sábado, 20 de janeiro de 2018

Mora em Moreira de Cónegos uma das revelações da I Liga

Alfa Semedo vai mostrando potencial para outros voos
Oriundo do Vilafranquense (Campeonato de Portugal) e com passagem pela formação do Benfica, Alfa Semedo chegou esta época à I Liga pela porta do Moreirense, pegou de estaca na equipa e vai sendo uma das revelações do campeonato.

As recentes declarações do treinador Sérgio Vieira dizem quase tudo sobre ele: “Não tenho dúvidas de que vai ser jogador de clube grande e ainda o vamos aplaudir na Seleção Nacional. (…) Mas não nos podemos esquecer que tem 20 anos e veio do Campeonato de Portugal. Ainda não tem maturidade na tomada de decisão.”


Desconstruindo o discurso do técnico dos minhotos, o jovem futebolista tem potencial “de clube grande” não porque é apenas mais um a fazer uma excelente temporada num emblema mais pequeno – até porque ainda tem lacunas consideráveis e tem acumulado alguns erros, próprios de quem ainda está verde -, mas pelo tipo de qualidades que vai exibindo. Como médio defensivo, não é um mero destruidor de jogo, mostrando grande capacidade na construção e oferecendo à equipa a possibilidade de sair a jogar com segurança desde três.

São valências semelhantes que fazem com que Danilo Pereira e William Carvalho, por exemplo, estejam onde estão. Contudo, Alfa Semedo ainda não tem a tal “maturidade na tomada de decisão”, pelo que ainda não consegue traduzir toda a sua qualidade técnica em ações eficientes, que permitam à equipa reter a bola e progredir no terreno, consoante as necessidades. Evoluir nesse aspeto e manter a concentração durante os 90 minutos são as missões que, quando cumpridas, certamente o catapultarão para um clube de maior dimensão. O potencial está bem patente.

Por outro lado, no que concerne aos momentos defensivos, vai igualmente revelando características muito interessantes quando se pensa num ‘6’ de clube grande. Tem agilidade, velocidade e estampa física acima da média (1,90 m), é forte nos duelos (aéreos e à flor da relva) e rápido a recuperar a posição, algo fundamental nas transições ataque-defesa.

A capacidade atlética do futebolista nascido em Bissau faz a diferença nas bolas paradas, tanto defensivas como ofensivas. Exemplo disso é o número de golos que tem valido por época: já vai em dois nesta, que é de estreia na I Liga; marcou quatro da temporada passada; e, há dois anos, apontou dez pelos juniores do Benfica.






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