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| Joel Santos esteve ligado ao Marítimo entre 1999 e 2005 |
Não está na história do
Marítimo
ao nível de Carlos Jorge, Briguel, Zeca, Edgar Costa,
Bruno ou Eusébio, madeirenses
que passaram anos a fio na
equipa
dos Barreiros e quase sempre com elevado protagonismo. Mas construiu um
legado enquanto figura do futebol regional, ajudou a reforçar a mística
maritimista
nos seis anos em que serviu o clube e ganhou o carinho dos adeptos.
Nascido a 9 de março de 1975 em Câmara
de Lobos, Joel Santos foi subindo a pulso no futebol da sua ilha: iniciou-se no
Estreito, nas camadas jovens e posteriormente na equipa principal no campeonato
regional; passou pelo
Câmara
de Lobos na III Divisão Nacional; e fez ainda escala no Machico e no
Nacional,
então na II Divisão B, antes de ingressar no
Marítimo
no verão de 1999.
Se na primeira época nos
verde-rubros
foi mais utilizado na equipa B, depois foi-se fixando na equipa principal, na
qual permaneceu até 2004-05. Nunca foi propriamente um titular indiscutível,
embora tivesse começado no onze a maioria dos jogos no campeonato tanto em
2000-01 como em 2002-03, temporadas em que esteve maioritariamente às ordens de
Nelo
Vingada.
Ao longo desse período somou 118
jogos e oito golos pelos
leões
do Funchal, tendo contribuído para a caminhada até à
final
da Taça de Portugal em 2000-01 e para a obtenção do sexto lugar na
I
Liga em 2003-04, feitos que valeram apuramentos para a
Taça
UEFA. Na prova continental defrontou um grande
Leeds United em
Elland Road (0-3)
em setembro de 2001 e participou numa
vitória
sobre o Glasgow Rangers nos Barreiros (1-0) três anos depois.
“Foi uma honra representar o
maior
clube das ilhas portuguesas, o nosso grande
Marítimo,
na
I
Divisão. Senti um enorme orgulho em jogar por eles durante seis anos,
disputando duas vezes a
Taça
UEFA, onde defrontámos o
Rangers
e o Leeds United. Foi uma época memorável, com sete jogadores nascidos na
Madeira na equipa na altura”, recordou ao portal
PortuGOAL
em março de 2026. Partilhou o balneário “com grandes jogadores”, mas confessa
que “talvez o melhor tenha sido um jogador madeirense com uma técnica e visão
incríveis, o Bruno”.
No verão de 2005, quando já tinha
30 anos, este médio ofensivo/extremo voltou às divisões secundárias para
representar o
União
da Madeira na antiga II Divisão B durante dois anos. Seguiram-se três na
Camacha
e quatro no
Cruzado Canicense, os dois últimos nos regionais madeirenses,
patamar em que ainda competiu com as camisolas de 1º Maio Funchal e Ribeira
Brava antes de pendurar as botas em 2019.
No entanto, numa altura em que o
futebol parecia um assunto do passado e dedicava-se à gestão de um bar no campo
do Canicense, assinou recentemente por cinco (!) épocas por um clube da sexta
divisão da
Noruega, numa altura em que já tem 51 anos. A oportunidade surgiu
num estágio do
Sauherad na Madeira, através de uns pormenores técnicos que
impressionaram os responsáveis do emblema nórdico.
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