terça-feira, 14 de abril de 2026

Hoje faz anos um pequeno mas enorme central argentino. Quem se lembra de Roberto Ayala?

Ayala é o sexto mais internacional de sempre pela Argentina
Um dos últimos grandes centrais do futebol mundial com menos de 1,80 m, um argentino que compensava a falta de estatura com inteligência tática, capacidade de antecipação e liderança, qualidades que fizeram dele um dos esteios do super Valencia no início deste século.
 
Nascido a 14 de abril de 1973 em Paraná, na província argentina de Entre Ríos, iniciou a carreira de futebolista profissional no modesto Ferro Carril Oeste, de onde se mudou para o mais conceituado River Plate, ao serviço do qual se sagrou campeão argentino em 1994. Também nesse ano se estreou pela seleção albiceleste, pela mão de Daniel Passarella, num jogo diante do Chile, a 16 de novembro.
 
Apesar da baixa estatura (1,77 m) para um defesa central, foi contratado pelo Parma no verão de 1995. No entanto, como os parmesãos já tinham três jogadores extracomunitários, emprestaram-no ao Nápoles, que comprou 50 por cento do passe do jogador e manteve-o em regime de copropriedade, algo habitual entre os clubes italianos.
 
Valorizado pelas boas atuações no sul de Itália e também ao serviço da seleção argentina, que havia representado na Copa América e na Taça das Confederações em 1995, nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e no Mundial de França (1998), deu o salto para o AC Milan no verão de 1998.
 
Em San Siro sagrou-se campeão de Itália em 1998-99, mas não conseguiu estabelecer-se como um habitual titular, fruto da concorrência de Paolo Maldini e Alessandro Costacurta, o que o levou a mudar-se para o Valencia no verão de 2000.
 
No Mestalla viveu os melhores anos da carreira, tendo sido um dos pilares da equipa que atingiu a final da Liga dos Campeões em 2000-01, venceu a Taça UEFA em 2003-04, dois campeonatos espanhóis (2001-02 e 2003-04) e a Supertaça Europeia em 2004. Paralelamente, foi campeão olímpico em Atenas (2004) e duas vezes finalista vencido da Copa América (2004 e 2007), tendo ainda participado nos Mundiais de 2002 e 2006, pontos altos de um trajeto de 115 internacionalizações e sete golos ao serviço do seu país.
 
No verão de 2007 terminou contrato com os ches, quando já tinha 34 anos, e assinou pelo Villarreal, mas nunca chegou a jogar pelo submarino amarillo, uma vez que o Saragoça o contratou a troco de seis milhões de euros.

 
Apesar da qualidade da equipa aragonesa, que contava ainda com jogadores internacionais como Pablo Aimar, Diego Milito, Juanfran, Gabi, Peter Luccin, Ricardo Oliveira, Sergio García ou Andrés D’Alessandro, Ayala e companhia não conseguiram impedir a despromoção à II Liga Espanhola em 2008.
 
O defesa argentino ainda permaneceu no clube a competir no segundo escalão, tendo conseguido a subida à La Liga em 2009 antes de rescindir por mútuo acordo em 2010.
 
Depois regressou ao seu país para encerrar a carreira ao serviço do Racing Club de Avellaneda, tendo deixado de jogar no final de 2010, aos 37 anos.
 
Após pendurar as botas trabalhou como dirigente no Racing e no Valencia e desde 2019 que faz parte da equipa técnica de Lionel Scaloni na seleção argentina.



 
 



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