quarta-feira, 18 de março de 2026

A figura do futebol madeirense que jogou pelo Marítimo na UEFA. Quem se lembra de Joel Santos?

Joel Santos esteve ligado ao Marítimo entre 1999 e 2005
Não está na história do Marítimo ao nível de Carlos Jorge, Briguel, Zeca, Edgar Costa, Bruno ou Eusébio, madeirenses que passaram anos a fio na equipa dos Barreiros e quase sempre com elevado protagonismo. Mas construiu um legado enquanto figura do futebol regional, ajudou a reforçar a mística maritimista nos seis anos em que serviu o clube e ganhou o carinho dos adeptos.
 
Nascido a 9 de março de 1975 em Câmara de Lobos, Joel Santos foi subindo a pulso no futebol da sua ilha: iniciou-se no Estreito, nas camadas jovens e posteriormente na equipa principal no campeonato regional; passou pelo Câmara de Lobos na III Divisão Nacional; e fez ainda escala no Machico e no Nacional, então na II Divisão B, antes de ingressar no Marítimo no verão de 1999.
 
 
Se na primeira época nos verde-rubros foi mais utilizado na equipa B, depois foi-se fixando na equipa principal, na qual permaneceu até 2004-05. Nunca foi propriamente um titular indiscutível, embora tivesse começado no onze a maioria dos jogos no campeonato tanto em 2000-01 como em 2002-03, temporadas em que esteve maioritariamente às ordens de Nelo Vingada.
 
 
Ao longo desse período somou 118 jogos e oito golos pelos leões do Funchal, tendo contribuído para a caminhada até à final da Taça de Portugal em 2000-01 e para a obtenção do sexto lugar na I Liga em 2003-04, feitos que valeram apuramentos para a Taça UEFA. Na prova continental defrontou um grande Leeds United em Elland Road (0-3) em setembro de 2001 e participou numa vitória sobre o Glasgow Rangers nos Barreiros (1-0) três anos depois.
 
 
“Foi uma honra representar o maior clube das ilhas portuguesas, o nosso grande Marítimo, na I Divisão. Senti um enorme orgulho em jogar por eles durante seis anos, disputando duas vezes a Taça UEFA, onde defrontámos o Rangers e o Leeds United. Foi uma época memorável, com sete jogadores nascidos na Madeira na equipa na altura”, recordou ao portal PortuGOAL em março de 2026. Partilhou o balneário “com grandes jogadores”, mas confessa que “talvez o melhor tenha sido um jogador madeirense com uma técnica e visão incríveis, o Bruno”.
 
 
No verão de 2005, quando já tinha 30 anos, este médio ofensivo/extremo voltou às divisões secundárias para representar o União da Madeira na antiga II Divisão B durante dois anos. Seguiram-se três na Camacha e quatro no Cruzado Canicense, os dois últimos nos regionais madeirenses, patamar em que ainda competiu com as camisolas de 1º Maio Funchal e Ribeira Brava antes de pendurar as botas em 2019.
 
No entanto, numa altura em que o futebol parecia um assunto do passado e dedicava-se à gestão de um bar no campo do Canicense, assinou recentemente por cinco (!) épocas por um clube da sexta divisão da Noruega, numa altura em que já tem 51 anos. A oportunidade surgiu num estágio do Sauherad na Madeira, através de uns pormenores técnicos que impressionaram os responsáveis do emblema nórdico.
 
 





Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...