segunda-feira, 13 de abril de 2026

Hoje faz anos o animal competitivo que capitaneou o Barça do tiki-taka. Quem se lembra de Puyol?

Carles Puyol venceu 18 troféus pela equipa principal do Barcelona
Tecnicamente era limitado, mas graças a muito sangue, suor e lágrimas tornou-se num dos mais emblemáticos defesas do futebol mundial, reconhecido por um espírito competitivo e uma entrega ao jogo em doses industriais. Liderou em campo uma das melhores equipas da história do futebol, o Barcelona de Pep Guardiola, que celebrizou o estilo de jogo que ficou conhecido como tiki-taka.
 
Nascido a 13 de abril de 1978 em La Pobla de Segur, na Catalunha, começou a jogar futebol como guarda-redes no modesto clube local, mas após lesões no ombro tornou-se… avançado. Entretanto, em 1995 ingressou na mítica academia do Barcelona, La Masia, e passou a jogar como médio defensivo. Mais tarde, quando transitou para a equipa B, tornou-se lateral direito.  
 
Em 2 de outubro de 1999 estreou-se pela equipa principal, pela mão de Louis van Gaal, que o converteu em defesa central, posição onde verdadeiramente se afirmou ao longo da carreira, apesar de ter recebido o prémio de melhor lateral direito europeu para a UEFA em 2002.
 
Ao longo dos anos foi construindo o legado de um animal competitivo e de um símbolo de lealdade ao clube. De forma natural, em 2004, após a retirada de Luis Enrique, tornou-se capitão de equipa.
 
Ao lado de jogadores como Xavi, Ronaldinho, Iniesta ou Messi conquistou quase duas dezenas de títulos, nomeadamente três Ligas dos Campeões (2005-06, 2008-09 e 2010-11), seis campeonatos espanhóis (2004-05, 2005-06, 2008-09, 2009-10, 2010-11 e 2012-13), dois Mundiais de Clubes (2009 e 2011), uma Supertaça Europeia (2009), duas Taças do Rei (2008-09 e 2011-12) e quatro Supertaças de Espanha (2005, 2006, 2009 e 2010).
 
 
Paralelamente, também fez parte dos anos dourados da seleção espanhola, pela qual somou 100 internacionalizações e três golos, tendo vencido o Euro 2008 e o Mundial 2010 – não esteve no Euro 2012, que la roja viria a ganhar, devido a lesão. Para a conquista do Campeonato do Mundo, foi decisivo com o golo solitário que derrotou a Alemanha nas meias-finais. Antes, havia marcado presença no Euro 2004 e nos Mundiais de 2002 e 2006, assim como na Taça das Confederações de 2009.
 
 
Uma sequência de lesões graves, principalmente no joelho direito, conduziu-o à decisão de anunciar o final da carreira em 2014, aos 36 anos, quando somava 593 jogos e 18 golos pelo clube e tinha ainda mais dois anos de contrato.
 
Após pendurar as botas chegou a trabalhar na estrutura do Barça, mas foi sol de pouca dura, uma vez que deixou o cargo de diretor de futebol adjunto em janeiro de 2015. Mais tarde, em setembro de 2009, rejeitou uma proposta para se tornar diretor desportivo dos catalães



 



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