gozar com o facto de eu conseguir fazer esses moves apesar de ser o mais pequenino.

Ontem foi o primeiro treino da Margem Sul Wrestling School e, pelo que vi, contou com a presença de lutadores como Paulo "Knockout" Cruz, Damião e Matador e vários alunos. Como correu?
Foi um treino mais simples, foi o primeiro treino. Correu bem. Demos muito os básicos, mas com o tempo fomos melhorando. Espero que venha mais gente já a partir de segunda-feira.



 

Tentou, sem saber quem era, explicar a ex-WWE e TNA como montar o próprio ringue

Durante o período de treinos na New Wave Academy
Para terminarmos com chave de ouro, peço para que contes a história mais hilariante que viveste relacionada com wrestling…
Foi há pouco tempo, na New Wave Academy. Eles tiveram lá um show [NWW Crowning Champions, a 25 de setembro] enquanto nós [Ricky Boy, Paulo “Knockout” Cruz e Lina Hero] estivemos lá e o “Knockout” lutou contra o Leon Cage. Eles ainda tentaram ver me conseguiam pôr no card, mas já tinham onze combates e não dava. Mas estive lá a montar o ringue. Eu estava na boa, na minha, e havia uma peça do ringue que não estava a encaixar bem. Estava fora com alguém ao meu lado e disse a essa pessoa que se calhar devíamos fazer de uma determinada maneira. Foi só uma dica, não foi no sentido de achar que sabia montar o ringue melhor do que eles. O dia foi decorrendo e o “Knockout” vira-se para mim: “Puto, está ali o Mark Andrews”. É um dos maiores veteranos do Reino Unido, um gajo que faz equipa com o Flash Morgan Webster e já esteve na WWE, na TNA e em todo o lado. E depois o “Knockout” disse: “este é o ringue dele.” E eu: “não!”. O gajo a quem eu estava mais ou menos a dizer como se deve montar o ringue era o Mark Andrews, que é o dono ringue. Pensei: “ele deve achar que eu sou um grande otário.” Mas eu falei com ele e ele levou na boa. Mas esta história foi muito engraçada porque eu fiquei mesmo: “não pode, não pode.” Eu e o “Knockout” ficámos a rir disto durante o resto do dia. Foi muito engraçado. 



 

 





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